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Prefeito Vingativo

Prefeito quer despejar vereadores e funcionários do seu local de trabalho

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Política Regional

São Mateus / ES

Na falta do que fazer e sem nenhuma obra para mostrar a sociedade mateense, o prefeito do município, Daniel Santana (sem partido), vulgo da Açaí, apresentou faz algum tempo, um projeto de lei que revoga a cessão de dois prédios onde funciona o Poder Legislativo de São Mateus.

Para o presidente da Câmara Municipal, Paulo Fundão (PP), se trata de uma atitude de vingança do chefe do Executivo, uma vez que tem sido questionado pela oposição, principalmente, pelo presidente, isso sem contar a frustração de ter criado vários impecílhos para que o empréstimo de R$ 100 milhões fosse conseguido junto ao Banco do Brasil. Na ocasião por manobra regimental, o projeto teve a sua aprovação protelada por várias sessões e o questionamento era o destino desses recursos, uma vez que havia superávit nas contas da municipalidade, o que não se via na prática nenhuma benfeitoria em prol da sociedade.

Os prédios que a Prefeitura está pedindo de volta estavam abandonados e um deles era palco de ações de vândalos. Por iniciativa da presidência e com apoio integral dos parlamentares, o prédio foi totalmente restaurado, se tornando alvo de admiração e atração de visitantes e público em geral. O prédio ao lado, onde parte das secretárias municipais funcionavam em administrações passadas, está sendo reformado e ali serão os gabinetes dos vereadores.

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O prefeito, em sua ação vingativa, até judicializou a questão para a retomada dos dois prédios, mas ainda não conseguiu seu desejo de despejar vereadores, funcionários e todo o Poder legislativo para “o olho da rua”, nunca ação inédita e “de afronta a toda a sociedade mateense”, conforme enfatizou o presidente da Câmara, Paulo Fundão (foto ao lado).

Na sessão desta terça-feira (18), ele disse que vai colocar o projeto que revoga a cessão da sede do parlamento municipal, na próxima sessão ordinária que vai acontecer na sexta-feira (22), antecipada devido a data natalina. “Vamos ver quem está a favor da população”, disse ele colocando os vereadores da base aliada em uma situação, no mínimo, desconfortável.

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* Informações do Jornal do Norte / Foto: Reprodução

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Política Regional

Prefeito de Marechal Floriano tem mandato cassado após denúncia sobre licitações

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Antônio Lidiney Gobbi (PP) perdeu o mandato por irregularidades apontadas em processos licitatórios. Vice-prefeito, Paulo Lovatti Júnior (PL), assumiu a Prefeitura nesta sexta-feira (25).

A cassação de prefeitos tem se tornado recorrente em diferentes municípios brasileiros. No Espírito Santo, mais um caso ganhou destaque nesta sexta-feira (25), desta vez em Marechal Floriano, na Região Serrana do Estado.

O prefeito Antônio Lidiney Gobbi (PP) teve o mandato cassado pela Câmara Municipal durante sessão extraordinária realizada nesta sexta-feira. Com a decisão, o vice-prefeito Paulo Lovatti Júnior (PL) assumiu o comando do município.

A cassação ocorreu após os vereadores julgarem procedente, por unanimidade, uma denúncia que apontou irregularidades em procedimentos de licitação. A sessão destinada ao julgamento durou mais de cinco horas.

Lidiney Gobbi acompanhou a sessão e apresentou sua defesa oral antes da votação em plenário. A decisão ainda é passível de recurso. Procurado pela reportagem, o ex-prefeito informou que irá recorrer da cassação.

Entenda a denúncia

Segundo informações da Câmara Municipal, o processo analisou alterações nas datas de avisos de licitação publicados no portal oficial da Prefeitura entre julho e outubro de 2025. Conforme apontado pela Comissão Processante, alguns avisos deixaram de aparecer entre as publicações recentes e, posteriormente, voltaram a ser disponibilizados no portal.

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O processo também apontou suposto fracionamento de despesas e a execução de serviços antes da assinatura dos respectivos contratos.

junior-lovatt-vice-prefeito-marechal-floriano-min – Prefeitura de Marechal  Floriano

Júnior Lovatt, vice-prefeito

De acordo com a conclusão da Comissão Processante, as condutas analisadas teriam comprometido a transparência dos procedimentos, a concorrência entre os fornecedores e o acompanhamento dos gastos públicos.

A comissão teve como relator o vereador Diogo Endlich de Oliveira e foi presidida pelo vereador Dorivanio Stein, tendo Reinaldo Valentim Frasson como integrante. O parecer final foi aprovado por unanimidade.

Na votação realizada durante a sessão, os 11 vereadores foram favoráveis à cassação do prefeito.

Processo teve decisões judiciais

A denúncia foi recebida pela Câmara Municipal em 5 de novembro de 2025. Durante a tramitação do processo, a Casa informou ter assegurado ao prefeito o direito à defesa, à produção de provas, à oitiva de testemunhas e ao contraditório.

O procedimento chegou a ser temporariamente suspenso por decisão judicial. Na última semana, porém, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) revogou a liminar que havia interrompido o processo e restabeleceu o rito de cassação no dia 17 de setembro.

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Com a decisão da Câmara, Paulo Lovatti Júnior, que ocupava o cargo de vice-prefeito, assumiu a Prefeitura de Marechal Floriano.


  • Da Redação / Com informações da CMMF
  • Foto destaque: Crédito – Fabrício Ribeiro / portal Montanhas Capixabas
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