Eleições em Vitória
Pazolini segue na liderança pela Prefeitura de Vitória com 56,9%
Política / Eleições
João Coser aparece em segundo e Luiz Paulo na sequência. Veja também taxa de rejeição, pesquisa espontânea e avaliação de governo
O primeiro turno das eleições de 2024 será em menos de duas semanas, e 266.585 eleitores estão aptos a ir às urnas em Vitória no dia 6 de outubro, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pesquisa da Futura, no projeto 100% Cidades, divulgada nesta terça-feira (24) pelo Folha Vitória, mostra que o prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) conseguiria se reeleger.
Pazolini aparece com 56,9% das intenções de voto na pesquisa estimulada. Já João Coser (PT) obteve 17,3%, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) figurou com 8,6%, Assumção (PL) teve 5,4%, Camila Valadão (Psol) alcançou 4,3%, e Du (Avante) obteve 0,3%. Brancos e nulos somaram 2,6%, e indecisos 4,7%.
Em relação à pesquisa anterior, Pazolini manteve a dianteira na disputa eleitoral, pois havia obtido 55,7%. Coser havia alcançado 20,9%, Camila 4,9%, Luiz Paulo 4,7%, Assumção 3,3% e Du 0,1%. Brancos e nulos foram 3,4%, e não souberam ou não responderam 7%.
Cenários de segundo turno
O eleitorado de Vitória também foi apresentado a sete cenários de disputas entre candidatos no segundo turno, e manifestaram a preferência em cada possibilidade.
No primeiro cenário, Lorezon Pazolini obteve 68,5% das respostas, e João Coser 26,8%. Brancos e nulos foram 2,6%, e indecisos 2,1%. Na pesquisa anterior, publicada no dia 4 de setembro, a diferença entre os dois era maior, Pazolini tinha 64,2% e Coser aparecia com 28,9%.
Se o segundo turno fosse Pazolini contra Luiz Paulo Vellozo, o atual prefeito de Vitória teria 69,5% das intenções de voto, e o tucano 23,7%. Brancos e nulos somaram 5%, e não souberam ou não responderam 1,8%.
No levantamento da Futura publicado no início de setembro, Pazolini tinha 68,2% e Luiz Paulo tinha 21,6%. Os indecisos reduziram, de 4,5% para 1,8%. Já brancos e nulos estavam em 5,7% e passaram para 5%.
Quando questionados sobre uma eventual disputa entre Pazolini e Camila Valadão, 73% dos entrevistados preferiram Pazolini, e outros 21,5% a candidata do Psol. Brancos e nulos somaram 4,1%, e os indecisos 1,4%.
Na pesquisa Futura publicada no dia 4 de setembro, o candidato à reeleição tinha 71,2%, Camila aparecia com 21%, brancos e nulos eram 4,3% e indecisos, 3,5%.
Caso fossem para o segundo turno Assumção e Pazolini, o postulante à reeleição teria 77,3% dos votos e o candidato do PL, 10,2%. Brancos e nulos foram 10,3%, e 2,2% não souberam ou não responderam.
Na pesquisa anterior, o candidato do Republicanos tinha 75,1%, o do PL aparecia com 8,6%. Já brancos e nulos eram semelhantes ao do levantamento atual, 10,7%, e indecisos foram 5,6%.
Luiz Paulo Vellozo e João Coser aparecem tecnicamente empatados em um cenário de segundo turno. Pela pesquisa, o tucano teve 38,5% das intenções de voto, e o petista 38%. Brancos e nulos somaram 19,6%, e indecisos 3,9%.
No levantamento da Futura publicado no início do mês, a vantagem estava para Coser, com 42,6%, contra 32,5% para Luiz Paulo. Brancos e nulos eram 18,5%, e indecisos somavam 6,4%.
No caso de uma disputa direta entre Coser e Assumção, o petista somaria 47,9% das respostas dos entrevistados e o candidato do PL, 31,8%. Brancos e nulos foram 15,7%, e não souberam ou não responderam 4,7%.
