Eleições / Aliados
Lula sinaliza apoio se Pacheco concorrer ao governo de Minas em 2026
Política Nacional
O presidente disse que tanto Pacheco quanto o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, têm “todas as condições” para concorrer em Minas Gerais. Evitou, porém, cravá-los como candidatos
Belo Horizonte – MG
Apesar de não cravar candidatos, Lula fez um forte aceno a Pacheco, e disse o considerar “a mais importante personalidade” de Minas Gerais – (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (27/6) querer “estar junto” com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), caso ele decida concorrer ao governo mineiro em 2026. E fez elogios ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também de Minas Gerais.
Apesar de não cravar candidatos, Lula fez um forte aceno a Pacheco, e disse o considerar “a mais importante personalidade” do estado.
“Eu tenho conversado com as pessoas. O Pacheco, não é que ele é meu candidato. Se o Pacheco quiser ser candidato, ele será um extraordinário candidato do povo de Minas Gerais. Eu tenho dito isso para o Pacheco. Ele só não será se ele não quiser”, declarou o petista em entrevista à Rádio Itatiaia, em Belo Horizonte.
O presidente desembarcou no estado para uma série de compromissos hoje e amanhã (28). Nesta tarde, ele anuncia investimentos do governo federal em Contagem. Rodrigo Pacheco e Alexandre Silveira, que o acompanham, estavam na sala no momento da entrevista.
“Eu não sei o que ele quer, se ele quer ser senador. Eu considero o Pacheco a mais importante personalidade de Minas Gerais hoje. Uma pessoa pública competente, jovem. Muito muito muito competente. Ele decide o que ele quer fazer. O que eu posso dizer é que eu quero estar junto”, firmou Lula.
Ministro Alexandre Silveira surpreendeu Lula
O chefe do Executivo também disse ter sido surpreendido pelo ministro de Minas e Energia, único mineiro a integrar a Esplanada dos Ministérios, e considera que ele também tem boas chances de também concorrer por Minas Gerais.
“Não tem preguiça. O Alexandre é capaz de tomar café em São Paulo, almoçar em Minas Gerais, jantar no Rio de Janeiro, e dormir no Rio Grande do Norte. Incansável, eu nunca vi coisa igual”, comentou o presidente.
Ele evita, porém, cravar Pacheco e Silveira como candidatos. “Se eu afirmar isso, eu estarei criando um problema. Eu acho que eles têm todas as condições. Não é o momento de a gente tomar posição ainda. O momento é de a gente ir costurando, conversando, para ver as possibilidades”, afirmou.
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* Fonte: Correio Braziliense
* Foto: Ed Alves /CB / D.A Press
Política Nacional
Messias é rejeitado para o STF
Primeira rejeição em 132 anos marca indicações ao STF; Lula já nomeou Zanin e Dino para a Suprema Corte, desta vez fracassou na sua indicação
A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF) foi rejeitada pelo plenário do Senado, por 34 a 42 votos, marcando a primeira vez em 132 anos que um nomeado para a Corte é barrado. Apesar de ter sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Messias não alcançou os votos necessários na votação final, em um revés histórico para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 
A última rejeição havia ocorrido em 1894. Messias havia sido indicado para a vaga que será aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Com o resultado negativo, o foco se volta para os outros dois ministros efetivamente nomeados por Lula em seu atual mandato: Cristiano Zanin e Flávio Dino.
As indicações bem-sucedidas de Lula
Cristiano Zanin, o primeiro nomeado
Antes da tentativa frustrada com Messias, o primeiro nomeado por Lula em seu terceiro mandato foi Cristiano Zanin. Ele atuou como advogado pessoal do presidente nos processos da Lava Jato, obtendo as vitórias judiciais que anularam as condenações e restauraram os direitos políticos do petista. Zanin assumiu a vaga deixada por Ricardo Lewandowski, que se aposentou em abril de 2023.
Flávio Dino, da política para a Corte
O segundo indicado a tomar posse foi Flávio Dino, então ministro da Justiça e Segurança Pública. Com uma longa carreira política como governador do Maranhão, deputado federal e senador, Dino preencheu a vaga aberta pela aposentadoria da ministra Rosa Weber. Sua nomeação levou para o STF uma figura com forte articulação política e experiência no Executivo e Legislativo.
Pesa sobre Flávio Dinho a acusação pela oposição, de ter supostamente dado sumiço às câmeras que tinham gravado a movimentação das tropas estacionadas no pátio do Ministério da Justiça sem intervir para impedir as ações que vandalizaram as sedes dos três poderes.
O perfil do indicado rejeitado
Jorge Messias, o nome barrado pelo Senado, é procurador da Fazenda Nacional de carreira e ganhou notoriedade em 2016. Na época, uma conversa sua com a então presidente Dilma Rousseff foi divulgada, na qual ela se referia a ele como “Bessias”, apelido que o acompanha nos bastidores do poder. Considerado um nome técnico e leal ao presidente, Messias ocupava a chefia da Advocacia-Geral da União (AGU) desde o início do governo. Protagonizou ações que influenciaram – de certa forma – na sua rejeição. “Seria mais um aliado do governo Lula e não um ministro imparcial, gerando desconfiança”, disse uma liderança política.
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- Da Redação | Com informações da mídia nacional
- Foto Destaque: crédito – Ed Alves /CB/ D.A Press
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