Atuação Parlamentar
Vereadora questiona tratamento do Executivo em relação a projetos de sua autoria
Política Regional
São Mateus – ES | Do Correspondente
A vereadora Professora Valdirene, do Partido dos Trabalhadores (PT), usou a tribuna da Câmara Municipal de São Mateus durante a última sessão ordinária, realizada no dia 4, para questionar a Prefeitura sobre o tratamento que vem recebendo em relação à rejeição de dois projetos de lei de sua autoria.

Sede da Câmara Municipal de São Mateus | Foto: Reprodução
A parlamentar afirmou que não se posiciona como oposição ao governo municipal, mas ressaltou que isso não interfere em sua atuação fiscalizadora diante dos atos da administração pública quando, em sua avaliação, não estiverem de acordo com os interesses do município e da comunidade mateense.
Ela reiterou ainda que não vota projetos sem antes lê-los e analisá-los. Segundo a vereadora, essa postura não significa oposição, mas responsabilidade parlamentar. “Todos os vereadores são favoráveis ao que é bom para a população e para o município. Será que o fato de eu ser do Partido dos Trabalhadores faz com que eu seja vista como oposição?”, questionou. “Nosso trabalho é fiscalizar, e é isso que procuro fazer.”
A vereadora também afirmou que, muitas vezes, quem não acompanha o prefeito “para lá e para cá” acaba sendo interpretado como oposicionista.
Os dois projetos rejeitados integralmente pelo prefeito Marcus Batista, do Podemos, haviam sido aprovados pelo Legislativo. As propostas tratam da criação do selo “Amigo dos Animais” e da implantação da política municipal de educação continuada para o enfrentamento à violência de gênero.
“A vereadora Professora Valdirene tem sido reconhecida pelo seu posicionamento propositivo, demonstrando compromisso com a sociedade mateense”, afirmou uma das pessoas ouvidas pela reportagem.
Vereadora Professora Valdirene
Segundo a parlamentar, os vetos aos dois projetos ainda serão apreciados pelas comissões da Câmara. Ela adiantou que está disposta a promover alterações ou adequações necessárias para viabilizar a aprovação das propostas.
“Eu não faço críticas, faço cobranças”, sentenciou a parlamentar Professora Valdirene
Política Regional
PL expulsa prefeito de Santa Maria de Jetibá por trair compromissos políticos e partidários
Presidente municipal do partido afirma que decisão foi tomada após uma série de desgastes
Já estava passando da hora de tudo isso acontecer. OPartido Liberal(PL) decidiu expulsar da legenda o prefeito de Santa Maria de Jetibá, Ronan Zocoloto, e o vice, Rafael Pimentel. O pedido foi protocolado junto à Justiça Eleitoral na segunda-feira (3) e foi provocado por uma série de desgastes entre os gestores e a sigla, conforme o presidente municipal do PL, Bruno Alves Louzada. O último foi faltar a convenção partidária no último sábado (1).Ronan e Rafael estavam filiados ao PL, quando ganharam as eleições para comandar a Prefeitura de Santa Maria de Jetibá em 2024. A vitória nas urnas contra Hans Dettmann veio por 63 votos de diferença.
O presidente do PL em Santa Maria de Jetibá afirma que o partido é bolsonarista, mas, após serem eleitos, prefeito e vice teriam se distanciado da direita e se aproximado do governo estadual e de outros políticos tidos por Louzada como “de esquerda”.
Os desgastes entre a direção municipal do partido e o prefeito aumentaram após Ronan processar a vereadora Elisa Ramlow Soares (PL). Segundo Louzada, a ação foi movida por conta de uma denúncia feita pela parlamentar sobre a descoberta de um estoque de medicamentos vencidos armazenados no almoxarifado da prefeitura.
“Ele está processando uma vereadora do próprio partido que o elegeu”, indignou-se o presidente do PL em Santa Maria de Jetibá.
Ausência em convenção do partido foi gota d’água
Nos últimos meses, a insatisfação do diretório municipal do PL com o prefeito foi aumentando por conta de algumas situações.
A primeira delas ocorreu em setembro do ano passado, quando Maguinha Malta, filha do presidente do partido Magno Malta, foi até o município durante a Festa do Morango. Na época, ela era cogitada para o Senado, e Ronan não a recebeu na cidade, segundo Louzada.
“Há 20 dias, o Magno Malta esteve na cidade e o prefeito não quis vincular a imagem dele ao senador e a Bolsonaro”, disse o presidente do PL em Santa Maria de Jetibá.
Os episódios teriam desagrado o presidente estadual do partido. O pedido de expulsão foi protocolado depois de prefeito e vice não comparecerem à convenção partidária que lançou a candidatura de Maguinha Malta ao Senado e dos candidatos nas chapas para deputado estadual e federal. O encontro ocorreu no último sábado (1), em Vila Velha.

“Eles não estiveram na convenção e não justificaram. Isso foi a gota d’água. Eles não querem conversar conosco. A Executiva Estadual do partido fez o convite para a convenção”, afirmou Louzada.
A expulsão foi aprovada pela Executiva Estadual, presidida por Magno Malta. Em nota publicada nas redes sociais, o PL afirma que a decisão foi fundamentada na ocorrência de grave indisciplina partidária e no descumprimento de orientações e diretrizes da legenda.
A reportagem tentou contato com o prefeito e o vice-prefeito, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.
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- Da Redação
- Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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