Conflito no Oriente Médio
Governo Lula se nega a condenar Irã depois de atacar Israel
INTERNACIONAL
Governo Lula não condena o Irã e classifica ataque aéreo iraniano contra Israel como apenas um ‘envio’ de drones e mísseis.
O governo Lula (PT), por meio de comunicado emitido pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), posicionou-se sobre o recente ataque aéreo perpetrado pelo Irã contra Israel com neutralidade diplomático. O pronunciamento oficial do governo, divulgado na noite do último sábado (13/4), destaca uma abordagem em que não condena diretamente o ataque realizado pelos iranianos contra Israel.

No texto, o governo brasileiro optou por caracterizar o incidente como apenas “envio” de drones e mísseis, fazendo menção ao ataque onde mais de 200 drones e 400 diferentes tipos de mísseis iranianos foram lançados visando atingir áreas civis em Israel, conforme bem detalhado pelo porta-voz das Forças de Defesa de Israel, Daniel Hagari. Apesar da ausência de uma condenação explícita ao Irã, a nota expressa apenas uma “preocupação” com a escalada do conflito na região do Oriente Médio.
De maneira indireta, o comunicado do governo Lula (PT) sugere uma atribuição de responsabilidade a Israel, ao mencionar o “alastramento das hostilidades à Cisjordânia”, território palestino que tem sido alvo de ações por parte das forças israelenses nos últimos meses, em confrontos com o grupo terrorista Hamas, considerado pelo governo Lula como não sendo um grupo terrorista.
“Desde o início do conflito em curso na Faixa de Gaza, o governo brasileiro vem alertando sobre o potencial destrutivo do alastramento das hostilidades à Cisjordânia e para outros países, como Líbano, Síria, Iêmen e, agora, o Irã”, destaca um trecho da fraca nota do Itamaraty. “O Brasil apela a todas as partes envolvidas que exerçam máxima contenção e conclama a comunidade internacional a mobilizar esforços no sentido de evitar uma escalada.”
Apesar da magnitude do ataque, que envolveu centenas de drones e mísseis, não foram relatados danos significativos. Graças aos sistemas de defesa israelenses de interceptação aérea, não houve registro de vítimas fatais, embora uma criança israelense de dez anos tenha saído ferida.
A abordagem fraca do governo Lula (PT) reflete uma postura recorrente em sua relação amistosa com o Irã durante o mandato atual. No início deste mês, o Brasil se absteve de condenar o regime iraniano em uma votação da ONU sobre resoluções relacionadas a denúncias de violações dos direitos humanos no país.
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* Informações de agências internacionais e publicações em jornais
* Fotos / Vídeo: Divulgação de agências / Youtube
INTERNACIONAL
Apresentadora egípcia Sarah Khalifa é condenada à morte; entenda o motivo
Sarah Khalifa nega as acusações e pretende recorrer; autoridades dizem ter apreendido mais de 750 quilos de drogas e matérias-primas
Sarah Khalifa, apresentadora egípicia de 39 anos, e outras 11 pessoas foram condenadas a morte por enforcamento por um tribunal do Cairo, no Egito, por envolvimento na fabricação e no tráfico de drogas sintéticas. A decisão foi divulgada neste sábado, 5, pela imprensa estatal egípcia.
Conhecida pelo programa de televisão Missão Impossível, sobre segurança e criminalidade, Khalifa foi condenada por formação de uma organização criminosa especializada na aquisição de materiais usados na fabricação de drogas para posterior comercialização. Ela também foi acusada de posse e porte de armas de fogo e munições sem licença.
Segundo o jornal estatal Al-Ahram, as autoridades apreenderam mais de 750 quilos de drogas e matérias-primas utilizadas na produção de entorpecentes.

Dois apartamentos que funcionariam como laboratórios também foram encontrados, além de armas e munições sem licença.
De acordo com o Akhbar el-Yom, os materiais usados na fabricação das drogas eram importados do exterior.
A sentença foi emitida após o tribunal consultar o Grande Mufti do Egito, autoridade responsável por emitir pareceres religiosos em casos de pena de morte. A consulta é exigida pela legislação egípcia antes da confirmação de sentenças capitais.
Khalifa nega as acusações e pode recorrer da decisão. Segundo a imprensa local, seu advogado já anunciou que pretende apresentar uma apelação.
Durante um depoimento ao tribunal, em setembro de 2025, a apresentadora afirmou que nunca havia visto drogas antes de ser fotografada com entorpecentes dentro das instalações das autoridades de combate ao narcotráfico.
A acusação teria se baseado em 20 depoimentos de testemunhas e em provas eletrônicas, incluindo conversas gravadas e vídeos.
Além das condenações relacionadas ao tráfico de drogas, Khalifa e outros envolvidos receberam cinco anos de prisão em um processo separado, que trata do sequestro e da agressão de um jovem.
O tribunal absolveu sete dos acusados e condenou outros nove à prisão perpétua, segundo a BBC.
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- Matéria do Estadão – Conteúdo
- Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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