Olimpíadas de Paris
Rebeca Andrade conquista medalha de prata e faz história nas Olimpíadas de Paris
Esportes / Olimpíadas
Ao conquistar mais essa medalha, a atleta de 25 anos, natural de Guarulhos, chega ao quinto pódio como maior medalhista brasileira na história dos Jogos Olímpicos
Paris / França
Rebeca Andrade elevou o nível da disputa da final do salto d Olimpíada de Paris-2024, mesmo sem arriscar o inédito Yurchenko com tripla pirueta, e ficou com a medalha de prata, com nota final de 14,966, neste sábado.
Acima dela, assim como aconteceu no individual geral, apenas o fenômeno Simone Biles, que somou 15,300 para ficar com o ouro. O bronze ficou com a americana Jade Carey, com 14,466.
Ao colocar mais essa medalha no pescoço, a guarulhense de 25 anos chega ao quinto pódio e iguala os velejadores Robert Scheidt e Torben Grael como maior medalhista do País na história dos Jogos Olímpicos. Presente também nas finais de trave e do solo, ambas marcadas para segunda-feira, ela pode se isolar em primeiro lugar nesta lista.
Em Paris, o canoísta Isaquias Queiroz, dono de quatro medalhas, é o único que pode ultrapassá-la ou alcançá-la, já que compete em duas provas. Isaquias, aliás, foi alcançado por Rebeca como maior medalhista do Brasil em uma única edição dos Jogos Olímpicos, com três pódios.
Mesmo com o favoritismo de Biles, havia alta expectativa de que Rebeca poderia vencê-la, até pelo fato de a brasileira ser atual campeã olímpica da prova. A americana não competiu a final nos Jogos de Tóquio, em 2021, já que desistiu da disputa porque estava sofrendo com um bloqueio mental e forte ansiedade, a ponto de ter tirado, em seguida, um tempo sem competir para cuidar da saúde mental.
Depois que voltou a participar de competições, em 2023, foi superada por Rebeca na final do salto no Mundial de Ginástica da Antuérpia, ao anotar 14,433 contra 15,000 da brasileira, que ficou com o ouro.
Na final deste sábado, em que cada ginasta teria uma nota média após dois saltos diferentes, Rebeca era a sexta a se apresentar na lista de oito finalistas, e Simone Biles era a quarta. Portanto, a brasileira saberia a nota necessária para superar a rival.
Quando a americana foi para seus saltos, a maior nota era o 14,216 da norte-coreana An Chang-Ok. Ela acertou com precisão o “Biles 2”, salto mais difícil da atualidade, para receber 15,700 das juízas. O segundo salto foi o cheng quase perfeito, com um pequeno pulo para trás na aterrissagem. Com nota 14,900, teve 15,700 de média e assumiu a liderança.
Entre as duas grandes estrelas, apresentou-se a canadense Elsabeth Black, com média final de 13,933. Então, veio Rebeca, vestida em seu collant especial para o momento, branco ornado com cristais azuis. No primeiro salto, ótima execução do cheng, seguida por saída precisa, deu à brasileira nota 15,100.
Existia a expectativa de que ela executasse o Yurchenko com tripla pirueta, acrobacia que nunca foi executada em uma competição oficial e levaria o seu nome em caso de execução sem falhas graves, mas o risco era grande.
Por isso, na segunda apresentação, a brasileira deu duas piruetas e meia para sair com firmeza da mesa, acertando o Amanar, salto de alta dificuldade no qual tem mais segurança, recebendo 14,833 para ficar com a nota final de 14,966.
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* Da Redação / Com informações de jornais / COB
* Foto: Divulgação / COB
Esportes / Olimpíadas
Cerimônia de encerramento dos Jogos de Paris destaca valores olímpicos em grande evento
Stade de France foi palco de grandes apresentações artísticas e início do ciclo para Los Angeles 2028
Paris / França
Chegaram ao fim os Jogos Olímpicos de Paris, edição marcada pelo retorno do público ao principal evento esportivo do mundo após a edição de 2021 em meio à pandemia da Covid-19. A cerimônia de encerramento foi realizada neste domingo (11), no Stade de France, e teve início às 16h (de Brasília). O último ato na capital francesa já vira a chave visando o ciclo para 2028, em Los Angeles. A festa quis mostrar os valores franceses, olímpicos, e de solidariedade entre os povos.

Ana Patrícia (à direita) e Duda foram medalha de ouro no vôlei de praia Foto: Alexandre Loureiro/COB
O primeiro ato foi a apresentação de um musical para abrir a cerimônia. Artistas de apresentaram perto da pira olímpica cantando a música “Sous le ciel de Paris”, que exalta a cidade e traz referências ao apelido de “cidade do amor”.
Logo em seguida, a pira olímpica foi apagada no jardim do Louvre e a chama transportada para o Stade de France, cerca de 10km de distância. Com as presenças de Emmanuel Macron, presidente da França, e Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional, o hino do país foi tocado por uma orquestra.
Desfile e celebração
Por volta das 16h20 (de Brasília), teve início o desfile das bandeiras das 205 delegações que participaram dos Jogos Olímpicos. A da Grécia, como tradição por ter sido sede do primeiro evento, na cidade de Olímpia, abriu o segundo ato. Quem carregou a bandeira do Brasil foram as jogadoras de vôlei de praia Ana Patrícia e Duda, que conquistaram a medalha de ouro.
Após os porta-bandeiras entrarem no gramado do Stade de France, foi a vez de todos os atletas ainda presentes nos Jogos subirem para uma celebração final. No centro do gramado, o palco montado para o desfile formava o Mapa-múndi com uma réplica gigante da medalha de ouro entre os continentes.

