Política Estadual
Em evento do PL, Pazolini propõe levar modelo de proteção às mulheres de Vitória para o país
Política / Eleições
Vitória (ES)*
Durante um evento do PL realizado em Vitória no sábado (18), o ex-prefeito de Vitória e pré-candidato ao Governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos), defendeu que políticas públicas de proteção às mulheres implementadas na capital capixaba sejam adotadas em todo o Brasil. O encontro contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL), apontado como pré-candidato à Presidência da República.
Em seu discurso, Pazolini afirmou que, caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente, deveria incorporar ao plano de governo federal ações inspiradas na experiência de Vitória. Entre as iniciativas citadas pelo ex-prefeito estão:
- fortalecimento da Guarda Civil Municipal;
- ampliação da rede de acolhimento às vítimas de violência;
- investimentos em educação;
- programas voltados à autonomia financeira das mulheres.
Pazolini também declarou que Vitória permaneceu 653 dias consecutivos sem registrar casos de feminicídio e afirmou que esse modelo de políticas públicas poderia servir de referência nacional. Segundo ele:
“Quero fazer esse pedido, com muita humildade, em nome dos capixabas: que esse modelo construído em Vitória possa integrar o seu plano de governo, para que mulheres de todo o Brasil tenham acesso às mesmas oportunidades e à mesma proteção que hoje são oferecidas às mulheres da nossa cidade”.
No mesmo evento, o ex-prefeito reforçou apoio à pré-candidatura de Maguinha Malta (PL) ao Senado e defendeu que a Casa tenha uma representante alinhada aos “valores da família” e aos “valores cristãos”. O ato reuniu lideranças do PL e do Republicanos e evidenciou a aproximação entre as duas siglas no Espírito Santo.
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*Reprodução de matéria FV – Conteúdo
*Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
Política / Eleições
Pazolini declara apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência
Pré-candidato a governador, ele também criticou as penas aos condenados do dia 8 de janeiro e disse que caminhará com Magno e Maguinha
Num aceno que tem como destinatário o PL e o eleitorado bolsonarista, o ex-prefeito e pré-candidato ao governo do Estado Lorenzo Pazolini (Republicanos) declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), na disputa pela Presidência da República.
O anúncio foi feito durante uma entrevista à Rádio AuriVerde – um veículo que tem como lema ser “a voz da direita” –, na manhã da segunda-feira (13).
Ao ser questionado sobre o posicionamento com relação ao plano nacional e sobre um possível acordo entre PL e Republicanos, Pazolini afirmou que vai apoiar Flávio como candidato a presidente do País.
Em relação ao Espírito Santo, nosso posicionamento é claro. O Republicanos daqui, o presidente Erick Musso, nós já temos o nosso sentimento de continuarmos na posição onde nós sempre estivemos, ou seja, nós temos o pré-candidato a presidente da República bem estabelecido, bem fincado, o Flávio Bolsonaro. E nós temos trabalhado junto ao Republicanos nacional por essa convergência da direita. Isso é fundamental”,afirmou.
A declaração de Pazolini vem um dia após o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, divulgar uma nota negando que já tenha fechado apoio a Flávio para a corrida ao Palácio do Planalto.
Pereira disse ainda que, numa sondagem interna à bancada paulista do partido, os filiados se mostraram frustrados com o possível apoio e indicaram a neutralidade, como posicionamento partidário em relação à eleição presidencial.
O posicionamento do dirigente nacional diverge do presidente do Republicanos capixaba, Erick Musso, que no sábado (11), também em uma nota pública, conclamou os partidos de direita a se unirem.
Na entrevista, Pazolini fez coro a Erick: “Nós entendemos que precisamos estar juntos”, disse o ex-prefeito. Segundo o apresentador do programa, Alexandre Pittoli, o senador Magno Malta (PL) teria intermediado a entrevista e atuado como “cartão de visita” em favor de Pazolini.
8 de janeiro
Pazolini também se posicionou com relação a pautas caras ao bolsonarismo, como as condenações dos que participaram dos ataques às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023. Segundo ele, as penas são desproporcionais e geram “sentimento de injustiça”.
Tem coisas que nós não aceitamos, como por exemplo, essas penas como elas foram estabelecidas, em relação ao dia 8 de janeiro. São coisas que, de fato, aviltam o nosso direito à liberdade. Trazem um sentimento de profunda tristeza e revolta para nós (…) Muita gente do 8 de janeiro tem penas superiores a pessoas que foram condenadas por homicídio qualificado, isso é absolutamente desproporcional. Não reflete o sentimento do brasileiro e traz o sentimento de grande injustiça”, afirmou.
Ele também criticou, de forma sutil, o Supremo Tribunal Federal (STF): “Isso demonstra que o País precisa ser passado a limpo. Precisa de um sistema de freios e contrapesos (…) Não dá para aceitar que um Poder entre em assuntos próprios do Parlamento, que não deveriam ser tratados em outra esfera de atribuição”.
Apoio a Maguinha

Um outro ponto que chamou a atenção na entrevista, que durou cerca de 20 minutos, foi o fato de Pazolini ter citado, por mais de uma vez, a pré-candidatura ao Senado de Maguinha Malta, filha do senador Magno Malta, em tom de apoio e exemplo para a construção de um “Senado forte”.
“Nós precisamos de um Senado forte, por isso a importância da pré-candidatura da senadora (sic) Maguinha, para que não tenha a sobreposição de um Poder sobre o outro”, disse Pazolini.
Num outro momento, ao defender a união de forças na direita, ele afirmou: “O importante é manter a união para cuidar dos capixabas e dos brasileiros, caminhando junto com o PL, com o senador Magno, com a Maguinha, para que possamos reescrever essa história, corrigir essas coisas que aconteceram”.
O apoio à pré-candidatura de Maguinha é um dos pontos centrais para o fechamento da aliança entre PL e Republicanos no Estado. É a prioridade do PL-ES, ou melhor, do senador Magno Malta.
Acontece que o grupo político de Pazolini também conta com outros nomes que também desejam disputar o Senado. Inclusive, seu próprio partido, o Republicanos, tem dois cotados: o deputado federal Evair de Melo e o ex-deputado Carlos Manato.
No PSD também há dois nomes fortes para o Senado: o do ex-governador Paulo Hartung e o do deputado estadual Sergio Meneguelli – que em entrevista afirmou que não recua da disputa ao Senado e que o PSD não irá obedecer às decisões de PL e Republicanos.
Com o apoio público expressado por Pazolini à pré-candidatura de Maguinha ao Senado – caso o PL entre na coligação – sobrará apenas uma vaga livre. Ou seja, muita gente vai sair frustrada dessa composição.
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