Economia
Prefeitura de Tanguá compra área da futura Zona Especial de Negócios do município
BRASIL
Rio de Janeiro
Empresas de vários segmentos poderão se instalar na área da antiga Cibran
A região em que está inserida a influência direta os municípios de Cachoeiras de Macacu, Guapimirim, Itaboraí, Magé, Rio Bonito, São Gonçalo e Tanguá sofreu grande impacto quando foram suspensas as obras de implantação do Complexo Petroquímico da Petrobras (Comperj), fruto dos escândalos acontecidos nos governos dos petistas de Lula e Dilma. Muitos comerciantes e empresário tiveram grandes prejuízos, pois investiram na esperança do funcionamento do complexo trazer o progresso e muitas demandas para a região em serviços e outras atividades do segmento comercial e nada disso havia acontecido.
Após a ampliação da Operação Lava-Jato, que levou à prisão alguns diretores da Petrobras, as obras foram paralisadas em 2015, com a Petrobras priorizando outros investimentos de sua carteira, aparentemente não levando em consideração a continuidade das obras, pelo menos em curto e médio espaço de tempo.
Após a parada das obras, algumas pequenas empresas subcontratadas da Petrobras ou de suas contratadas, faliram ou fecharam suas portas e muitos investimentos realizados na região (construção de prédios, hotel, lojas e outros comércios), estão com pouquíssimas atividades. Os preços de imóveis, produtos e serviços, que haviam sido superinflacionados, caíram, voltando a valores normais de mercado.
Em 2017 iniciou-se uma rodada de licitações para empresas estrangeiras retomarem as obras.[5]. Em outubro de 2018, a Petrobras anunciou um acordo com a China National Offshore Oil Corporation, subsidiária da petroleira chinesa CNPC, para atuar em parceria na conclusão de uma refinaria do COMPERJ, em Itaboraí (RJ), e na revitalização do campo de Marlim. Segundo comunicado, a estatal brasileira desenvolveria, junto com a CNPC, estudos sobre a viabilidade técnica e os custos e benefícios do negócio e depois formar uma join venture, onde a Petrobras terá participação de 80% e a CNPC 20%.[6] O estudo estava previsto para ser concluído em setembro de 2019, porém ainda está em andamento. Em novembro de 2019, a Toyo Setal ganhou uma licitação para obras do COMPERJ, com prazo de conclusão de 18 meses e previsão de 5 mil novos empregos gerados.[7]
Atualmente as obras estão em andamento e a esperança vem alimentando o sonho de muitos a voltarem a investir na região. Nessa leva de otimismo e visão futurista, a Prefeitura do município de Tanguá deu um passo importante para a economia da cidade, quando o prefeito, Rodrigo Medeiros e os representantes da área da antiga Companhia Brasileira de Antibióticos (Cibran) com a finalidade de formalizarem a desapropriação amigável do imóvel. São em torno de 200 mil metros quadrados e vai sediar a Zona Especial de Negócios (ZEN), que vai possibilitar a diversas empresas de vários segmentos se instalarem na área. A antiga Cibran foi, nos anos 80, a maior indústria farmacêutica da América do Sul.
A Prefeitura de Tanguá acredita que a ZEN vai movimentar a economia local e gerar centenas de empregos diretos e indiretos.
• Da Redação / com informações Fabiano Medina / Prefeitura de Tanguá / Google
• Foto: Divulgação
BRASIL
Delegados da PF pedem que Gonet se declare impedido para apurar relatório
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) quer que Gonet se retire de investigações com citações ao Procurador Geral da República
Por Manuela de Moura e Luana Patriolino* | Brasília (F)
A ADPF pediu neste sábado (5) que o procurador geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar na apuração sobre a elaboração de um relatório da Polícia Federal (PF) relacionado à Operação Compliance Zero.
A ADPF argumenta que Gonet deveria se declarar impedido porque seu nome aparece no próprio relatório que está sendo analisado pela PGR. A entidade cita o artigo 258 do Código de Processo Penal, que estende aos integrantes do Ministério Público as regras de impedimento e suspeição aplicadas aos juízes.
“Independentemente de qualquer juízo sobre intenções, que a ADPF não formula, o efeito objetivo da medida é intimidatório sobre os investigadores”, afirmou a associação.
A entidade também questionou o fato de a apuração ter como alvo os policiais responsáveis pela elaboração do documento, e não a decisão judicial que determinou sua produção.
Para a ADPF, responsabilizar os executores por cumprir uma ordem judicial transfere aos investigadores uma controvérsia que, na avaliação da associação, deve ser discutida no próprio STF.
“Se a Procuradoria-Geral da República entende que a decisão determinante do relatório é irregular ou que deveria ter sido previamente comunicada, a via própria é o processo perante o Supremo Tribunal Federal”, afirmou a associação.
Relatório da Policia Federal
– A controvérsia envolve um relatório produzido pela PF a pedido do ministro André Mendonça, do STF
– O documento reuniu informações sobre mensagens e contatos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com autoridades, entre elas o ministro Alexandre de Moares e o próprio Paulo Gonet.
– Após retirar o sigilo do relatório, Mendonça determinou que os elementos apresentados fossem analisados e solicitou manifestação da PGR.
– Na sequência, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, passou a conduzir os procedimentos relacionados ao caso e pediu esclarecimentos à Procuradoria sobre a elaboração do documento.
– A PGR informou a Fachin que abriu o Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial para apurar se houve eventual ordem ou interferência externa que pudesse ter comprometido o conteúdo do relatório.
– Segundo a Procuradoria, o Ministério Público não foi comunicado sobre a determinação para a produção do material.
– A PGR sustenta que a ausência de comunicação impediu o exercício do controle externo da atividade policial durante a elaboração do documento.
– Além do impedimento de Gonet, a associação pediu o arquivamento do procedimento instaurado pela PGR, sob o argumento de que o instrumento seria inadequado para questionar uma decisão do STF.
A entidade também defendeu que os fatos revelados pela Operação Compliance Zero sejam investigados “em toda a sua extensão”, sem seletividade em relação às autoridades envolvidas.
A ADPF afirmou ainda que prestará assistência aos delegados e servidores eventualmente alcançados por procedimentos instaurados nas circunstâncias questionadas.
“Assegurar que ninguém seja responsabilizado por cumprir ordem judicial não é defesa corporativa: é defesa da capacidade do Estado brasileiro de investigar sem receio de retaliação”, declarou a entidade.
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- Matéria do Metrópoles – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Breno Esaki / Metrópolis
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