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Memória Comunitária

Minha Rua Tem História / Rua Carlos Martins

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É uma das ruas mais importantes do bairro Jardim Camburi. Uma artéria viária fundamental e que corta quase todo o bairro. Mas, por que essa rua recebeu o nome que tem nos dias de hoje?

Vamos voltar, então, alguns anos na história.

Carlos Martins foi um jovem que nasceu na cidade de Vitória, no dia 20 de julho de 1954. Era filho do coronel da reserva da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo, Aristides Ferreira Martins e de Zahira Gagno. Ele estudava no Colégio Estadual, onde cursava o terceiro ano científico. Além disso, fazia um curso preparatório para o vestibular na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Em 1972, mais precisamente em 18 de outubro, um grave acidente automobilístico vitimou o jovem de futuro promissor, Carlos Martins. O acidente aconteceu na confluência da Avenida Dante Micheline com Adalberto Simão Nader. Com ele estava o menino Fortunato Abreu Gagno, de apenas 8 anos, também vitimado. Eram primos.

A Câmara Municipal de Vitória, através de projeto de lei do então vereador José Maria Ramos Gagno, homenageou os dois jovens dando-lhes seus nomes a duas das mais importantes ruas de Jardim Camburi.

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• Pesquisa em arquivos / Foto: Paulo Borges – Pauta 1

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Ações da Guarda Municipal resultaram na retirada de 270 veículos abandonados

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Por Rubia Medina* | Vila Velha (ES)

De janeiro a agosto deste ano, a Guarda Municipal de Vila Velha atendeu a 270 denúncias de veículos em situação de abandono em vias e outros espaços públicos. Do total, 58 veículos foram removidos pela Guarda Municipal e outros 212 foram retirados pelos próprios proprietários após as notificações e orientações das equipes.

A população pode registrar denúncias sobre veículos em possível situação de abandono por meio do telefone 162, da Ouvidoria Municipal. Após o registro, as informações são encaminhadas para análise e vistoria das equipes responsáveis.
 
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), especialmente o artigo 279-A e o Anexo I, além da Lei Municipal nº 6.500/2021, considera-se veículo em situação de abandono aquele que permanece em via pública sem condições de circulação e sem utilização regular, evidenciando desuso prolongado e potencial comprometimento da ordem urbana, da segurança e da saúde pública.
 
“Cada denúncia é analisada com responsabilidade e nossas equipes realizam as vistorias necessárias para identificar se o veículo realmente se encontra em situação de abandono. Esse trabalho vai além da remoção: ele contribui para manter os espaços públicos organizados, garantir melhores condições de circulação e prevenir situações que possam colocar em risco a saúde e a segurança da população. A participação da comunidade é fundamental para que possamos atuar de forma ainda mais eficiente”, ressaltou a comandante da Guarda Municipal de Vila Velha, Landa Marques.
 
Segundo o inspetor de Trânsito, Abner Nunes, a caracterização do abandono é feita por meio da análise técnica de critérios objetivos, que podem ser observados de forma isolada ou conjunta.
 
“Após o registro da denúncia pelo telefone 162, equipes da Guarda Municipal realizam uma vistoria para verificar se o veículo atende aos critérios legais de abandono. Caso a situação seja confirmada, o proprietário é notificado e recebe o prazo de três dias para providenciar a retirada do automóvel. Se o veículo permanecer no local após esse período, é removido e encaminhado para o pátio credenciado pelo município. Entretanto, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) autoriza a remoção imediata quando houver risco à incolumidade pública”, afirma.
 
Entre as características que podem indicar uma situação de abandono estão:

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– Ausência de condições de circulação, como falta de componentes essenciais ao funcionamento, impossibilidade de locomoção por meios próprios ou avarias que inviabilizem seu uso.

– Permanência prolongada no mesmo local, sem indícios de utilização ou movimentação.

– Estado de conservação incompatível com o uso regular, com sinais evidentes de deterioração, acúmulo de sujeira ou ausência de manutenção.

– Risco à saúde pública, como acúmulo de água em seu interior ou em partes da carroceria, favorecendo a proliferação do mosquito Aedes aegypti e de outros vetores de doenças.

– Comprometimento da segurança e da ordem urbana, quando apresenta portas, vidros ou compartimentos abertos, permitindo acesso indevido, ou quando é utilizado para finalidades diferentes daquelas para as quais foi destinado.

– Ocupação indevida do espaço público, prejudicando a circulação de pessoas e veículos e comprometendo o uso coletivo das vias. 

O secretário municipal de Defesa Social e Trânsito, tenente-coronel Rogério Gomes, ressalta que a retirada dos veículos também representa uma importante medida de proteção à saúde pública.
 
“Automóveis em avançado estado de deterioração costumam acumular água da chuva, tornando-se potenciais criadouros do mosquito da dengue e de outros insetos transmissores de doenças. A ação também reduz o acúmulo de lixo, melhora o aspecto urbano e reforça a sensação de segurança nos bairros”, ressalta.

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  • Prefeitura de Vila Velha / Sec. de Defesa Social e Trânsito / Comunicação – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / PMVV
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