O petista teve redução nas intenções de voto ao analisar com a pesquisa anterior, quando aparecia com 50,3%. Assumção cresceu, pois na época tinha 29,1%. Ninguém, brancos ou nulos eram 14,9% e indecisos eram 5,6%.
A possibilidade de um segundo turno entre João Coser e Camila Valadão seria mais vantajosa para o petista. Ao todo, 43,3% dos eleitores ouvidos pela Futura votariam nele. Já os outros 23,8%, na candidata do Psol. Foram registrados nesse cenário 27,7% de brancos e nulos, e 5,2% de indecisos.
Na pesquisa anterior, Coser tinha mais intenções de voto (45,2%) e Camilam 23,5%. Brancos e nulos somavam 25,9% e indecisos eram 5,4%.
Rejeição: em quem não votaria
O eleitorado de Vitória também foi indagado em quem não votaria de forma alguma para prefeito. A pergunta foi de múltipla escolha, portanto, a porcentagem total resulta em mais de 100 pontos percentuais.
Estão praticamente empatados como os mais rejeitados Assumção, com 38,8%, e João Coser, com 38,4%. Camila Valadão obteve 27,4% das respostas, Luiz Paulo Vellozo 17,1%, Du 16,6%, e Lorenzo Pazolini 14,3%. Não rejeitam ninguém 5% dos entrevistados, outros 1,2% rejeitam todos, e não souberam ou não responderam 4,1%.
Em relação à amostragem anterior tanto Coser quanto Assumção obtiveram mais rejeição, pois o petista havia obtido 37,9%, e o candidato do PL 34,4%.
Camila Valadão havia somado 29,9%, Luiz Paulo 18,9%, Pazolini 12,7% e Du 10,7%. Não rejeitavam ninguém 8,3% dos eleitores, outros 1,6% rejeitavam todos, e não souberam ou não responderam 4,9%.
Pesquisa espontânea
A pesquisa, antes de apresentar os candidatos registrados no TSE, também pergunta aos entrevistados em quem votariam em um levantamento espontâneas, sem mostrar lista com nomes. Nessa dinâmica, Lorenzo Pazolini lidera com 53,4% das intenções de voto.
João Coser pontuou 14,7%, Luiz Paulo Vellozo 6,7%, Assumção 4%, Camila Valadão 3,5% e Du 0,3%. Outros candidatos que não estão concorrendo obtiveram 0,4%, brancos e nulos 4,1%, e indecisos 12,9%.
Se comparada à amostragem anterior, Pazolini aumentou a margem de disputa, pois havia alcançado no início de setembro 46% das respostas.
Coser havia figurado com 15,7%, Camila 2,5%, Luiz Paulo com 2%, Assumção 1,8% e Du 0,2%. Outros candidatos somaram 0,4%, brancos e nulos 5,6% e não souberam ou não responderam eram 25,8%.
Avaliação de governo
Os eleitores de Vitória também foram indagados a respeito de como avaliam a gestão dos governos federal, estadual e municipal, e também como enxergam o desempenho dos respectivos mandatários.
O governo federal foi avaliado como bom ou ótimo por 35,4%, como regular por 28,6%, e recebeu avaliações negativas (ruim ou péssimo) de 33,5%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi avaliado positivamente por 35% dos entrevistados, como regular por 21,4%, e como ruim ou péssimo por 41,9%.
O governo do Espírito Santo pontuou 54,8% como bom ou ótimo, 35,3% como regular, e 8,6% como ruim ou péssimo. O governador Renato Casagrande (PSB) recebeu 58,7% de avaliações positivas, 30,2% regulares, e 9,4% negativas.
A Prefeitura de Vitória foi considerada boa ou ótima por 59,9% dos entrevistados, regular por 27,4%, e ruim ou péssima por 11%. O prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) somou 61,5% em avaliações positivas, 23% em regulares, e 14,4% negativas.
