Campeonato Brasileiro
Em jogo com festa de campeões e troca de faixas, Fluminense vence o São Paulo com gol de Cano
Esportes / Futebol
Apesar dos três pontos, partida deixa preocupação no tricolor carioca por conta da lesão de Samuel Xavier, que deixou o campo chorando
Rio de Janeiro
O Maracanã que recebeu a partida e principalmente a linda festa protagonizada por Fluminense e São Paulo nem parece o mesmo estádio que sediou as brigas entre torcedores brasileiros, argentinos e a polícia militar do Rio de Janeiro. Com direito à show da cantora Marvila, mosaico e entrega de faixas entre jogadores e presidentes dos clubes, ambos os times promoveram um bonito momento de harmonia antes da bola rolar para a vitória do tricolor carioca por 1 a 0.
No entanto, o clima amistoso acabou assim que foi dado o pontapé inicial, muito por conta da atuação ruim do árbitro André Luiz Skettino. Mais pilhado que os atletas em campo, o juiz se complicou ao distribuir cartões no início da partida e perdeu o controle. Foram sete amarelos e uma expulsão nos primeiros 30 minutos.
Com esse cenário, os tricolores fizeram um primeiro tempo amarrado, marcado mais pelas discussões e empurrões do que pela bola rolando. Assim, o principal lance foi aos 28, quando Gabriel Neves acertou o tornozelo de Thiago Santos em carrinho e recebeu o cartão vermelho com auxílio do VAR.
Mais tranquilas ao retornar dos vestiários, as equipes conseguiram apresentar um desempenho melhor na segunda etapa, principalmente o Fluminense, que tinha a superioridade numérica. Sem um zagueiro de ofício e com Thiago Santos e Martinelli na dupla de zaga, Diniz fez com que todos os jogadores de linha ocupassem o campo de ataque e pressionassem o São Paulo. Assim, chegou ao gol numa jogada já tradicional da sua equipe.
Em saída rápida pela direita, Lelê foi até a entrada da área e buscou Germán Cano (foto-destaque). Livre na esquerda, o atacante precisou de apenas dois toques para inaugurar o placar. Em lance que já tem sua assinatura, o argentino dominou, ajeitou o corpo e arriscou. A bola contou com desvio em Rafinha e foi para o fundo das redes do time paulista aos nove minutos. Consagrado como um dos grandes ídolos da história do Fluminense depois dos 13 gols na campanha do título da Libertadores, o camisa 14 foi muito celebrado pela torcida no Maracanã.
Após o gol, o São Paulo, mesmo com um a menos, teve coragem para atacar e quase marcou com Pablo Maia após erro na saída de bola do Fluminense. Com a utilização de jovens da base, Dorival Júnior conseguiu fazer com que sua equipe pressionasse os donos da casa, mas não foi o bastante para chegar ao empate.
Com a vitória, que levou o time aos 50 pontos na tabela, a notícia ruim para o Fluminense de Diniz foi a saída de Samuel Xavier. O lateral sofreu uma entorse no joelho direito e deixou o campo chorando. O clube fará mais exames ao longo da semana para saber a gravidade da lesão e se há preocupação em relação a presença do defensor no Mundial de Clubes, em dezembro.
Outro Resultado:
– Cruzeiro 2 x 2 Vasco
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* Informações Jornal Extra – João Pedro Fragoso / Foto/Crédito: Marcelo Gonçalves – Fluminense
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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