Copa do Mundo / Futebol Feminino
Espanha marca na prorrogação e bate Holanda; Japão perde pênalti e vê Suécia avançar
Esportes / Futebol
Espanha e Suécia são as primeiras seleções classificadas para as semifinais da Copa do Mundo feminina de 2023. Na madrugada desta sexta-feira, dia 11, as espanholas sofreram, mas superaram a Holanda e, pela primeira vez na história, estão entre os quatro melhores times do torneio. Já a Suécia não se intimidou com o status de favorito do Japão e, com um primeiro tempo clínico, venceu a partida por 2 a 1 e garantiu sua vaga na próxima fase.
Com gol na prorrogação, Espanha peca na mira, mas faz o suficiente para chegar às semifinais pela primeira vez na história
Foi sofrido e na prorrogação, mas a Espanha bateu a Holanda por 2 a 1 se classificou para a semifinal da Copa do Mundo feminina de 2023. Com direito a um gol redentor nos acréscimos, as espanholas foram mais agressivas durante toda a partida e só não garantiram a vitória no tempo regulamentar pois, ao longo do jogo, desperdiçaram inúmeras chances, especialmente na primeira etapa.
A Holanda estava perdida no primeiro tempo, mas retornou à campo na segunda etapa com o objetivo claro de se defender e explorar os contra-ataques. Com o jogo mais equilibrado, o 0 a 0 permanecia no placar e a prorrogação parecia cada vez mais próxima. Aos 35 minutos, no entanto, um pênalti para a Espanha mudou o jogo. A zagueira Van der Gragt colocou a mão na bola e a penalidade máxima foi marcada.
Caldentey bateu bem e fez o gol que classificava a Espanha. A Holanda, entretanto, não desistiu e nos acréscimos da partida marcou o tento de empate com ninguém mais, ninguém menos, do que Van der Gragt, a vilã até o momento.
Na prorrogação, um jogo equilibrado de bastante entrega por parte de ambas as seleções. A Espanha, no entanto, foi mais feliz e marcou o gol da vitória com a jovem promessa espanhola Paralluelo. Agora, elas enfrentam a Suécia na próxima terça-feira, dia 15, às 5h (de Brasília) por uma vaga na tão sonhada final.
Suécia anula ataque japonês, aposta na bola parada e bate asiáticas
Com o melhor ataque da competição, o Japão prometia infernizar a vida da Suécia e era tido como favorito para o confronto. Quando a bola rolou, no entanto, o que se viu foi um time asiático perdido em campo e uma equipe europeia muito ciente do que deveria ser feito.

Sem dar margem ao erro, a Suécia anulou o poderoso ataque japonês e, de falta e pênalti, abriu 2 a 0 ainda no primeiro tempo, criando uma vantagem confortável no placar. Na segunda etapa, o Japão ainda sentia dificuldade em encaixar o seu jogo, mas era quem comandava as ações da partida.
Aos 31 minutos, Ueki sofreu um pênalti que poderia ter colocado o Japão de volta no confronto. A camisa 9, entretanto, acertou seu chute no travessão e viu a melhor chance da sua seleção ir por água abaixo. A seleção japonesa continuou tentando e, aos 42 minutos, encontrou um gol com Hayashi.
Com dez minutos de acréscimo, as japonesas se lançaram ao ataque e até levaram perigo a meta europeia, mas a Suécia se segurou na defesa e garantiu a classificação para a próxima fase. Agora, elas enfrentam a Espanha na próxima terça-feira, dia 15, às 5h (de Brasília) por uma vaga na tão sonhada final.
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* Com informação de agências / Fotos: Alessandra Tarantino – AP Photo
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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