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Sete municípios do Sul capixaba terão atendimento especializado com o novo Micro Polo

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O primeiro Micro Polo implementado no Espírito Santo sob a nova política de Atenção Ambulatorial Especializada do Sistema Único de Saúde (SUS) capixaba iniciará suas atividades no próximo mês. É o novo Micro Polo Regional Litoral Sul, que beneficiará mais de 165 mil habitantes de sete municípios sulinos. Para garantir a oferta dos serviços, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), investirá por ano mais de R$ 1,1 milhão.

Os atendimentos ambulatoriais serão realizados na unidade hospitalar Padre Humberto do Movimento de Educação Promocional do Espírito Santo (MEPES), em Anchieta, um dos municípios que compõem o Micro Polo. Também fazem parte Alfredo Chaves, Iconha, Itapemirim, Marataízes, Piúma e Rio Novo do Sul. A nova estruturação é fruto de pactuação entre a Sesa, por meio da Superintendência Regional Sul de Saúde, e os municípios contemplados.

O Micro Polo Regional Litoral Sul ofertará consultas especializadas e exames de média complexidade ambulatorial, de forma regional e hierarquizada, de forma articulada com a Autorregulação Formativa Territorial na Atenção Primária à Saúde do município, por meio da qual os casos definidos para o atendimento ambulatorial especializado dos sete municípios serão encaminhados à unidade do MEPES.

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A carteira de serviço do Micro Polo contará com a oferta de 15 especialidades. São elas: angiologia, cardiologia, dermatologia, endocrinologia, gastroenterologia, geriatria, nefrologia, neurologia, neuropediatria, ortopedia, otorrinolaringologia, pneumologia, psiquiatria, reumatologia e urologia. Ofertará ainda 26 tipos de exames especializados, como ultrassonografias, mamografias, cardiológicos e do aparelho digestivo.

“É um passo importante para a regionalização da saúde, atividade fundamental para promover a equidade, eficiência e qualidade dos serviços de saúde. O Micro Polo contribuirá para a melhoria do acesso, organização e planejamento dos serviços, além de favorecer a integração entre os diferentes níveis de atenção à saúde”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Miguel Duarte.

O superintendente da Regional Sul de Saúde, Márcio Clayton da Silva, acompanhou todas as tratativas de trabalho e de planejamento para a implantação do Micro Polo. Para ele, essa nova estruturação trará ainda mais qualidade no atendimento aos usuários do SUS nos municípios beneficiados. “Reiteramos nosso agradecimento a todos os secretários de Saúde desses sete municípios, que acreditaram em nossa proposta. A união deles foi primordial para alcançarmos mais esse êxito”, avalia.

Cofinanciamento superior a R$ 3,7 milhões anuais

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Orçado em R$ 3.713.617,95 anuais, o cofinanciamento do Micro Polo Regional Litoral Sul acontecerá de forma tripartite, conforme a Política Estadual de Cofinanciamento para Estruturação da Ambulatorial Especializada, com investimento dos governos Federal, Estadual e municipal. O Governo do Espírito Santo repassará um total de R$ 1.105.763,40 para o custeio da oferta do serviço, em três parcelas quadrimestrais.

Constituída pelos Polos Regionais (Resolução CIB Nº 071/2022) e pela Política Estadual de Cofinanciamento para Estruturação Especializada (Resolução CIB Nº 073/2022), a nova política voltada à Atenção Ambulatorial Especializada, da Rede de Atenção à Saúde, visa a ampliar o acesso da população capixaba aos serviços de média complexidade ambulatorial de forma regionalizada.

Tanto a formulação dos Polos e Micro Polos regionais quanto a Política Estadual de Cofinanciamento para Estruturação da Ambulatorial Especializada foram definidas por meio de Resolução Comissão Intergestores Bipartite (CIB), de Nº 071 e Nº 073, respectivamente.

* Informações: Assessoria de Comunicação da Sesa
Syria Luppi / Thaísa Côrtes / Ana Cláudia dos Santos/ Mike Figueiredo / Luciana Almeida / Assessoria de Comunicação – Superintendência da Regional Sul de Saúde
Felipe Bezerra / Foto: Divulgação

 

 

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POLÍTICA & GOVERNO

Prefeitura de Vitória lança programa histórico para revitalizar o Centro e destravar mais de R$ 6 bi

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Por José Carlos Schaeffer* | Vitória (ES)

A Prefeitura de Vitória publicou no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (16), o decreto nº 27.034 que institui o Programa de Reabilitação da Área Central (ReAC). A iniciativa estabelece um marco regulatório inédito com o objetivo de reposicionar o Centro como o principal motor de desenvolvimento econômico, urbano, habitacional e cultural da capital. Com foco agressivo na desburocratização e na atração de novos moradores e empresas, o programa projeta atrair até 27,5 mil novos residentes e mobilizar mais de R$ 6 bilhões em investimentos privados na região. 

