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Delegado-Geral da Polícia Civil do ES, José Darcy Arruda, pede exoneração do cargo

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Arruda explicou que o afastamento se dá por motivos de saúde, após ter sido diagnosticado com câncer

Ana Carolina Carnelli* / Vitória – ES

O atual Delegado-Geral da Polícia Civil do Espírito Santo, José Darcy Arruda, pediu exoneração do cargo nesta sexta-feira (3). A informação foi confirmada pelo governador do Estado, Ricardo Ferraço, em comunicado oficial publicado nas redes sociais. 

“Ele está se afastando por razões de saúde e pela iminente publicação de sua aposentadoria”, escreveu Ferraço. 

Também por meio das redes sociais, Arruda divulgou o pedido de exoneração enviado ao governador: “Após mais de sete anos à frente da instituição, período marcado por intensos desafios e importantes conquistas, entendo que se encerra um ciclo de minha vida pública. Ao longo dessa trajetória, tive a honra de liderar uma Polícia Civil comprometida com a legalidade, a modernização e a entrega de resultados concretos à sociedade capixaba”,escreveu. 

José Darcy Arruda ficou à frente da Polícia Civil capixaba por mais de sete anos e comandou ações voltadas ao enfrentamento da criminalidade no Estado. No comunicado, ainda, ele reafirmou que a decisão foi motivada por motivos de saúde, após ter sido diagnosticado com câncer. 

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“Após já ter enfrentado, ao longo da vida, cinco diagnósticos de câncer, fui novamente acometido pela doença e serei submetido a procedimento cirúrgico no próximo dia 10. Neste momento, é necessário priorizar o tratamento e a recuperação, com a serenidade e a dedicação que o quadro exige”. 

O nome de quem vai assumir o cargo deve ser anunciado nos próximos dias. 

“A partir de agora, iniciaremos a avaliação de nomes e perfis para a condução da instituição, com responsabilidade e foco na continuidade do trabalho que vem sendo desenvolvido. Seguiremos firmes, com planejamento, integração e compromisso com a proteção da população capixaba”, explicou o governador. 

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  • A Tribuna – Conteúdo
  • Foto Destaque: Divulgação / PCES
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Prefeito e ex-prefeito são presos durante operação da PF em Pedro Canário

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Operação investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro

A Polícia Federal prendeu, na manhã da terça-feira (26), o prefeito e o ex-prefeito de Pedro Canário. Os mandados expedidos contra Kleilson Rezende (PSB) e Bruno Araújo (PDT), foram cumpridos.

As prisões são o principal desdobramento da Operação Eco da Fraude II, que investiga um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos ligados à realização do evento “XXXIV Forró da Tábua Lascada”.

Também são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). A Justiça também determinou o afastamento cautelar do prefeito e de um servidor municipal, além de autorizar outras medidas investigativas e bloqueios patrimoniais.

Segundo as investigações da PF, conduzidas pela delegacia de São Mateus, há indícios de uma organização criminosa estruturada, formada por agentes públicos e empresários. O esquema funcionava a partir da manipulação de processos licitatórios e do superfaturamento de contratos públicos, gerando o pagamento de vantagens indevidas.

Lagoa Augusto Ruschi: o novo cartão-postal de Pedro Canário – ES Brasil

Lagoa Augusto Ruschi: o novo cartão-postal de Pedro Canário / Foto: ES Brasil

Para mascarar o caminho do dinheiro desviado, o grupo contava com um sistema de lavagem de capitais. A PF identificou movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados e a utilização de contas de terceiros — além de operadores financeiros — para fazer o dinheiro circular em espécie, ocultando a origem ilícita dos recursos.

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As medidas cumpridas nesta terça-feira visam a aprofundar a coleta de provas, identificar outros possíveis envolvidos, paralisar as atividades do grupo criminoso e garantir o ressarcimento aos cofres públicos.

Os investigados podem responder, em tese, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato-desvio, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Caso sejam condenados, as penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

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  • Fontes: A Gazeta e Polícia Federal
  • Foto destaque: Reprodução / AG
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