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Política Nacional

Após ter mandato cassado pelo TSE, Dallagnol diz que “sentimento é de indignação com a vingança”

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POLÍTICA & GOVERNO

Brasília / DF

Horas após ter o mandato cassado por unanimidade pelos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-procurador da Operação Lava Jato Deltan Dallagnol (Podemos-PR) afirmou na noite desta terça-feira (16) que o “sentimento é de indignação com a vingança”. Na nota em que se posiciona, Dallagnol diz que a decisão do TSE, “com uma única canetada”, calou 344.917 vozes paranaenses.

Nas eleições do ano passado, ele foi eleito o deputado federal mais votado do Paraná e teve a segunda maior votação da história do estado para o cargo.

A íntegra do posicionamento de Deltan Dallagnol:

“344.917 mil vozes paranaenses e de milhões de brasileiros foram caladas nesta noite [terça-feira (16)] com uma única canetada, ao arrepio da lei e da Justiça. Meu sentimento é de indignação com a vingança sem precedentes que está em curso no Brasil contra os agentes da lei que ousaram combater a corrupção. Mas nenhum obstáculo vai me impedir de continuar a lutar pelo meu propósito de vida de servir a Deus e ao povo brasileiro”.

Decisão dos ministros

Na decisão, os ministros do TSE entenderam que Dallagnol pediu exoneração do cargo de procurador do Ministério Público para fugir de julgamento no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que poderia impedi-lo de concorrer às eleições do ano passado. Assim, os ministros consideraram que o ex-procurador da Lava Jato “frustrou a aplicação da lei”.

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O TSE vai comunicar a decisão imediatamente ao TRE-PR. Dallagnol terá que sair do cargo, mas ele pode recorrer ao TSE e até mesmo ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os votos ficam com o partido. Luiz Carlos Hauly, o segundo mais votado da sigla, deve assumir a vaga.

Dallagnol pode entrar com embargos no TSE (tipo de recurso para questionar alguma obscuridade) e com recurso extraordinário ou pedido de liminar no STF, para evitar a execução.

Os ministros julgaram um recurso apresentado pela Federação Brasil Esperança, formada pelos partidos PT, PCdoB e PV, contra decisão da Justiça Eleitoral do Paraná que aprovou a candidatura do ex-procurador da República.

Sergio Moro, do mesmo estado, se posiciona

O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) se posicionou por meio das redes sociais. O ex-juiz afirmou que recebeu a informação “com muita tristeza” e que ficou “estarrecido por ver fora do Parlamento uma voz honesta na política”.

Em nota, o Podemos lamentou a decisão e disse que O Brasil e o Parlamento nacional perdem com a decisão.

“A expressiva votação que o ex-chefe da Operação Lava Jato obteve nas urnas, de mais de 344 mil votos, corresponde à massiva aprovação popular de sua atuação no combate à corrupção e em defesa da sociedade brasileira. O Podemos se solidariza com o parlamentar e não poupará esforços na avaliação de medidas que ainda podem ser tomadas pela defesa de Dallagnol”, diz o texto. 

  • Com informações Câmara dos Deputados / Foto: Divulgação

 

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POLÍTICA & GOVERNO

“Relação de fidelidade, lealdade e gratidão”, define Cris sobre sua relação com Pazolini

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Por Paulo Roberto Borges* / Vitória – ES

Durante a inauguração da Praça Inclusiva Viver Vitória, localizada na Praça dos Desejos, a prefeita marcou posição no tabuleiro político capixaba e nas eleições estaduais.

O ineditismo do evento também serviu de palco para um emblemático discurso da prefeita de Vitória, Cris Samorini (Progressistas).

Na ocasião, ela falou sobre sua relação com o ex-prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), que deixou o comando do Executivo municipal para disputar as eleições.

Mesmo antes de transmitir o cargo, quando ainda era vice-prefeita, Cris já não participava de eventos ao lado de Pazolini. Cada um seguia agendas separadas, embora, nas redes sociais, compartilhassem ações da gestão — o que demonstrava que, apesar do distanciamento nas agendas, permaneciam unidos na condução da administração da capital.

Além disso, embora os partidos de Cris e Pazolini estejam em campos opostos e devam seguir assim nas eleições de 2026, a prefeita tende a não acompanhar o Progressistas nem os candidatos apoiados pela federação União Progressista. Ao contrário, demonstra apoio ao antecessor, independentemente do cargo ao qual ele venha a concorrer.

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“Não há ninguém que vá conseguir distorcer ou destruir a relação verdadeira que eu construí com nosso ex-prefeito, Lorenzo Pazolini. É uma relação de fidelidade, lealdade e gratidão, por saber que ele é uma pessoa que trabalhou dia e noite, com todos os esforços, mesmo diante de tantas dificuldades no caminho”, disse a prefeita, de mãos dadas com uma criança, durante a inauguração da praça inclusiva.

O trecho do discurso circulou nas redes sociais e foi amplamente compartilhado por aliados e adversários políticos.

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  • Da Redação / Com informações da mídia
  • Foto Destaque: Crédito – Leonardo Duarte | PMV
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