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Mulher no Comando da Capital

A vice-prefeita assume a prefeitura após Lorenzo Pazolini renunciar ao cargo para concorrer a governador do Estado nas eleições

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POLÍTICA & GOVERNO

A cidade de Vitória entra para a história política ao ter, pela primeira vez, uma mulher no comando do Executivo. A vice-prefeita Cris Samorini (PP) assume a prefeitura, nesta segunda-feira (06), após Lorenzo Pazolini (Republicanos), pré-candidato ao governo do Espírito Santo, protocolar um ofício de renúncia na Câmara de Vitória nesta semana.

Pazolini se afastou oficialmente da prefeitura neste sábado (4), dois dias antes da posse de Samorini. Apesar disso, a Capital não ficou dois dias sem prefeito até que ela seja empossada.

De acordo com a Procuradoria Geral do município, a sucessão definitiva ocorre automaticamente, segundo a Constituição Federal.

Como a vice foi eleita na mesma chapa que o prefeito, sua posse já foi oficializada no início do mandato.

“Contudo, para formalizar a Solenidade, o presidente da Câmara convoca sessão solene e proclama a sucessão definitiva do Vice ao cargo de Prefeito, convida-o a ocupar lugar de destaque no Plenário, procede à leitura do dispositivo da Lei Orgânica que prevê a sucessão, e manda lavrar termo de sucessão definitiva ao cargo de Prefeito”, explicou.

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Transição histórica

A mudança marca um momento inédito na Capital e ocorre menos de dois anos após a reeleição de Pazolini nas eleições de 2024. Na ocasião, ele conquistou 56,22% dos votos válidos, somando 105.599 votos, com vantagem de 75 mil votos (41%) sobre o segundo colocado, João Coser (PT).

Além do cargo de vice-prefeita, Cris Samorini também ocupa posição estratégica na gestão municipal. Em 3 de fevereiro de 2025, ela foi nomeada secretária municipal de Desenvolvimento da Cidade e Habitação.

Quem é Cris Samorini?

Natural de Vitória, Cristhine Samorini é empresária e formada em Administração de Empresas pela Universidade de Vila Velha. Ela também possui MBA em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral e MBA em Marketing pela Fundação Getulio Vargas.

Antes de ingressar na política, construiu uma carreira consolidada no setor industrial. Entre 2020 e 2024, presidiu a Federação das Indústrias do Espírito Santo, tornando-se a primeira mulher a liderar a entidade.

Nesse mesmo ciclo, coordenou o Comitê de Governança para Indústria da Rede Governança Brasil (2021–2024), consolidando práticas modernas de governança em escala nacional.

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No ano de 2023, ela também se tornou a primeira mulher a ocupar a Diretoria Financeira da Confederação Nacional da Indústria, cargo que segue exercendo até 2027. No mesmo período, coordenou o Comitê de Governança para Indústria da Rede Governança Brasil.

A trajetória de Cris Samorini também inclui ainda a presidência do Sindicato das Indústrias Gráficas do Espírito Santo (SIGES), entre 2018 e 2021, e atuação como vice-presidente licenciada da Associação Brasileira da Indústria Gráfica, representando a região Sudeste.


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POLÍTICA & GOVERNO

Prefeitura de Vitória lança programa histórico para revitalizar o Centro e destravar mais de R$ 6 bi

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Por José Carlos Schaeffer* | Vitória (ES)

A Prefeitura de Vitória publicou no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (16), o decreto nº 27.034 que institui o Programa de Reabilitação da Área Central (ReAC). A iniciativa estabelece um marco regulatório inédito com o objetivo de reposicionar o Centro como o principal motor de desenvolvimento econômico, urbano, habitacional e cultural da capital. Com foco agressivo na desburocratização e na atração de novos moradores e empresas, o programa projeta atrair até 27,5 mil novos residentes e mobilizar mais de R$ 6 bilhões em investimentos privados na região. 

O ReAC atuará sobre a Zona Especial de Interesse Urbanístico 1 (ZEIU 1), área que engloba o Centro Histórico, guiado pelo conceito de “readensamento inteligente”. Na prática, a gestão municipal passará a utilizar as obras e os investimentos públicos estruturantes já previstos para a região como âncoras para dar segurança e atrair a iniciativa privada em larga escala.

O que muda na prática?

