Caravana Parlamentar
Vereadores de São Mateus foram para reunião em Vitória e sessão da Câmara foi cancelada
Política Regional
Os 11 vereadores foram para reunião com a Ecovias, agendada pelo deputado estadual Fabrício Gandini
A atuação do deputado estadual Fabrício Gandini (PSD), presidente da Comissão de Fiscalização da BR-101 da Assembleia Legislativa, já começa a gerar resultados concretos. Após cobrar providências em plenário e articular uma reunião com a direção da Ecovias-101 (antiga Eco-101), nesta segunda-feira (26), o parlamentar garantiu o compromisso da concessionária de enviar uma equipe técnica a São Mateus, na sexta-feira (30), para avaliar in loco os pontos mais críticos da rodovia no município.
Mas acidentes existem em todo trecho da rodovia, não somente em São Mateus especificamente. Vale ressaltar que, uma fonte informou que algumas intervenções já estavam programadas pela Ecovias-101, mas que a presença de políticos na agenda com a direção da empresa foi positiva.
Durante o encontro com o diretor-superintendente da Ecovias-101, Roberto Amorim Júnior, Gandini também obteve a confirmação da construção de 40 quilômetros de vias laterais (terceiras faixas) ao longo do trecho Norte da BR-101 — sendo 12 km em São Mateus. Apesar disso, o cronograma da concessionária prevê a execução desse trecho apenas entre o sexto e o oitavo ano do novo contrato de concessão, cujo leilão está previsto para o dia 26 de junho.
Outra conquista obtida por Gandini na reunião foi o anúncio da implantação de uma passarela com passagem para pedestres e ciclistas na ponte sobre o rio Cricaré, além de melhorias na sinalização e na segurança viária, com ações imediatas de limpeza e poda às margens da rodovia.
“O contrato já deveria ter sido concluído há 12 anos, e não temos nem um terço das obras entregues. Chega de indefinições. A nossa prioridade é salvar vidas e garantir mobilidade. Vamos buscar o diálogo necessário com a ANTT para antecipar esses investimentos em São Mateus”, afirmou Gandini, que tem cobrado ações urgentes da concessionária para reduzir o número de acidentes fatais na região.
A mobilização liderada pelo deputado ganhou força após um grave acidente ocorrido no dia 29 de abril, que interditou a BR-101 por quase 12 horas — apenas cinco dias depois de Gandini ter alertado, da tribuna da Assembleia, sobre os riscos à segurança no trecho Norte da estrada.
A reunião contou com a presença do prefeito, do presidente da Câmara Municipal, Wanderlei Segantini (MDB), e de outros oito dos 11 vereadores: Isamara da Farmácia (União), Wan Borges (PSB), Vilmar do Seac (PSD), Professora Valdirene (PT), Wap Wap (Podemos), Raphael Barbosa (PDT), Cristiano Balanga (PP) e Branco da Penal (PL). Os parlamentares cobraram melhorias urgentes por parte da concessionária
Também participaram o secretário municipal de Desenvolvimento, Hassan Rezende; o diretor da Marcopolo, Cristiano Manica; e o presidente da Associação Empresarial do Litoral Norte do Estado do Espírito Santo (Assenor), Tiago Guzzo.
Para o cidadão mateense, alguns ouvidos pela reportagem, não viu necessidade de toda a Câmara de Vereadores ir para essa reunião em Vitória. “Bastava o presidente Wanderlei Segantini ir junto com o prefeito e alguns representantes de interesse na questão”, disse Amâncio Augusto, representante comercial, residente no bairro Guriri. “Não haver a sessão, frustrou quem havia se programado para assisti-la”, completou.
Outras pessoas comentaram que existem problemas na cidade e no município em geral, que necessitam dessa mobilização, muito mais do que essa agendada pelo deputado. “É importante, mas a segurança na cidade, a questão da Viação São Gabriel, o alagamento de Guriri são pautas que merecem mais atenção antes dessa da BR-101”, pontuou uma liderança política e comunitária. “Por que não marcaram essa reunião para outro dia? A Câmara foi abandonada em horário de sessão; é absurdo”, completou.
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- Foto/Destaque: Divulgação
Política Regional
Prefeito de Marechal Floriano tem mandato cassado após denúncia sobre licitações
Antônio Lidiney Gobbi (PP) perdeu o mandato por irregularidades apontadas em processos licitatórios. Vice-prefeito, Paulo Lovatti Júnior (PL), assumiu a Prefeitura nesta sexta-feira (25).
A cassação de prefeitos tem se tornado recorrente em diferentes municípios brasileiros. No Espírito Santo, mais um caso ganhou destaque nesta sexta-feira (25), desta vez em Marechal Floriano, na Região Serrana do Estado.
O prefeito Antônio Lidiney Gobbi (PP) teve o mandato cassado pela Câmara Municipal durante sessão extraordinária realizada nesta sexta-feira. Com a decisão, o vice-prefeito Paulo Lovatti Júnior (PL) assumiu o comando do município.
A cassação ocorreu após os vereadores julgarem procedente, por unanimidade, uma denúncia que apontou irregularidades em procedimentos de licitação. A sessão destinada ao julgamento durou mais de cinco horas.

Lidiney Gobbi acompanhou a sessão e apresentou sua defesa oral antes da votação em plenário. A decisão ainda é passível de recurso. Procurado pela reportagem, o ex-prefeito informou que irá recorrer da cassação.
Entenda a denúncia
Segundo informações da Câmara Municipal, o processo analisou alterações nas datas de avisos de licitação publicados no portal oficial da Prefeitura entre julho e outubro de 2025. Conforme apontado pela Comissão Processante, alguns avisos deixaram de aparecer entre as publicações recentes e, posteriormente, voltaram a ser disponibilizados no portal.
O processo também apontou suposto fracionamento de despesas e a execução de serviços antes da assinatura dos respectivos contratos.
Júnior Lovatt, vice-prefeito
De acordo com a conclusão da Comissão Processante, as condutas analisadas teriam comprometido a transparência dos procedimentos, a concorrência entre os fornecedores e o acompanhamento dos gastos públicos.
A comissão teve como relator o vereador Diogo Endlich de Oliveira e foi presidida pelo vereador Dorivanio Stein, tendo Reinaldo Valentim Frasson como integrante. O parecer final foi aprovado por unanimidade.
Na votação realizada durante a sessão, os 11 vereadores foram favoráveis à cassação do prefeito.
Processo teve decisões judiciais
A denúncia foi recebida pela Câmara Municipal em 5 de novembro de 2025. Durante a tramitação do processo, a Casa informou ter assegurado ao prefeito o direito à defesa, à produção de provas, à oitiva de testemunhas e ao contraditório.
O procedimento chegou a ser temporariamente suspenso por decisão judicial. Na última semana, porém, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) revogou a liminar que havia interrompido o processo e restabeleceu o rito de cassação no dia 17 de setembro.
Com a decisão da Câmara, Paulo Lovatti Júnior, que ocupava o cargo de vice-prefeito, assumiu a Prefeitura de Marechal Floriano.
- Da Redação / Com informações da CMMF
- Foto destaque: Crédito – Fabrício Ribeiro / portal Montanhas Capixabas
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