Política Regional / Santa Leopoldina
Fernando Rocha se declara pré-candidato a prefeito de Santa Leopoldina e mexe no cenário político do município
Política Regional
Por Paulo Roberto Borges
A política ferve no município de Santa Leopoldina e agora, com a confirmação da pré-candidatura de Fernando Rocha a prefeito, movimentou os meios políticos do município. Essa posição do ex-prefeito vinha sendo muito aguardada, mas havia uma indefinição sobre sua decisão de concorrer ao cargo majoritário, mas desta vez é para valer, até porque em vídeo ele confirma o desejo de concorrer às eleições municipais deste ano.

Com relação ao partido, também já existe definição: PDT. Já esteve com a direção estadual do partido não encontrou dificuldade no entendimento com o atual presidente Weverson Meireles, que já se conheciam e foram colegas no governo Renato Casagrande.
Para o eleitor comum e também para as lideranças leopoldinenses, o nome de Fernando Rocha tem boa aceitação e até se arriscam em dizer que é mais um forte candidato cujo nome é colocado sobre o tabuleiro político-eleitoral das eleições em Santa Leopoldina. Mas ele tem pela frente adversários como o atual prefeito, Romero Endringer que vem para a reeleição e Vavá Coutinho, outro pré-candidato que tem densidade eleitoral na política leopoldinense.

Fontes consultadas pelo Pauta 1 disseram que na Câmara Municipal o vereador Rosimar Lahas (Cidadania) é o único que definiu o seu apoio a Fernando Rocha, mas o vereador Mazinho pode ir junto. Romi Muller (PDT) deve ir junto com o ex-presidente da Câmara, Sérgio Lago (PDT) para o PSDB junto ao grupo do Ronaldo Prudêncio, que é o presidente do PSDB e ex-prefeito, e Dorgival fica no PSB com Vavá Coutinho.
Diante disso, podemos resumir que o Grupo do Ronaldo ficará composto com os vereadores Romi Muller, Sérgio Lago e Valdemiro. O do PDT tem Rosimar e o PP Mazinho, que deve ficar com Fernando Rocha. O do PSB Dorgival e ainda tem os vereadores Jefferson Rodrigues, Luzinete Lepaus e Nelson do Sindicato que não fecharam com nenhum partido.
Com relação ao que se sabe sobre os vereadores que ainda estão no PDT, o mesmo partido para o qual Fernando migrou, pensam em deixar a sigla, talvez pelo PSDB que compõe a base do prefeito Romero Endringer (Podemos). A verdade, porém, é que as articulações estão no período de ensaio e que a apresentação para o público deve levar alguns dias.

Hoje, em Santa Leopoldina, três nomes estão postos para a avaliação e escolha do eleitorado: Romero, Fernando e Vavá. Por enquanto.
* Fotos: Redes Sociais
Política Regional
Prefeito de Marechal Floriano tem mandato cassado após denúncia sobre licitações
Antônio Lidiney Gobbi (PP) perdeu o mandato por irregularidades apontadas em processos licitatórios. Vice-prefeito, Paulo Lovatti Júnior (PL), assumiu a Prefeitura nesta sexta-feira (25).
A cassação de prefeitos tem se tornado recorrente em diferentes municípios brasileiros. No Espírito Santo, mais um caso ganhou destaque nesta sexta-feira (25), desta vez em Marechal Floriano, na Região Serrana do Estado.
O prefeito Antônio Lidiney Gobbi (PP) teve o mandato cassado pela Câmara Municipal durante sessão extraordinária realizada nesta sexta-feira. Com a decisão, o vice-prefeito Paulo Lovatti Júnior (PL) assumiu o comando do município.
A cassação ocorreu após os vereadores julgarem procedente, por unanimidade, uma denúncia que apontou irregularidades em procedimentos de licitação. A sessão destinada ao julgamento durou mais de cinco horas.

Lidiney Gobbi acompanhou a sessão e apresentou sua defesa oral antes da votação em plenário. A decisão ainda é passível de recurso. Procurado pela reportagem, o ex-prefeito informou que irá recorrer da cassação.
Entenda a denúncia
Segundo informações da Câmara Municipal, o processo analisou alterações nas datas de avisos de licitação publicados no portal oficial da Prefeitura entre julho e outubro de 2025. Conforme apontado pela Comissão Processante, alguns avisos deixaram de aparecer entre as publicações recentes e, posteriormente, voltaram a ser disponibilizados no portal.
O processo também apontou suposto fracionamento de despesas e a execução de serviços antes da assinatura dos respectivos contratos.
Júnior Lovatt, vice-prefeito
De acordo com a conclusão da Comissão Processante, as condutas analisadas teriam comprometido a transparência dos procedimentos, a concorrência entre os fornecedores e o acompanhamento dos gastos públicos.
A comissão teve como relator o vereador Diogo Endlich de Oliveira e foi presidida pelo vereador Dorivanio Stein, tendo Reinaldo Valentim Frasson como integrante. O parecer final foi aprovado por unanimidade.
Na votação realizada durante a sessão, os 11 vereadores foram favoráveis à cassação do prefeito.
Processo teve decisões judiciais
A denúncia foi recebida pela Câmara Municipal em 5 de novembro de 2025. Durante a tramitação do processo, a Casa informou ter assegurado ao prefeito o direito à defesa, à produção de provas, à oitiva de testemunhas e ao contraditório.
O procedimento chegou a ser temporariamente suspenso por decisão judicial. Na última semana, porém, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) revogou a liminar que havia interrompido o processo e restabeleceu o rito de cassação no dia 17 de setembro.
Com a decisão da Câmara, Paulo Lovatti Júnior, que ocupava o cargo de vice-prefeito, assumiu a Prefeitura de Marechal Floriano.
- Da Redação / Com informações da CMMF
- Foto destaque: Crédito – Fabrício Ribeiro / portal Montanhas Capixabas
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