O ReAC atuará sobre a Zona Especial de Interesse Urbanístico 1 (ZEIU 1), área que engloba o Centro Histórico, guiado pelo conceito de “readensamento inteligente”. Na prática, a gestão municipal passará a utilizar as obras e os investimentos públicos estruturantes já previstos para a região como âncoras para dar segurança e atrair a iniciativa privada em larga escala.

O que muda na prática?

O decreto ataca gargalos históricos que afastavam investidores da região central, criando um ambiente de negócios ágil e seguro. Para que a população e o mercado compreendam o impacto imediato, as principais mudanças incluem:

– Alvará Automático e Fim da Burocracia: Projetos de novas edificações em lotes vazios, requalificação, retrofit e Habitação de Interesse Social (HIS) no Centro passam a ter licenciamento simplificado. Os empreendimentos da região passarão para o Grau de Risco 3, e a emissão do Alvará de Execução de Obras será eletrônica e automática no ato do protocolo, baseada na responsabilidade técnica do profissional, mediante apresentação de documentação simplificada (Planta de Situação e Quadro de Áreas).

– Apoio Financeiro para Reformas (TPC): Para viabilizar financeiramente a recuperação do patrimônio, a Prefeitura aprimorou a Transferência do Potencial Construtivo (TPC). O proprietário que investir na preservação de um imóvel histórico no Centro terá a excepcionalidade de converter 100% do potencial de construção do seu lote (fórmula PT = PC) em um certificado (CPC). Esse crédito funciona como uma “moeda de troca” de alto valor, podendo ser vendido a terceiros para uso em outras áreas, financiando a própria obra de restauro.

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– Foco na Habitação de Interesse Social (HIS): O programa garante que a atração de investimentos privados caminhe lado a lado com a inclusão. Obras voltadas para a Habitação Social no Centro estão inseridas diretamente na engrenagem de benefícios e facilidades de licenciamento do ReAC, visando a construção de um bairro multiclassista e o combate à expulsão dos moradores de baixa renda.

– Tolerância Zero com o Abandono: O decreto aciona a atuação prioritária do município contra imóveis que não cumprem sua função social. Imóveis privados em situação de abandono (com degradação e ausência de posse) poderão ser arrecadados provisoriamente pelo Município. O decreto garante ao proprietário o prazo de três anos, após a arrecadação, para manifestar interesse na conservação antes da transferência definitiva do bem ao patrimônio público. O programa também prevê a aplicação prioritária do PEUC e do IPTU Progressivo no Tempo.

– Proteção da Paisagem Histórica (PVBT): Para garantir que o adensamento não sufoque a história da cidade, o decreto regulamenta os Perímetros de Proteção de Vizinhança de Bem Tombado (PVBT). Através de estudos técnicos, eles estabelecem regras inteligentes para blindar a visibilidade dos monumentos históricos e, ao mesmo tempo, flexibilizar novos índices urbanísticos e gabaritos de forma segura no miolo das quadras.

– Gestão Urbana Preditiva: Para garantir que a engrenagem funcione, o decreto institui o Gabinete de Inteligência e Transformação Territorial. A nova unidade estratégica da SEDEC coordenará o licenciamento, fará o monitoramento baseado em dados e garantirá a integração institucional entre poder público e iniciativa privada para o sucesso contínuo do programa.

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A expectativa da Sedec, com as novas regras, é viabilizar entre 8 mil e 11 mil novas moradias na Área Central, com fortíssimo incentivo para a Habitação de Interesse Social (HIS). O objetivo é aproximar moradia, trabalho, serviços e lazer, permitindo que famílias de diferentes faixas de renda possam morar em uma das regiões mais bem estruturadas de Vitória.

Um novo ciclo para a cidade

Nas últimas décadas, o coração de Vitória vivenciou um esvaziamento profundo, caindo de 30% para cerca de 10% do total de habitantes da capital. O resultado foi a proliferação de prédios vazios e a subutilização de uma infraestrutura urbana de ponta.

O secretário de Desenvolvimento da Cidade e Habitação (Sedec), Túllio Ponzi, reforça a capacidade de transformação do novo marco legal. “O ReAC representa uma mudança de paradigma. É uma arquitetura institucional sofisticada que confere intencionalidade ao investimento público. Na prática, a integração dos instrumentos regulamentados faz com que cada real investido pelo Município no Centro atue como catalisador do desenvolvimento, atraindo investimentos privados, ampliando a produção de moradia para todas as faixas de renda, permitindo que mais pessoas possam viver em uma das áreas mais bem localizadas e estruturadas da cidade, valorizando o patrimônio, gerando oportunidades e melhorando a qualidade de vida da população”, afirma o secretário.

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  • Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Jansen Lube / PMV
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