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Confronto Policiais x Bandidos

Quatro policiais e 60 suspeitos mortos em megaoperação nos complexos da Penha e Alemão

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SEGURANÇA

Na ação, outros oito agentes foram atingidos. Ao todo, 81 criminosos já estão presos

Por Ana Fernanda Freire* – Rio de Janeiro / RJ

A megaoperação nos complexos da Penha e Alemão, na Zona Norte, que acontece desde a manhã desta terça-feira (28), já registra 60 suspeitos mortos. Dois policiais civis e dois PMs também morreram durante a ação. Outros oito agentes ficaram feridos e mais quatro pessoas foram vítimas de bala perdida. Ao todo, as equipes prenderam 81 suspeitos e apreenderam 93 fuzis, além de uma grande quantidade de drogas.

Essa já é considerada a operação mais letal da história do estado. O número de mortos é o dobro do registrado na ação do Jacarezinho há quatro anos, quando 28 pessoas foram mortas.

O policial Marcos Vinicius era lotado da 53ºDP (Mesquita). Segundo testemunhas, ele foi atingido no pescoço e chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas não resistiu. Os outros agentes foram levados ao mesmo hospital e ainda não há atualizações sobre o estado de saúde deles.

Operação na zona Norte do Rio é a mais letal da história

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Entre os agentes feridos estão um delegado assistente da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), outros quatro policiais civis, e mais três PMs, sendo dois do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e outro do Batalhão de Ações com Cães (Bac). 

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O agente do Bope está sendo atendido no Hospital Central da Corporação, no bairro Estácio, e não corre risco de vida. Sobre o militar do Bac, a PM ainda não passou informações. 

Já dentre as vítimas de bala perdida estão Kelman Magalhães Barros, atingida dentro de uma academia, e um mototaxista — ambos já receberam alta. Na porta do hospital, o motociclista contou que foi atingido enquanto estava chegando para trabalhar. Ainda nervoso, ele explicou que um amigo o levou à unidade.

Além deles, um homem em situação de rua e outro que estava em um ferro-velho também foram atingidos. Ainda não há informações atualizadas sobre o estado de saúde deles.

Operação no Alemão e na Penha contra o CV tem mais de 60 mortos

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Em coletiva de imprensa na Cidade da Polícia, Cláudio Castro informou que há possibilidade de lideranças criminosas estarem escondidas nas comunidades.

“A operação é maior que a de 2010 e não tem nenhum auxílio das forças federais. O Rio está sozinho nessa operação. (…) O Rio não produz esse poder bélico e isso tá entrando pelas fronteiras e financiado via lavagem de dinheiro”, disse.

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Em relação aos presos, dois foram identificados. São eles: Nikolas Fernades Soares, o operador financeiro de Edgar Alves de Andrade, o “Doca” ou “Urso”, e o traficante Thiago do Nascimento Mendes, conhecido como Belão. 

A operação ainda está andamento.

Impactos

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Segundo a Secretaria Municipal de Educação, na região do Complexo do Alemão, 29 escolas foram impactadas. No Complexo da Penha, 17 unidades interromperam o funcionamento.

Além disso, cinco unidades de Atenção Primária que atendem as comunidades suspenderam o início do funcionamento e avaliam a possibilidade de abertura nas próximas horas. Uma clínica da família mantém o atendimento à população, porém, as atividades externas realizadas no território, como as visitas domiciliares, estão suspensas.

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De acordo com Rio Ônibus, diversas linhas estão com seus itinerários desviados preventivamente para a segurança de rodoviários e passageiros na Penha e no Complexo do Alemão.

Segundo o Centro de Operações Rio, em função da operação, vias no entorno dos complexos do Alemão e da Penha passam por interdições temporárias.

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* Informações de O Dia – Conteúdo

* Fotos: Crédito – Érica Martins / Agência O Dia

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SEGURANÇA

Governador defende legislação mais dura para combater crime em parceria com a União

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Por Giovani Pagotto* / Vitória – ES

O governador do Estado, Ricardo Ferraço, participou, nesta segunda-feira (27), da abertura do encontro nacional “Brasil Sob Ameaça – Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado”, realizado no Espaço Patrick Ribeiro, em Vitória. Ricardo defendeu a atualização da legislação brasileira para que as ações de facções criminosas passem a ser tipificadas como terrorismo, permitindo uma resposta mais rigorosa e eficaz do Estado.

Primeiro dia do evento “Brasil Sob Ameaça – Encontro Nacional de Segurança e Combate ao Crime Organizado” | Foto: Aline Gomes / Folha Vitória

Durante sua fala, o governador destacou que o crime organizado no Brasil extrapolou os limites da criminalidade comum, passando a utilizar o medo sistemático para paralisar comunidades e desafiar o poder público. Para o governador, o momento exige que o País pare de “enxugar gelo” e encare a realidade das facções com novos instrumentos jurídicos e inteligência financeira.

“O crime organizado pode não ter motivação ideológica nem religiosa, mas pratica o terrorismo em sua concepção mais objetiva: intimida, paralisa e desafia o Estado brasileiro. Defendo que possamos construir e aprovar uma legislação que reconheça o que chamamos de Terrorismo Criminal Organizado”, afirmou o governador.

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O evento, organizado pela Faculdade de Direito de Vitória (FDV), com apoio da Escola da Magistratura (Emes), reúne especialistas internacionais, magistrados e autoridades de segurança para debater o avanço das organizações criminosas no País. O objetivo central é a formulação da “Carta de Vitória”, um documento com propostas concretas que será entregue às instâncias federais.

Ricardo também pontuou os investimentos que o Espírito Santo tem feito na recomposição das forças de segurança — incluindo as polícias Militar, Civil, Científica e Penal — e o uso de tecnologias como inteligência artificial e reconhecimento facial. Ele aproveitou a presença de autoridades nacionais para cobrar uma atuação mais incisiva do Governo Federal no apoio aos estados.

Foto: Hélio Filho / Secom

O governador reforçou que, no território capixaba, a ordem é mantida pela lei e pela presença permanente do Estado nas comunidades. “A segurança pública é uma obra inacabada e eu não terceirizo as minhas responsabilidades. Quando o crime usa o terror, o Estado precisa responder com autoridade. E autoridade, aqui, não é excesso. É dever”, pontuou Ricardo.

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O encontro segue até esta terça-feira (28), com painéis que abordam desde a infiltração do crime na economia até o sistema prisional. A “Carta de Vitória”, resultado das discussões, pretende ser um marco na formulação de políticas de segurança pública que integrem o setor privado, o sistema de justiça e as forças policiais no combate às estruturas financeiras das facções.

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  • Governo do Estado | Comunicação – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito – Hélio Filho | Secom

 

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