Caso de Polícia
Servidor do Hospital Infantil de Vitória é afastado por suspeita de corrupção
POLÌCIA
Vitória – ES
Afastamento foi anunciado pela Secretaria de Estado da Saúde. Polícia Federal apura “fortes indícios de esquema de corrupção, com favorecimento ilegal em licitações”
A Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa) afastou um servidor público do Hospital Estadual Infantil Nossa Senhora da Glória, em Vitória, em investigação da Polícia Federal que apura esquema de corrupção na unidade hospitalar.

A medida foi anunciada na manhã desta quinta-feira (23), após a deflagração da Operação Manuscrito, da Federal. Não há informações da identidade do servidor.
Segundo a Secretaria de Saúde, a investigação tem como alvo a Central de Compras e estoque da Farmácia (CAF) do Hospital Infantil, em Vitória.
O órgão destacou que, no final de 2023, a direção do hospital identificou a necessidade de melhorar o controle de estoque na Central de Compras e estoque da Farmácia (CAF). Com isso, foi realizada uma comissão interna para fazer um levantamento do estoque.
“Em resposta, foi constituída uma comissão interna com o objetivo de realizar o levantamento detalhado do estoque existente e se havia inconformidades. O relatório resultante desse levantamento já foi concluído e será devidamente entregue às autoridades responsáveis”, destacou em nota a Sesa.
Mesmo com as investigações e operação em curso, a Sesa, na nota, diz reafirmar “seu compromisso com a transparência e a legalidade que regem a gestão pública”.
“Colocando-se à disposição das autoridades competentes para colaborar integralmente com a investigação em curso, fornecendo todas as informações e documentos necessários”, finaliza.
Polícia Federal investiga desvio de recursos públicos
Equipes da Polícia Federal cumprem na Grande Vitória, nesta quinta-feira (23), cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2° Vara Federal de Vitória, em uma ação que investiga o desvio de recursos públicos federais na área da saúde.
Os mandados da “Operação Manuscrito” são cumpridos em Vitória, Vila Velha e na Serra. A ação conta com a participação de 24 policiais federais e dois auditores da Controladoria Geral da União (CGU).
O inquérito policial, segundo a Polícia Federal, iniciou em junho de 2023, após a apreensão de um bilhete manuscrito com informações sobre propina.
“A partir deste documento e do aprofundamento das investigações, foram verificados fortes indícios de um possível esquema de corrupção, com favorecimento ilegal em licitações. Os fatos em apuração envolvem um grupo empresarial e um hospital público situado na Grande Vitória”, informou a Polícia Federal.
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* Com informações da Sesa / FV
* Fotos: Divulgação – Sesa
POLÌCIA
Polícia Federal investiga desvio de recursos públicos no ES e na BA
Operação Nêmesis 15 cumpre mandados de busca e apreensão; esquema envolvia direcionamento de licitações e lavagem de dinheiro. Daniel da Açaí foi prefeito de São Mateus entre 2017 e 2024 e seria um dos envolvidos em esquema de fraudes em licitação
São Mateus – ES
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (9/4), a Operação Nêmesis, para desarticular um esquema de corrupção e de desvio de recursos em contratos da administração municipal.
Estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão nos municípios de São Mateus/ES, de Linhares/ES, de Valença/BA e de Teixeira de Freitas/BA. A Justiça também determinou o sequestro de imóveis e o bloqueio de até R$ 1,2 milhão nas contas dos 15 investigados. Os mandados foram expedidos pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo.

A investigação aponta que o grupo utilizava irregularmente atas de registro de preços de outros órgãos para burlar licitações. Com a atuação coordenada entre agentes públicos e empresários, havia o direcionamento de contratações e o superfaturamento de serviços para o posterior pagamento de propina.
Durante as diligências de hoje, os policiais apreenderam, aproximadamente, R$ 2 milhões em cheques, R$ 86 mil em espécie e três veículos. Para dissimular a origem ilícita dos valores e as movimentações financeiras atípicas, o grupo utilizava pessoas interpostas e empresas de fachada.
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de fraude em licitação, de corrupção ativa e passiva e de lavagem de capitais.
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- Polícia Federal / Comunicação Social ES – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – PF / Comunicação
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