Metodologia
Foram realizadas 600 entrevistas, por telefone assistido por computador, entre os dias 19 e 23 de setembro de 2024, com eleitores de 16 anos ou mais. A pesquisa tem margem de erro de 4 pontos percentuais para mais ou para menos e índice de confiabilidade de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número de ES-02757/2024.
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* Fonte: Futura / Folha Vitória – Nicolas Nunes
* Foto: Reprodução / Redes Sociais
Política / Eleições
Marcos do Val, após ser excluído de sabatinas da Rede Gazeta, aciona a Justiça Eleitoral
O senador Marcos Do Val (Avante-ES), candidato à reeleição ao Senado Federal, ingressou nesta segunda-feira (14) com representação e pedido de tutela de urgência no Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo contra a Rede Gazeta (TV Gazeta e Rádio CBN Vitória), após ser excluído da rodada de entrevistas com candidatos ao Senado que a emissora promove entre os dias 14 e 18 de setembro.
Segundo a campanha, a Rede Gazeta havia comunicado previamente aos candidatos, em reunião realizada em 20 de agosto, que participariam das sabatinas aqueles que atingissem 5% ou mais na última pesquisa estimulada de intenção de voto do instituto Quaest, contratada pela própria emissora. Marcos Do Val cumpriu esse critério: na pesquisa Quaest divulgada em 27 de agosto, o senador obteve exatamente 5% no cenário estimulado para a primeira vaga ao Senado.
Apesar disso, a emissora o excluiu da lista de sabatinados alegando que ele não teria atingido o percentual — usando, para isso, um recorte “consolidado” da pesquisa, não divulgado nem explicado aos candidatos como critério de corte, e conhecido apenas depois de apurado o resultado. Trata-se, segundo a campanha, de parâmetro que não constava das regras originalmente apresentadas e que teria sido aplicado para produzir a exclusão do senador.
Na representação protocolada no TRE-ES, a defesa do senador pede a inclusão imediata de Marcos Do Val na rodada de entrevistas ou, subsidiariamente, a realização de sabatina em condições equivalentes às oferecidas aos demais candidatos, antes do dia 4 de outubro, data da eleição.
“A Rede Gazeta criou uma regra, eu cumpri a regra, e ainda assim fui excluído por um critério inventado depois que o resultado já era conhecido. Isso não é jornalismo imparcial, é seleção arbitrária de quem pode ou não falar com o eleitor capixaba”, afirma o senador.
Marcos Do Val reforça que não se opõe à existência de um critério objetivo de corte para as sabatinas — pelo contrário, defende que esse critério exista e seja aplicado de forma igual a todos. O que contesta é o uso de uma pesquisa realizada num momento ainda inicial da campanha, antes de os candidatos terem tido oportunidade plena de se apresentar ao eleitor e expor suas propostas, como parâmetro definitivo e insuscetível de revisão — sobretudo quando aplicado de forma seletiva, prejudicando apenas um dos candidatos que o atingiu.
Para o senador, o episódio expõe um padrão mais amplo: candidaturas como a sua, que historicamente fazem oposição frontal ao sistema político, ideológico e econômico que governa o país há décadas, enfrentam resistência crescente de parte da grande mídia em 2026 — resistência que, no entender do senador, se manifesta também na forma como esses veículos moldam o acesso dos candidatos a seu público. Marcos Do Val lembra ainda que sua exclusão priva do contato direto com a cobertura da Rede Gazeta não apenas um candidato, mas um senador eleito e em pleno exercício do mandato.
A campanha espera pronta resposta da Justiça Eleitoral e reafirma confiança de que a decisão da emissora será revista, assegurando a Marcos Do Val o mesmo espaço concedido aos demais candidatos que atingiram o critério anunciado.
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Sobre Marcos do Val:
Marcos Ribeiro do Val é senador da República pelo Espírito Santo, eleito em 2018, e candidato à reeleição pelo Avante nas Eleições 2026.
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- Matéria veiculada na mídia capixaba
- Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais
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