O decreto ataca gargalos históricos que afastavam investidores da região central, criando um ambiente de negócios ágil e seguro. Para que a população e o mercado compreendam o impacto imediato, as principais mudanças incluem:

– Alvará Automático e Fim da Burocracia: Projetos de novas edificações em lotes vazios, requalificação, retrofit e Habitação de Interesse Social (HIS) no Centro passam a ter licenciamento simplificado. Os empreendimentos da região passarão para o Grau de Risco 3, e a emissão do Alvará de Execução de Obras será eletrônica e automática no ato do protocolo, baseada na responsabilidade técnica do profissional, mediante apresentação de documentação simplificada (Planta de Situação e Quadro de Áreas).

– Apoio Financeiro para Reformas (TPC): Para viabilizar financeiramente a recuperação do patrimônio, a Prefeitura aprimorou a Transferência do Potencial Construtivo (TPC). O proprietário que investir na preservação de um imóvel histórico no Centro terá a excepcionalidade de converter 100% do potencial de construção do seu lote (fórmula PT = PC) em um certificado (CPC). Esse crédito funciona como uma “moeda de troca” de alto valor, podendo ser vendido a terceiros para uso em outras áreas, financiando a própria obra de restauro.

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– Foco na Habitação de Interesse Social (HIS): O programa garante que a atração de investimentos privados caminhe lado a lado com a inclusão. Obras voltadas para a Habitação Social no Centro estão inseridas diretamente na engrenagem de benefícios e facilidades de licenciamento do ReAC, visando a construção de um bairro multiclassista e o combate à expulsão dos moradores de baixa renda.

– Tolerância Zero com o Abandono: O decreto aciona a atuação prioritária do município contra imóveis que não cumprem sua função social. Imóveis privados em situação de abandono (com degradação e ausência de posse) poderão ser arrecadados provisoriamente pelo Município. O decreto garante ao proprietário o prazo de três anos, após a arrecadação, para manifestar interesse na conservação antes da transferência definitiva do bem ao patrimônio público. O programa também prevê a aplicação prioritária do PEUC e do IPTU Progressivo no Tempo.

– Proteção da Paisagem Histórica (PVBT): Para garantir que o adensamento não sufoque a história da cidade, o decreto regulamenta os Perímetros de Proteção de Vizinhança de Bem Tombado (PVBT). Através de estudos técnicos, eles estabelecem regras inteligentes para blindar a visibilidade dos monumentos históricos e, ao mesmo tempo, flexibilizar novos índices urbanísticos e gabaritos de forma segura no miolo das quadras.

– Gestão Urbana Preditiva: Para garantir que a engrenagem funcione, o decreto institui o Gabinete de Inteligência e Transformação Territorial. A nova unidade estratégica da SEDEC coordenará o licenciamento, fará o monitoramento baseado em dados e garantirá a integração institucional entre poder público e iniciativa privada para o sucesso contínuo do programa.

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A expectativa da Sedec, com as novas regras, é viabilizar entre 8 mil e 11 mil novas moradias na Área Central, com fortíssimo incentivo para a Habitação de Interesse Social (HIS). O objetivo é aproximar moradia, trabalho, serviços e lazer, permitindo que famílias de diferentes faixas de renda possam morar em uma das regiões mais bem estruturadas de Vitória.

Um novo ciclo para a cidade

Nas últimas décadas, o coração de Vitória vivenciou um esvaziamento profundo, caindo de 30% para cerca de 10% do total de habitantes da capital. O resultado foi a proliferação de prédios vazios e a subutilização de uma infraestrutura urbana de ponta.

O secretário de Desenvolvimento da Cidade e Habitação (Sedec), Túllio Ponzi, reforça a capacidade de transformação do novo marco legal. “O ReAC representa uma mudança de paradigma. É uma arquitetura institucional sofisticada que confere intencionalidade ao investimento público. Na prática, a integração dos instrumentos regulamentados faz com que cada real investido pelo Município no Centro atue como catalisador do desenvolvimento, atraindo investimentos privados, ampliando a produção de moradia para todas as faixas de renda, permitindo que mais pessoas possam viver em uma das áreas mais bem localizadas e estruturadas da cidade, valorizando o patrimônio, gerando oportunidades e melhorando a qualidade de vida da população”, afirma o secretário.

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  • Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Jansen Lube / PMV
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