Entrevista
Entrevista / Fernando Rocha – Prefeito eleito de Santa Leopoldina
Política / Municipal
Por Paulo Roberto Borges*
Em uma eleição tido como uma das mais democráticas do Espírito santo, o eleitor de Santa Leopoldina elegeu Fernando Rocha (PDT) para ser o seu representante na Prefeitura pelos próximos quatro anos.

Fernando é um jovem de 58 anos, tem história como ex-prefeito, ex-secretário municipal na capital, secretário e subsecretário de Estado na pasta de Turismo, além de outras atividades que o habilitam a voltar à Prefeitura de Santa Leopoldina. De nascimento é colatinense, mas de coração é leopoldinense roxo. Sua eleição dá a sensação e a certeza de que muitos dos valores e tradições culturais serão resgatados, principalmente a autoestima da população de um município que tem um potencial incrível e que, certamente, será realidade com a futura gestão, que terá início no dia 1º de janeiro de 2025. Confira a entrevista.
Pauta1 – Qual avaliação o senhor faz do processo eleitoral desta eleição?
Fernando Rocha – O povo deixou claro o seu desejo por mudança na gestão pública de Santa Leopoldina.
Como está a transição para o novo governo? Já consegue identificar os primeiros problemas e demandas do município e população?
– Começamos a transição e recebemos as primeiras informações.
O déficit de aproximadamente R$ 100 milhões na previdência municipal é o maior desafio.
Também está claro a necessidade de maior agilidade na execução das obras públicas e pavimentação de estradas e também de melhorar as atividades de limpeza pública e manutenção de áreas verdes.
E ainda a ampliação da oferta de atendimento de consultas de especialistas (cardiologista / pediatria) na sede do município. Também da oferta de dentistas nas unidades de saúde da área rural do município.
Quais são, então, na sua opinião, os maiores problemas?
– Em primeiro lugar o Déficit da Previdência Municipal; em segundo o Controle de Qualidade das obras e em terceiro, Capacitação e Motivação dos servidores municipais. Também a captar os recursos para as obras de contenção de encostas e de drenagem de áreas de risco na sede do município e na comunidade de Barra de Mangaraí.
Fernando Rocha e o seu vice Vavá Coutinho. Foto: O Leopoldinense
Quais serão as primeiras ações ao assumir o governo?
– Entre as primeiras ações está a realização do diagnóstico da situação atual com análise detalhada das principais necessidades e demandas da população, além de avaliar a infraestrutura, saúde, educação e segurança.
Fazer o diálogo com a comunidade para, por meio de audiências públicas, ouvir as reivindicações da população e estabelecer as providências.
Trabalhar a revitalização e manutenção de infraestrutura planejando as ações para a manutenção de ruas, praças, e áreas públicas e pontos críticos das estradas municipais.
Na Saúde e na Assistência Social avaliar a situação das unidades de saúde e implementar melhorias nas áreas mais críticas e fortalecer programas de assistência social, especialmente para a população vulnerável.
Na Educação, trabalhar junto às escolas para identificar necessidades e promover programas de melhoria.
Também vamos realizar planejamento estratégico para os quatro anos de gestão nos primeiros três meses.

Sede da Prefeitura Municipal de Santa Leopoldina
Já definiu o secretariado?
– Já estamos dialogando com aliados e possíveis nomes, mas sem definição ainda.
Tem preferência por algum vereador para a presidência da Câmara?
– O propósito é trabalhar em parceria com a Câmara Municipal que é um Poder independente, mas no interesse maior do município deve trabalhar em harmonia com o Executivo.
As conversas para a Mesa Diretora da Câmara devem acontecer primeiro entre os próprios vereadores e em seguida com os partidos.
- Foto / Destaque: Montanhas Capixabas
- Fotos; Reprodução / Redes Sociais
Política / Municipal
Vitória terá orçamento de R$ 4,1 bilhões em 2027, maior orçamento da história da capital
Por Julia de Almeida* | Vitória (ES)
Vitória terá, em 2027, o maior orçamento da história da capital, com R$ 4,145 bilhões previstos no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) da Prefeitura. O valor é 6,25% maior que o orçamento aprovado para 2026, de R$ 3,9 bilhões, o que representa um acréscimo de R$ 243,7 milhões.
O crescimento é puxado pelos recursos próprios do município, que devem chegar a R$ 2,86 bilhões, alta de 11,47% em relação a 2026, o equivalente a R$ 294,9 milhões a mais. Já os recursos vinculados somam R$ 1,28 bilhão, redução de 3,84% em relação ao orçamento de 2026. O aumento dos recursos próprios amplia a capacidade de investimento do município e contribui para a manutenção do equilíbrio das contas públicas.

