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Polêmica na Câmara

Projeto polêmico, que autoriza a Prefeitura a contrair empréstimo de R$ 200 milhões, foi aprovado pela Câmara

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POLÍTICA & GOVERNO

Foram nove votos favoráveis à aprovação do Projeto de Lei, com dois votos contrários, do ex-líder e da vereadora do PT

Por Paulo Roberto Borges – São Mateus / ES

A Câmara Municipal de São Mateus aprovou nesta segunda-feira (13), o projeto de lei encaminhado pelo Executivo, solicitando autorização do Legislativo para que a municipalidade conseguisse, junto as instituições financeiras, um empréstimo de R$ 200 milhões. Pediu urgência em sua apreciação e aprovação em plenário.

Câmara Municipal de São Mateus celebra o Dia dos Vereadores ...

Os 11 vereadores de São Mateus / Foto: Reprodução – CMSM

O clima esteve tenso todo o tempo em função da expectativa das pessoas da assistência e que estavam do lado de fora do prédio da Câmara.

Mesmo assim, já se contava como certo os noves votos, o que acabou se confirmando quando o projeto subiu ao plenário para ser votado. Votos contrários apenas dos vereadores Raphael Barboza (PDT) e Professora Valdirene (PT).

Houve um princípio de confusão quando, após parecer das comissões, foi solicitado pelos dois parlamentares vistas ao projeto e lhes foi negado pelos presidentes das comissões, alegando que o projeto era de urgência e, pelo Regimento Interno, neste caso, não caberia a prerrogativa de pedir vistas. Criou-se uma dúvida, mas a verdade é que foi ao Plenário e aprovado com os dois votos contrários

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O Ex-Líder

Antes de tudo acontecer, criou-se uma situação estranha do Raphael se colocar muito antes como contra o projeto pelo fato de não estar muito claro seus objetivos. Mas, logo se esclareceu que ele já não ocupava a liderança do prefeito na Câmara, agora sob ocupação do vereador Wan Borges (PSB).

Vereadora e professoras denunciam violência política de gênero em São  Mateus - Século Diário

Vereador Raphael Barboza e a vereadora Professora Valdirene foram votos contrários ao projeto / Foto: Reprodução / CMSM

“Não sou contra o projeto, apenas quero transparência”, disse Barboza.

Quem também se posicionou de maneira contrária foi a vereador Professora Valdirene. Também queria que o projeto fosse melhor estudado, esclarecido alguns pontos e até seria necessário uma audiência pública para que a população tomasse conhecimento e apresentasse sugestões. Ambos, Raphael e Valdirene foram votos vencidos e o Projeto de Lei dos R$ 200 milhões foi aprovado e agora vai para a sansão do prefeito Marcus Batista (Podemos).

Houve muita contestação com relação ao projeto. Vereadores foram acusados de levar vantagens dentre outras acusações. O que se observou foi que as pessoas estariam confundindo o atual prefeito com o anterior, que solicitou autorização para contrair empréstimo de R$ 100 milhões em sua gestão. Naquela ocasião pairava a desconfiança sobre o ex-prefeito Daniel Santana (PDT) de que – caso conseguisse – os recursos supostamente seria para ”produção das festas e para favorecer alguns aliados”.

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Em reunião com os vereadores e imprensa, antes de ser votado, o prefeito Marcus Batista o intitulou de “Acelera São Mateus”, com a finalidade de executar obras importantes no município.

Apesar de toda essa movimentação e das críticas, várias pessoas, inclusive lideranças ouvidas pela reportagem, que “poderia sim haver uma audiência pública e melhores explicações para a população. Dirimia as dúvidas e evitaria toda essa polêmica”, pontuou uma liderança política que preferiu não ter seu nome divulgado.

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* Fotos: Reprodução / CMSM

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POLÍTICA & GOVERNO

Prefeitura de Vitória lança programa histórico para revitalizar o Centro e destravar mais de R$ 6 bi

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Por José Carlos Schaeffer* | Vitória (ES)

A Prefeitura de Vitória publicou no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (16), o decreto nº 27.034 que institui o Programa de Reabilitação da Área Central (ReAC). A iniciativa estabelece um marco regulatório inédito com o objetivo de reposicionar o Centro como o principal motor de desenvolvimento econômico, urbano, habitacional e cultural da capital. Com foco agressivo na desburocratização e na atração de novos moradores e empresas, o programa projeta atrair até 27,5 mil novos residentes e mobilizar mais de R$ 6 bilhões em investimentos privados na região. 

