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Argentina / Economia

Taxa de desemprego pode diminuir com políticas libertárias de Milei

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Política Internacional

Por Isabella de Paula*

O desemprego na Argentina caiu para 6,9% no terceiro trimestre deste ano, resultado que compôs a série de melhorias parciais observadas neste período de 2024, a partir das políticas do presidente Javier Milei, que prometeu mudanças radicais para impulsionar a economia, após uma gestão peronista que agravou duramente a crise enfrentada pela população.

Os novos dados representam uma redução de 0,7 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, quando o desemprego estava em 7,6%, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).

Em comparação ao mesmo trimestre do ano passado, no entanto, essa taxa foi 1,2 pontos percentuais acima da registada no mesmo período, que chegou a 5,7%, a taxa mais baixa desde 2016.

Os resultados, segundo o jornal Clarín, surgem como consequência do aumento do número de pessoas com trabalho independente e da diminuição dos empregos formais.

Segundo o relatório, a taxa de pessoas empregadas que solicitaram outro emprego foi de 17,6%, com um aumento de 1,6 pontos percentuais face ao trimestre anterior e um aumento de 2,4 pontos percentuais face ao terceiro trimestre do ano passado.

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Uma análise da empresa de consultoria Labor, Capital & Growth (LCG), trimestre a trimestre, aponta que a queda de 152 mil pessoas entre os desempregados é explicada pelo fato de 114 mil terem encontrado trabalho, uma vez que o mercado de trabalho encolheu num montante de 39 mil pessoas.

Entre os 114 mil que foram contratados do segundo para o terceiro trimestre, cerca de 182 mil pessoas foram acrescentadas como trabalhadores independentes e outras 23 mil como empregados não registrados. Entretanto, no setor formal e registrado da economia, a diminuição atingiu 91 mil empregos, destacou a LCG ao Clarín.

A economia argentina enfrenta uma fase de transição com duras políticas de ajuste fiscal implementadas pelo presidente libertário Javier Milei, a fim de reorganizar gastos e, como o próprio mandatário defende, “tornar a Argentina grande novamente”, lema emprestado de seu homólogo americano, Donald Trump, com quem prometeu estreitar laços durante os próximos anos.

Apesar do desemprego ainda ser uma das principais queixas dos argentinos, os números nacionais começaram a mudar. O último relatório do Indec mostrou que o país finalmente saiu de um duro período de recessão e viu sua economia crescer.

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De julho a setembro, em comparação aos três meses anteriores, houve crescimento de 3,9% do Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina.

Além do crescimento do PIB, o relatório mostra que todos os setores registraram números positivos em comparação ao segundo trimestre do ano: as exportações cresceram 3,2%; o consumo privado aumentou 4,6%; o consumo público, 0,7%; e a formação bruta de capital fixo avançou 12%.

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* Gazeta do Povo – Conteúdo

* Foto: EFE / Matias Martin Campaya

 

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Política Internacional

Trump diz que romperá com Espanha após país se negar a ceder bases militares

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Presidente norte-americano havia requisitado base militar do país europeu para atacar Irã

Por Gabriel Botelho*

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta terça-feira (3/3), que romperá ligações comerciais com a Espanha. A quebra da relação se deu após o país europeu ter se negado a ceder bases norte-americanas no país para que os EUA pudessem atacar o Irã.

“E agora a Espanha disse que não podemos usar as bases deles, e tudo bem, não precisamos. Poderíamos usar a base deles se quiséssemos, poderíamos simplesmente voar para lá e usá-la. Ninguém vai nos dizer para não usar. Mas não precisamos. Eles foram hostis e por isso eu disse a ele que não queremos”, contou o presidente. 

Ainda durante a declaração, Trump mencionou o fato de a Espanha ter sido o único país da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a se negar a subir a taxa de importação no país para 5%. “Eu não acho que eles gostariam de concordar em subir para nada. Eles queriam manter em 2% e eles não pagam os 2%. Então, vamos cortar todo o comércio com a Espanha. Não queremos nada com a Espanha”, acrescentou Trump. 

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O ministro dos Negócios Estrangeiros da Espanha, José Manuel Albares, confirmou, nessa segunda-feira (2/3), ter negado o uso das bases aos Estados Unidos. Em entrevista à rádio pública espanhola RTVE, disse que a soberania espanhola prevaleceria no controle das bases de Rota e Morón de la Frontera, no sul do território do país. 

“Não vamos emprestar as nossas bases para nada que não esteja no Tratado ou que não se enquadre na Carta das Nações Unidas. São bases de uso conjunto, mas de soberania espanhola e, portanto, a Espanha tem a última palavra sobre o uso dessas bases”, reforçou. Ele ainda contou que os EUA não haviam informado os espanhóis sobre o ataque com antecedência. 

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  • Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais
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