Política Nacional
Governo cria grupo para investigar atos e amplia força nacional com a mobilização de mais policiais
POLÍTICA & GOVERNO
Brasília / DF
O advogado-geral da União, Jorge Messias, criou nesta quarta-feira o Grupo Especial de Defesa da Democracia (GEDD) para acompanhar as apurações e investigações envolvendo os ataques terroristas no Palácio do Planalto, no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal (STF) no último domingo.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (11), que traz também outras ações relacionadas aos ataques, como reforço e prorrogação da Força Nacional de Segurança Pública.
O grupo poderá fazer pedidos de quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico ou de dados, além de outras medidas cautelares; poderá ajuizar ações de improbidade administrativa, ações para aplicação das sanções estabelecidas na lei que trata sobre a responsabilização pela prática de atos contra a administração pública; ações de ressarcimento; pedidos de compartilhamento de provas; e pedidos de habilitação da União em processos judiciais criminais.
O GEDD será coordenado pela assessoria especial do AGU Jorge Messias e composto por advogados da União, procuradores federais, procuradores da Fazenda Nacional e procuradores do Banco Central. Além disso, serão convidados a participar membros do STF, do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, da Casa Civil, da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Força Nacional prorrogada
Além disso, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, prorrogou a autorização para emprego da Força Nacional de Segurança Pública em Brasília até o dia 19 de janeiro. Inicialmente, os agentes de segurança atuariam somente na proteção da Esplanada e da Praça dos Três Poderes nos atos de manifestantes marcados para o domingo.
Com os ataques, no entanto, Dino passou a sofrer críticas por possíveis falhas. Entre elas, o ministro admitiu que só haviam 140 agentes da Força Nacional disponíveis para complementar o esquema de segurança. O restante do contingente, cerca de 500 homens, estava em missões em outros estados.
Na esteira das críticas, o ministro da Justiça passou a reforçar o efetivo de agentes de segurança disponíveis para o emprego na Força Nacional e desde ontem está autorizando a mobilização de policiais de diferentes estados para a capital federal.
Na edição desta quarta-feira do Diário Oficial da União, Dino autorizou a mobilização de policiais militares dos estados do Pará, Amapá, Acre, Pernambuco, Amazonas, Espírito Santo, Paraíba e Sergipe para atuação até o dia 31 de janeiro. Não há, no entanto, informações sobre quantos agentes serão deslocados.
Na terça-feira, Dino autorizou o deslocamento de 611 policiais até Brasília dos estados do Ceará, Bahia, Piauí, Alagoas, Rio Grande do Norte, Maranhão, Goiás e Rio Grande do Sul.
- Com informações Extra online / Foto: Reprodução – Carl de Souza – AFP
POLÍTICA & GOVERNO
Lula envia ao Congresso projeto de lei pelo fim da escala 6×1
Proposta prevê também redução de jornada a 40 horas semanais
Brasília – DF
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional, na noite desta terça-feira (14), o projeto de lei que prevê o fim com a escala de seis dias trabalhados para um de descanso (6×1), e reduz a jornada de trabalho para, no máximo, 40 horas semanais.
A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial. Segundo o texto, a proposta é reduzir o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial.
A escala passaria a ser de cinco dias trabalhados para dois dias de descanso.
O presidente Lula, em postagem nas redes sociais, salientou que a proposta seguiu com “urgência constitucional, o que faz com que o Legislativo tenha 45 dias para a deliberação da matéria.
De acordo com Lula, o envio da proposta tem relação com a dignidade das famílias brasileiras, “de quem constrói o Brasil todos os dias”. O presidente ressaltou que a jornada menor não prevê qualquer redução no salário.
Conforme o governo, a proposta abrange também trabalhadores domésticos, comerciários, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela Consolidação das Leis do Trabalho.
Ainda de acordo com o Executivo, a proposta tem aplicação geral. “O limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados”, informa.
Veja o que prevê o projeto de lei:
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- Jornada semanal: limite passa de 44 para 40 horas
- Descanso ampliado: ao menos dois dias de repouso semanal remunerado
- Novo padrão: consolidação do modelo 5×2 e redução das horas trabalhadas
- Salário protegido: vedada qualquer redução salarial
- Abrangência ampla: inclui domésticos, comerciário, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela CLT e leis especiais.
- Aplicação geral: limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados
- Flexibilidade: mantém escalas como 12hx36 por acordo coletivo, respeitada a média de 40 horas por semana
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- Informações da Presidência da República
- *Foto destaque: Crédito – Marcelo Camargo / Agência Brasil
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