Copa do Catar
Com jogadores naturalizados, um treinador há três meses no cargo e um apoio das arquibancadas, equipe é a sensação do Mundial no Catar
ESPORTES
Marrocos faz história nesta Copa do Mundo. A classificação às semifinais, feito inédito para uma seleção africana ou árabe, é apenas uma das marcas do elenco marroquino no Catar. Marrocos tem a melhor defesa do Mundial (apenas um gol sofrido) e segue invicto até aqui – três vitórias e dois empates. Como explicar o sucesso desta geração e seleção marroquina?
As conquistas de Marrocos começam no comando técnico. Walid Regragui é um dos grandes nomes desta Copa. Aos 47 anos, o treinador assumiu a seleção em agosto, após a demissão do bósnio Vahid Halilhodžic, que ficou marcado por uma passagem problemática na equipe africana: nos últimos anos, ele deixou fora das convocações jogadores importantes, como Ziyech.
Em fevereiro deste ano, o ex-treinador bósnio havia dito que não convocaria o jogador do Chelsea nem se “ele se chamasse Lionel Messi”. “O comportamento de Ziyech não se encaixa na seleção”, declarou, após a eliminação na Copa Africana das Nações. Em sua primeira lista, Regragui chamou Ziyech à seleção.
Regragui é um ex-jogador, que atuava como zagueiro. Nascido na França, filho de pais marroquinos, passou a maior parte de sua carreira no país, em clubes como Toulouse e Ajaccio. Como treinador, ele recebeu o convite para assumir a seleção marroquina após ótimo trabalho no Wydad Casablanca, onde conquistou a Liga dos Campeões Africana.
“A escolha de Regragui como nosso treinador não poderia ter sido melhor”, afirma Alaeddine Chaaby, 30 anos, empresário de futebol e administrador da página MVN_EN, especializada no futebol marroquino. “Nosso ex-treinador era fraco e tinha diversos problemas de comunicação com o elenco”. Este ponto foi, inclusive, uma das justificativas da Federação Marroquina para a demissão de Halilhodžic.
Naturalizados
O sucesso de Marrocos começou a ser construído em 2018, com Hervé Renard, hoje comandante da Arábia Saudita. Na Rússia, o treinador levou a seleção a sua primeira Copa desde 1998. Em um grupo com Espanha e Portugal, não conseguiu ir longe naquela edição, mas solidificou as bases para as campanhas seguintes.
Um ponto curioso nas convocações marroquinas, desde 2018, é o número de jogadores naturalizados no elenco. É uma tendência mundial, em especial em Marrocos, que observou uma tendência de emigrantes nas últimas décadas. Dos 26 convocados no Catar, 14 nasceram em países da Europa e América. É a nação com o maior número de naturalizados nesta Copa.
Achraf Hakimi e Hakim Ziyech, duas das principais estrelas da seleção, nasceram na Espanha e na Holanda, respectivamente. Ao longo de sua história, o território, hoje conhecido como Marrocos, passou por influência de Portugal, França e Espanha – esta, inclusive, mantém controle de um enclaves na Ceuta, região no litoral africano. Ela já foi motivo de preocupação na fronteira espanhola. Em 2021, milhares de marroquinos tentaram imigrar ilegalmente na Europa por meio do Mar Mediterrâneo.
Além das estrelas da seleção, Bono, Ziyech e Hakimi, que atuam no Sevilla, Chelsea e Paris Saint-Germain, respectivamente, a maioria dos convocados por Marrocos jogam nas principais ligas da Europa: 20 dos 26 convocados.
“Os estrangeiros de Marrocos trazem as qualidades necessárias para nosso elenco”, diz Chaaby. “Também é possível dizer que dos 26 convocados, 10 atuaram no futebol marroquino.” Entre os chamados para o Mundial, o Wydad Casablanca é o clube do Marrocos com mais representantes na seleção. São três jogadores: o goleiro Reda Tagnaouti, o zagueiro Yahya Attiat Allah e o meio-campo Yahya Jabrane.
• Foto: Georgi Licovski – agência EFE
ESPORTES
Arca é motivo de celebração para o Judô e Desporto do Espírito Santo
A Assembleia Geral Extraordinária e Ordinária da Liga do Espírito Santo de Judô – LESJ, realizada neste sábado (5), em Vitória, marcou o início de um novo ciclo para a entidade, com a deliberação sobre a retomada de suas atividades, reforma do Estatuto Social, alteração da denominação e eleição da nova Diretoria e do Conselho Fiscal.
Durante a assembleia, Tiago Martins, gestor e excelente articulador, tem ótimo relacionamento com as comunidades. Foi eleito presidente, passando a liderar a instituição neste novo momento. A reunião também deliberou sobre a alteração da denominação social da entidade, dentro do processo de reorganização institucional que dá origem à ARCA.
A nova gestão assume com o propósito de fortalecer o judô e ampliar a atuação da entidade no desenvolvimento do esporte, especialmente na formação de atletas, projetos sociais, iniciação esportiva e valorização das diversas modalidades esportivas.
A assembleia também contemplou a possibilidade de admissão de novos associados e filiados, além dos atos necessários à regularização, registro e pleno funcionamento da entidade.

Para o novo presidente, o momento representa a oportunidade de construir uma instituição mais ampla, participativa e comprometida com a transformação por meio do esporte.
“Assumo a liderança tda ARCA com muita responsabilidade e gratidão. Nosso objetivo é unir pessoas, fortalecer o judô/desporto e fazer do esporte uma ferramenta cada vez mais efetiva de formação, inclusão e transformação social. Temos muito trabalho pela frente e queremos construir essa nova história juntos”.
Com o lema “Esporte, movimento que transforma”, a ARCA inicia essa nova etapa reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento esportivo e humano no Espírito Santo e com um calendário repleto de atividades.
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- Fonte: Assessoria da entidade – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – ARCA
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