Imposto
Motta mantém revogação do IOF no radar após reunião com governo
Política Nacional
Fala do presidente da Câmara ocorre em meio à batalha entre governo e legislativo sobre a manutenção ou derrubada do aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras
Por Francisco Artur de Lima* – Brasília / DF
O deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos deputados, afirmou neste sábado (7/6) que a Casa pode pautar a votação de um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para revogar o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Caso isso ocorra, o parlamentar projetou que a pauta será levada à votação na terça-feira (10/6).
A declaração de Motta, feita durante conversa com jornalistas em evento promovido pelo grupo Esfera, no Guarujá, em São Paulo, ocorre em meio às discussões sobre o decreto que aumentou para 1,1% a alíquota do IOF as remessas de brasileiros para investimentos no exterior.
Segundo o presidente da Câmara, um debate com a equipe econômica para concretizar entendimento comum está previsto para este domingo (8/6).
“Temos um respeito muito grande pelo colégio de líderes. Vamos amanhã, após a apresentação das medidas do governo, decidir sobre o PDL, que pode entrar na pauta na próxima terça-feira. Tudo isso será deliberado após essa conversa deste domingo”, disse a jornalistas.
Reunião
Um dos pontos centrais que Hugo Motta espera tratar na reunião com o governo é o corte de isenções e benefícios fiscais. Segundo ele, o volume dessas isenções atingiu um “número não mais possível de suportar pelas contas do nosso país”.
Além do peso financeiro, o presidente da Câmara criticou a falta de acompanhamento efetivo sobre o retorno dessas isenções, afirmando que “não tem absolutamente nada de acompanhamento sobre o que é recebido em troca”.
Responsabilidade fiscal
Durante o evento da Esfera, Hugo Motta discursou em defesa da responsabilidade fiscal para o estado brasileiro. Na avaliação do deputado, o modelo atual é de um estado que “gasta muito, entrega pouco e cobra cada vez mais de quem produz. A máquina pública engorda enquanto o cidadão emagrece”, comparou.
O deputado federal também anunciou, no evento, a instalação de grupo de trabalho na Câmara para discutir o tema da reforma administrativa.
“Tivemos a oportunidade de nomear o deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) como coordenador desta reforma. Ele irá liderar esse grupo de trabalho e dentro dos próximos 40 dias nós vamos ter uma proposta para apresentar não só a Câmara, mas a sociedade brasileira”, anunciou Motta.
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* Correio Braziliense – Conteúdo
* Foto/Destaque: Deputado Hugo Motta / Crédito: Bruno Spada – Câmara dos Deputados
Política Nacional
Messias é rejeitado para o STF
Primeira rejeição em 132 anos marca indicações ao STF; Lula já nomeou Zanin e Dino para a Suprema Corte, desta vez fracassou na sua indicação
A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF) foi rejeitada pelo plenário do Senado, por 34 a 42 votos, marcando a primeira vez em 132 anos que um nomeado para a Corte é barrado. Apesar de ter sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Messias não alcançou os votos necessários na votação final, em um revés histórico para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 
A última rejeição havia ocorrido em 1894. Messias havia sido indicado para a vaga que será aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Com o resultado negativo, o foco se volta para os outros dois ministros efetivamente nomeados por Lula em seu atual mandato: Cristiano Zanin e Flávio Dino.
As indicações bem-sucedidas de Lula
Cristiano Zanin, o primeiro nomeado
Antes da tentativa frustrada com Messias, o primeiro nomeado por Lula em seu terceiro mandato foi Cristiano Zanin. Ele atuou como advogado pessoal do presidente nos processos da Lava Jato, obtendo as vitórias judiciais que anularam as condenações e restauraram os direitos políticos do petista. Zanin assumiu a vaga deixada por Ricardo Lewandowski, que se aposentou em abril de 2023.
Flávio Dino, da política para a Corte
O segundo indicado a tomar posse foi Flávio Dino, então ministro da Justiça e Segurança Pública. Com uma longa carreira política como governador do Maranhão, deputado federal e senador, Dino preencheu a vaga aberta pela aposentadoria da ministra Rosa Weber. Sua nomeação levou para o STF uma figura com forte articulação política e experiência no Executivo e Legislativo.
Pesa sobre Flávio Dinho a acusação pela oposição, de ter supostamente dado sumiço às câmeras que tinham gravado a movimentação das tropas estacionadas no pátio do Ministério da Justiça sem intervir para impedir as ações que vandalizaram as sedes dos três poderes.
O perfil do indicado rejeitado
Jorge Messias, o nome barrado pelo Senado, é procurador da Fazenda Nacional de carreira e ganhou notoriedade em 2016. Na época, uma conversa sua com a então presidente Dilma Rousseff foi divulgada, na qual ela se referia a ele como “Bessias”, apelido que o acompanha nos bastidores do poder. Considerado um nome técnico e leal ao presidente, Messias ocupava a chefia da Advocacia-Geral da União (AGU) desde o início do governo. Protagonizou ações que influenciaram – de certa forma – na sua rejeição. “Seria mais um aliado do governo Lula e não um ministro imparcial, gerando desconfiança”, disse uma liderança política.
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- Da Redação | Com informações da mídia nacional
- Foto Destaque: crédito – Ed Alves /CB/ D.A Press
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