Ação Parlamentar
Deputada propõe fim de radares móveis para acabar com “indústria das multas”
Política Nacional
Por Raphaela Ribas*
A deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) enviou ao Congresso um projeto de lei para acabar com radares móveis de velocidade “com caráter nitidamente arrecadatório”.

Carol de Toni, deputada atuante e propositiva
O PL 4059/2024 propõe alterar o Código de Trânsito Brasileiro para “acabar com a indústria das multas”. Estipula que os equipamentos sejam fixos e em locais devidamente sinalizados, além de estar claro o foco de segurança de motoristas e pedestres.
Em sua justificativa, Caroline defende que, embora o controle dos atuais radares eletrônicos hoje seja para a segurança de motoristas e pedestres, em muitos locais não há necessidade dos radares. O único objetivo, diz, é multar.
“Para assegurar a execução dessas normas, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e outras normas esparsas estabelecem penalizações que vão desde o registro de infrações na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) até multas pecuniárias. O objetivo principal dessas penalidades é garantir a ordem e o respeito às normas”, diz a deputada que, complementa:
“No entanto, o poder fiscalizador, em muitos casos, tem extrapolado esse limite, desvirtuando flagrantemente a razão de penalizar. Em vez de se preocupar com a segurança dos indivíduos, alguns têm usado as multas como subterfúgio para angariar recursos extras para os cofres públicos”.
Se aprovada, a lei entra em vigor 180 dias após sua publicação. Ou seja, os órgãos fiscalizadores terão seis meses para se adaptar às novas regras.
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* Informações Gazeta do Povo – Florianópolis / Santa Catarina
* Foto / Destaque: Reprodução / Redes Sociais
Política Nacional
Após reunião com Lula, Jaques Wagner deixa liderança no Senado
Senador anunciou decisão em suas redes sociais. Wagner foi alvo de pressão após operação da PF mostrar ligação entre o parlamentar e operadores do Banco Master
Por Vanilson Oliveira* | Brasília (DF)
O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou nesta quarta-feira (24/6) que se afastou da liderança do governo no Senado. A decisão foi tomada após o encontro que ele teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PL), no Palácio da Alvorada.
Por meio de uma publicação no X, o senador disse que, em “conversa entre amigos, decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal”, escreveu.
Ele continuou afirmando que vai focar em sua defesa. Wagner foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Policia Federal (PF), que investiga a fraude do Banco Master. “Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula”, frisou Wagner.
Senador nega irregularidades
Durante as diligências realizadas pela PF, agentes apreenderam valores em espécie, incluindo dólares, e relógios de alto valor, fato que ampliou a repercussão do caso em Brasília.
O senador tem negado irregularidades e sustenta que os valores apreendidos possuem origem legal, que são frutos de diárias pagas em missões internacionais.
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- Correio Braziliense – Conteúdo
- Foto destaque: Senador Jaques Wagner / Crédito: Minervino Júnior – D.B. Press
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