UPA do Forte de São João / Foto: Marcos Salles
O crescimento do orçamento permitirá ampliar políticas públicas em áreas essenciais para a população, como Saúde, Educação, Assistência Social, Habitação e Segurança, fortalecendo serviços e investimentos voltados diretamente à melhoria da qualidade de vida dos moradores de Vitória.
Para a prefeita de Vitória, Cris Samorini, a definição das prioridades da gestão parte do diálogo com a população e da presença da Prefeitura nos bairros e nos diferentes espaços da cidade.
“A construção de uma cidade melhor passa, primeiro, por ouvir quem vive nela. Por isso, fazemos questão de estar nos bairros, nas escolas, nas feiras e nos diferentes espaços de Vitória, conversando com as pessoas e entendendo de perto as necessidades de cada região. É desse diálogo e dessa presença que surgem as prioridades que orientam nossas ações e nossos investimentos”, afirma Cris Samorini.
Para o secretário municipal de Fazenda, Regis Mattos, a responsabilidade na gestão dos recursos públicos é fundamental para garantir a capacidade de investimento do município e dar continuidade às ações planejadas.
“O equilíbrio das contas públicas é o que nos dá segurança para planejar e executar os investimentos que a cidade precisa. Quando temos responsabilidade na gestão dos recursos, conseguimos transformar o planejamento em ações concretas, definidas a partir das necessidades que encontramos nos bairros e ouvimos da população. É esse trabalho que permite manter os serviços, realizar obras e ampliar os investimentos em Vitória”, afirma.
Educação e Saúde lideram

Alunos em aula de pintura CMEI Rubens José Vervloet / Foto: Jansen Lube
Entre as secretarias, a Educação terá o maior orçamento, com R$ 960,9 milhões, o equivalente a 23,2% do total. Em seguida vem a Saúde, com R$ 637,6 milhões. Na área da Saúde, a principal entrega prevista para 2027 é a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Forte São João, no Centro. A unidade será a primeira UPA da história de Vitória.
Na Educação, o planejamento também contempla a entrega de novas unidades de ensino. A Emef Irmã Jacinta Soares de Souza Lima, no Romão, tem previsão de entrega no primeiro semestre de 2027. Já a Emef São Vicente de Paulo, no Moscoso, deve ser entregue no segundo semestre.
Orçamento para Habitação dobra em 2027
A Habitação também ganha reforço no orçamento de 2027. Os recursos destinados à área foram dobrados, garantindo maior capacidade para ampliar as políticas habitacionais no município. O aumento concretiza um dos compromissos assumidos pela prefeita Cris Samorini em sua posse, de fortalecer a política de Habitação e ampliar as ações voltadas às famílias da capital.
Segurança e Vitória de Frente para o Mar
O orçamento de 2027 também contempla o fortalecimento das políticas públicas de Segurança e a continuidade das ações do Vitória de Frente para o Mar, ampliando a capacidade do município de investir em iniciativas voltadas à proteção da população e à transformação e valorização da relação da cidade com sua orla.
Recursos serão destinados a pessoal, custeio e investimentos
Pela divisão por grupos de despesa, R$ 1,84 bilhão, o equivalente a 44,4% do orçamento, será destinado a pessoal. Outros R$ 1,45 bilhão, ou 35,1%, serão destinados ao custeio, que reúne despesas necessárias à manutenção dos serviços públicos, como limpeza pública e serviços médicos.
Os investimentos, que incluem obras, instalações e aquisição de equipamentos, somam R$ 545,9 milhões. Entre as ações previstas para 2027 estão investimentos na orla Beira-Mar, no Mergulhão de Camburi e na segunda etapa do Canal de Camburi.
Com equilíbrio das contas públicas e diálogo permanente com a população, a Prefeitura planeja o orçamento a partir das necessidades da cidade, destinando recursos para manter os serviços, ampliar os investimentos e realizar ações que contribuam para transformar a vida dos moradores de Vitória.
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- Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo / Edição Andreza Lopes
- Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais
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