Ação Policial
Polícia Federal apura fraudes em licitações e cumpre mandados em São Mateus
POLÌCIA
Ação policial, intitulada Operação Disruptio, resultou no cumprimento de oito mandados de busca e apreensão e nove ordens de bloqueio de bens e valores.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a Operação Disruptio, para investigar suspeitas de fraudes em licitações e desvios de recursos públicos no município de São Mateus, no Norte do Estado.
De acordo com a corporação, a ação resultou no cumprimento de oito mandados de busca e apreensão e nove ordens de bloqueio de bens e valores, todos expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal de Vitória. Os policiais federais fizeram busca na casa de um empresário em um condomínio fechado em área nobre no município.
As investigações tiveram início após denúncias de irregularidades em contratos públicos, divulgadas pela imprensa, envolvendo licitações conduzidas pela gestão anterior da prefeitura. Segundo a PF, as apurações indicam a existência de um esquema sofisticado de fraude em processos licitatórios e desvio de recursos federais e estaduais, seguido de lavagem de dinheiro.
Ainda conforme a Polícia Federal, há indícios de direcionamento de contratos para uma construtora de pequeno porte e baixa capacidade operacional. Em um dos casos, o custo de uma obra de revitalização teria sido majorado em R$ 720 mil após a dispensa de licitação.
“Os indícios apontam para o uso de ‘laranjas’ na administração da empresa, incluindo pessoas com antecedentes criminais e sem experiência compatível com o vulto das obras”, informou a PF.
A construtora investigada teria recebido mais de R$ 7,4 milhões em pagamentos da Prefeitura de São Mateus. As movimentações financeiras da empresa chamaram atenção por apresentarem operações atípicas, como depósitos e saques em espécie de grandes valores, além de transferências suspeitas para pessoas físicas e jurídicas sem justificativa econômica aparente — entre elas, um restaurante de pequeno porte no município.
A PF destacou que as medidas adotadas visam interromper a prática dos crimes e garantir a recuperação dos valores desviados.
Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude em licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de capitais. Até o momento, a identidade dos suspeitos não foi divulgada.
O que diz a Prefeitura de São Mateus
A gestão municipal informou que “não tem ciência prévia da operação mencionada, tendo tomado conhecimento dos fatos pelos veículos de imprensa”.
Esclarece ainda que as investigações, segundo as informações divulgadas, “referem-se a gestões anteriores, sem qualquer relação com a atual administração”.
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* Informações de periódicos do Norte capixaba
* Foto/Destaque: Divulgação / PF
POLÌCIA
Polícia Federal investiga desvio de recursos públicos no ES e na BA
Operação Nêmesis 15 cumpre mandados de busca e apreensão; esquema envolvia direcionamento de licitações e lavagem de dinheiro. Daniel da Açaí foi prefeito de São Mateus entre 2017 e 2024 e seria um dos envolvidos em esquema de fraudes em licitação
São Mateus – ES
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (9/4), a Operação Nêmesis, para desarticular um esquema de corrupção e de desvio de recursos em contratos da administração municipal.
Estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão nos municípios de São Mateus/ES, de Linhares/ES, de Valença/BA e de Teixeira de Freitas/BA. A Justiça também determinou o sequestro de imóveis e o bloqueio de até R$ 1,2 milhão nas contas dos 15 investigados. Os mandados foram expedidos pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo.

A investigação aponta que o grupo utilizava irregularmente atas de registro de preços de outros órgãos para burlar licitações. Com a atuação coordenada entre agentes públicos e empresários, havia o direcionamento de contratações e o superfaturamento de serviços para o posterior pagamento de propina.
Durante as diligências de hoje, os policiais apreenderam, aproximadamente, R$ 2 milhões em cheques, R$ 86 mil em espécie e três veículos. Para dissimular a origem ilícita dos valores e as movimentações financeiras atípicas, o grupo utilizava pessoas interpostas e empresas de fachada.
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de fraude em licitação, de corrupção ativa e passiva e de lavagem de capitais.
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- Polícia Federal / Comunicação Social ES – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – PF / Comunicação
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