Ações Governamentais
Donald Trump toma posse e começa a governar assinando decretos polêmicos
Política Internacional
Washington / Estados Unidos
Tomou posse nesta segunda-feira (20) o 47º presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, do Partido Republicano. A cerimônia de posse foi realizada na Rotunda do Capitólio, onde Trump prestou juramento como presidente, diante do juiz John Roberts, chefe da Suprema Corte.
O desfile militar foi suspenso devido ao intenso frio na capital americana.
Em ação
Apenas algumas horas depois de tomar posse como presidente norte-americano, Donald Trump reverteu 78 ordens executivas do democrata Joe Biden; concedeu perdão a 1.270 mil condenados pela invasão ao Capitólio e comutou as sentenças de outros 14; declarou emergência nacional na fronteira com o México; impôs os gêneros masculino e feminino como os únicos reconhecidos; classificou cartéis do narcotráfico como organizações terroristas e retirou os Estados Unidos do Acordo de Paris, documento que visa controlar as mudanças climáticas (leia na página 12), e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Uma parte das ordens executivas foi assinada diante de uma multidão, no ginásio Capital One Arena, em Washington; outra parte, no Salão Oval da Casa Branca, que Trump voltou a ocupar depois de quatro anos.

O republicano Donald Trump assina ordem executiva no Salão Oval da Casa Branca, diante de jornalistas: medidas imediatas e de amplo espectro – Foto: Jim Watson/AFP
Nos próximos dias, o republicano deverá firmar uma ordem executiva para a deportação de milhões de imigrantes não documentados. O anúncio foi feito durante o discurso de posse, ao meio-dia (14h em Brasília) desta segunda-feira, sob a Rotunda do Capitólio, no mesmo local e quatro anos depois que a horda de simpatizantes invadiu a sede do Legislativo, em um ataque que deixou cinco mortos.
“Eles são reféns. Aproximadamente 1,5 mil receberão um perdão completo”, afirmou Trump a jornalistas. O número foi corrigido para 1.270 pela Casa Branca, pouco depois. Os líderes dos grupos de extrema-direita Oath Keepers e Proud Boys também tiveram a pena comutada.
Na presença de Biden e dos ex-presidentes Barack Obama, Bill Clinton e George W. Bush, Trump anunciou o início de uma “era de ouro” nos Estados Unidos. Foi quando prometeu deixar de fora dela os imigrantes ilegais. Para isso, avisou que contará com a ajuda das Forças Armadas para barrar a entrada de estrangeiros não documentados. Ao classificar o 20 de janeiro como “o dia da libertação” do país, o republicano afirmou que os EUA serão “a inveja de todas as nações” e antecipou as primeiras medidas. “Hoje, eu assinarei uma série de ordens executivas históricas. Com essas ações, começaremos a completa recuperação da América e a revolução do senso comum”, anunciou, diante dos empresários mais ricos do mundo, como Elon Musk, dono da SpaceX e da Tesla; Jeff Bezos, dono da Amazon; e Mark Zuckerberg, fundador do Facebook.
“Em primeiro lugar, declararei emergência nacional em nossa fronteira sul. Todas as entradas ilegais serão suspensas. Começaremos o processo de retorno de milhões de estrangeiros criminosos de volta ao lugar de onde vieram. (…) Colocarei fim à prática de pegar e soltar. Enviarei tropas para a fronteira sul, a fim de repelir a invasão desastrosa de nosso país”, acrescentou Trump.

Em tom messiânico, lembrou o atentado à bala sofrido em agosto passado, na Pensilvânia. “Eu fui salvo por Deus para tornar a América grande novamente”, declarou, ao dizer que, nos últimos oito anos, foi testado e desafiado mais do que qualquer presidente em 250 anos de história. Trump reafirmou as ameaças ao Panamá e ao México. Também avisou que instaurará tarifas para outras nações. “A China está operando o Canal do Panamá. Nós não o demos à China, nós o demos ao Panamá, e estamos tomando-o de volta”, anunciou. “Em breve, nós mudaremos o nome do Golfo do México para Golfo da América”.Neste momento, cinegrafistas filmaram a ex-secretária de Estado democrata Hillary Clinton sorrindo.
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* Da Redação / Com informações de agências internacionais.
* Foto/Destaque: Saul Loeb / AFP
Política Internacional
Trump diz que romperá com Espanha após país se negar a ceder bases militares
Presidente norte-americano havia requisitado base militar do país europeu para atacar Irã
Por Gabriel Botelho*
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta terça-feira (3/3), que romperá ligações comerciais com a Espanha. A quebra da relação se deu após o país europeu ter se negado a ceder bases norte-americanas no país para que os EUA pudessem atacar o Irã.
“E agora a Espanha disse que não podemos usar as bases deles, e tudo bem, não precisamos. Poderíamos usar a base deles se quiséssemos, poderíamos simplesmente voar para lá e usá-la. Ninguém vai nos dizer para não usar. Mas não precisamos. Eles foram hostis e por isso eu disse a ele que não queremos”, contou o presidente.
Ainda durante a declaração, Trump mencionou o fato de a Espanha ter sido o único país da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a se negar a subir a taxa de importação no país para 5%. “Eu não acho que eles gostariam de concordar em subir para nada. Eles queriam manter em 2% e eles não pagam os 2%. Então, vamos cortar todo o comércio com a Espanha. Não queremos nada com a Espanha”, acrescentou Trump.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Espanha, José Manuel Albares, confirmou, nessa segunda-feira (2/3), ter negado o uso das bases aos Estados Unidos. Em entrevista à rádio pública espanhola RTVE, disse que a soberania espanhola prevaleceria no controle das bases de Rota e Morón de la Frontera, no sul do território do país.
“Não vamos emprestar as nossas bases para nada que não esteja no Tratado ou que não se enquadre na Carta das Nações Unidas. São bases de uso conjunto, mas de soberania espanhola e, portanto, a Espanha tem a última palavra sobre o uso dessas bases”, reforçou. Ele ainda contou que os EUA não haviam informado os espanhóis sobre o ataque com antecedência.
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- Correio Braziliense – Conteúdo
- Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais
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