Com as delegações dentro do estádio, a organização, como indicou o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, fez a festa para os atletas. Com músicas populares que tocaram nas arenas, como “Les Champs-Elysées”, de Joe Dassin, e outros hits do pop do país.
Último pódio e mais homenagens
As últimas medalhistas dos Jogos Olímpicos de Paris, da maratona feminina, foram premiadas pelo presidente do COI e ovacionadas pelo Stade de France. Sifan Hassan, da Holanda, foi a grande campeã da prova de 42km com tempo de 2h2min22s55. Tigst Assefa, Etiópia, ficou com a prata, e a queniana Hellen Obiri com a medalha de bronze.
Os Jogos Olímpicos de Paris contaram com o número incrível de 45 mil voluntários. O Comitê Internacional, em parceria com o organizador local, homenageou os trabalhadores que se candidataram em um grande pódio montado de frente para a arquibancada principal.
Teatro
Um dos momentos marcantes da cerimônia de encerramento da Olimpíada foi mais uma apresentação da orquestra, em parte que o Comitê buscou relembrar conquistas da França e projetar os próximos anos do país. As luzes foram apagadas, outra iluminação fez brilhar o Mapa-múndi no meio do gramado enquanto o “Viajante Dourado” chegou no local como se estivesse descendo do céu – ideia é de um personagem que venha para conhecer os valores olímpicos, de solidariedade entre os povos e projetar o futuro. Ao fundo, o hino da Grécia foi tocado.
Um grupo de balé se apresentou no grande palco representando a escavação dos anéis olímpicos. A estátua da deusa grega Nike foi projetada – ela está exposta no Louvre – e houve o encontro com o “Viajante Dourado”. A apresentação teve como objetivo mostrar a cultura da Grécia Antiga. Ao fim, os anéis olímpicos foram projetados com diversos arcos armados pelos bailarinos.
Momentos marcantes

Simone Biles e Karen Bass, prefeita de Los Angeles, cidade-sede em 2028 Foto: Franck Fife/AFP
Nos telões do Stade de France, um vídeo emocionante foi apresentado para mostrar momentos importantes dos Jogos Olímpicos de Paris, como o salto de Simone Biles, a foto marcante de Gabriel Medina, a reverência à Rebeca Andrade após ouro no solo e também a medalha de ouro da judoca Bia Souza, a primeira das três conquistadas pelo país na França.
Logo em seguida, teve início mais um momento festivo com apresentação da banda “Phoenix”. Atletas puderam se aproximar do palco no meio do gramado e virou um grande show no Stade de France.
No fim, discursaram Tony Estanguet, presidente da organização do Comitê de Paris 2024, valorizando todo o legado deixado pelo país nos Jogos Olímpicos e destacando o sucesso de público nas arenas e estádios, e Thomas Bach, presidente do COI que vai para seus últimos momentos de mandato. Tony também citou o mérito esportivo da delegação esportiva, que, em casa, conseguiu 64 medalhas e bateu seu recorde na história das Olimpíadas, e convidou o público para os Jogos Paralímpicos, a partir do dia 28 de agosto.
Thomas Bach deu ponto final aos Jogos Olímpicos de Paris com discurso de paz entre as nações, grande foco do evento, como marca importante da edição da França em 2024. Bach parabenizou a organização do comitê local e celebrou o sucesso também em transmissões dos jogos por todo o planeta. Em seu discurso, o alemão lembrou a presença marcante de mulheres em número de pódios e o trabalho do COI para um número mais igual entre os gêneros dos atletas.

Tom Cruise fez a transição da bandeira olímpica para os Jogos de Los Angeles 2028 / Foto: Franck Fife/AFP
A cerimônia foi encerrada com a retirada da bandeira olímpica do Stade de France, acompanhada do hino dos Jogos Olímpicos e a chegada da chama olímpica, levada por Leon Marchand, nadador francês que ganhou quatro medalhas de ouro. Deu-se, então, a transição do COI para armação do ciclo visando a edição de 2028, em Los Angeles, nos Estados Unidos, de 14 a 30 de julho.
Quem recebeu a bandeira foi Simone Biles, atleta da ginástica artística, e Karen Bass, prefeita da cidade-sede da próxima edição. Gabriella Wilson, mais conhecida como “H.E.R”, cantou o hino dos Estados Unidos. O ator Tom Cruise desceu do teto do Stade de France com suporte de um cabo de aço e foi parar no gramado para cumprimentar os atletas. Ele pegou a bandeira olímpica e saiu do estádio de moto.
Direto de Los Angeles, em festa integrada que foi exibida para todo o Stade de Farance, a banda de rock Red Hot Chili Peppers tocou o sucesso “Can’t Stop” em Venice Beach, uma das praias mais famosas da cidade. Em seguida, a cantora Billie Eilish, no mesmo local, se apresentou com a canção “Birds of the feather”, e o rapper Snoop Dog, que marcou presença em diversos eventos em Paris, também mostrou seu talento ao lado de Dr. Dre. Um show de organização e passagem de bastão para o ciclo dos próximos quatro anos.
Os Jogos Olímpicos de Paris 2024 chegaram ao fim com liderança dos Estados Unidos no quadro de medalhas, superando a China na última disputa da competição.
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* Informações de agências internacionais / AFP / Reuters
*Fotos: Divulgação / COI
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