O ReAC atuará sobre a Zona Especial de Interesse Urbanístico 1 (ZEIU 1), área que engloba o Centro Histórico, guiado pelo conceito de “readensamento inteligente”. Na prática, a gestão municipal passará a utilizar as obras e os investimentos públicos estruturantes já previstos para a região como âncoras para dar segurança e atrair a iniciativa privada em larga escala.

O que muda na prática?

O decreto ataca gargalos históricos que afastavam investidores da região central, criando um ambiente de negócios ágil e seguro. Para que a população e o mercado compreendam o impacto imediato, as principais mudanças incluem:

– Alvará Automático e Fim da Burocracia: Projetos de novas edificações em lotes vazios, requalificação, retrofit e Habitação de Interesse Social (HIS) no Centro passam a ter licenciamento simplificado. Os empreendimentos da região passarão para o Grau de Risco 3, e a emissão do Alvará de Execução de Obras será eletrônica e automática no ato do protocolo, baseada na responsabilidade técnica do profissional, mediante apresentação de documentação simplificada (Planta de Situação e Quadro de Áreas).

– Apoio Financeiro para Reformas (TPC): Para viabilizar financeiramente a recuperação do patrimônio, a Prefeitura aprimorou a Transferência do Potencial Construtivo (TPC). O proprietário que investir na preservação de um imóvel histórico no Centro terá a excepcionalidade de converter 100% do potencial de construção do seu lote (fórmula PT = PC) em um certificado (CPC). Esse crédito funciona como uma “moeda de troca” de alto valor, podendo ser vendido a terceiros para uso em outras áreas, financiando a própria obra de restauro.

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– Foco na Habitação de Interesse Social (HIS): O programa garante que a atração de investimentos privados caminhe lado a lado com a inclusão. Obras voltadas para a Habitação Social no Centro estão inseridas diretamente na engrenagem de benefícios e facilidades de licenciamento do ReAC, visando a construção de um bairro multiclassista e o combate à expulsão dos moradores de baixa renda.

– Tolerância Zero com o Abandono: O decreto aciona a atuação prioritária do município contra imóveis que não cumprem sua função social. Imóveis privados em situação de abandono (com degradação e ausência de posse) poderão ser arrecadados provisoriamente pelo Município. O decreto garante ao proprietário o prazo de três anos, após a arrecadação, para manifestar interesse na conservação antes da transferência definitiva do bem ao patrimônio público. O programa também prevê a aplicação prioritária do PEUC e do IPTU Progressivo no Tempo.

– Proteção da Paisagem Histórica (PVBT): Para garantir que o adensamento não sufoque a história da cidade, o decreto regulamenta os Perímetros de Proteção de Vizinhança de Bem Tombado (PVBT). Através de estudos técnicos, eles estabelecem regras inteligentes para blindar a visibilidade dos monumentos históricos e, ao mesmo tempo, flexibilizar novos índices urbanísticos e gabaritos de forma segura no miolo das quadras.

– Gestão Urbana Preditiva: Para garantir que a engrenagem funcione, o decreto institui o Gabinete de Inteligência e Transformação Territorial. A nova unidade estratégica da SEDEC coordenará o licenciamento, fará o monitoramento baseado em dados e garantirá a integração institucional entre poder público e iniciativa privada para o sucesso contínuo do programa.

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A expectativa da Sedec, com as novas regras, é viabilizar entre 8 mil e 11 mil novas moradias na Área Central, com fortíssimo incentivo para a Habitação de Interesse Social (HIS). O objetivo é aproximar moradia, trabalho, serviços e lazer, permitindo que famílias de diferentes faixas de renda possam morar em uma das regiões mais bem estruturadas de Vitória.

Um novo ciclo para a cidade

Nas últimas décadas, o coração de Vitória vivenciou um esvaziamento profundo, caindo de 30% para cerca de 10% do total de habitantes da capital. O resultado foi a proliferação de prédios vazios e a subutilização de uma infraestrutura urbana de ponta.

O secretário de Desenvolvimento da Cidade e Habitação (Sedec), Túllio Ponzi, reforça a capacidade de transformação do novo marco legal. “O ReAC representa uma mudança de paradigma. É uma arquitetura institucional sofisticada que confere intencionalidade ao investimento público. Na prática, a integração dos instrumentos regulamentados faz com que cada real investido pelo Município no Centro atue como catalisador do desenvolvimento, atraindo investimentos privados, ampliando a produção de moradia para todas as faixas de renda, permitindo que mais pessoas possam viver em uma das áreas mais bem localizadas e estruturadas da cidade, valorizando o patrimônio, gerando oportunidades e melhorando a qualidade de vida da população”, afirma o secretário.

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  • Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Jansen Lube / PMV
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