Coluna / Opinião
Bloco de Notas – Segunda Edição de Agosto
OPINIÃO

Por Paulo Roberto Borges
Sabatina duvidosa – A expressão “ilibado saber jurídico” é usada em contextos formais, especialmente no direito e em concursos para cargos da magistratura ou do Ministério Público. Mas, não custa lembrar que Ilibado é íntegro, sem máculas, de reputação limpa. Saber jurídico é conhecimento profundo e sólido do Direito.
Portanto, “ilibado saber jurídico” significa que a pessoa tem amplo e respeitável conhecimento jurídico, aliado a uma reputação moral e profissional sem manchas.
É uma exigência, por exemplo, para quem deseja ocupar cargos de ministro de tribunais superiores (STF, STJ, TST, etc.), como prevê a Constituição Federal: que o indicado possua “notável saber jurídico e reputação ilibada”.
Políticos & Políticos – Parecem algo redundante, mas podemos levantar algumas diferenças. Antes, porém, precisamos enfatizar que em toda atividade profissional ou não tem os bons, os maus e os discimulados. Com relação aos políticos, em sua maioria (em outros tempos esse ordem era inversa), a sua capivara não os habilitam nem para tomar ocuparem cargos e receberem comendas.
Para comprovar o que digo, basta diariamente procurar buscar notícia nos portais e impressos. Na editoria de polícia deve estar o nome de algum “homem público”. Se a gente passeia por vários municípios encontramos essas espécies daninhas para a vida da sociedade. As vezes, dependendo do lugar, em cada esquina nos deperamos com esse universo de “gente boa”.
Felizmente existem, mesmo em minoria, bons políticos que ainda driblam essa situação, mas o risco desses dribles nem sempre darem certo é uma possiblidade presente.
As eleições devem acontecer, se as urnas não tiverem vida própria, a oportunidade de renovar as casas legislativas e as sedes dos executivos. A cada dois anos temos essa oportunidade. A gente sempre torce para que tomemos vergonha na cara e potencializemos nosso bom caráter (quando temos). Não podemos esquecer também que o silêncio se torna cumplicidade.
Respingos no paletó – Quando um político vê seu apadrinhado se revelar um afanador do que não é seu, ou seja, se enveredar pela via da corrupção, passa a sofrer o desmonte da sua intenção de continuar na vida pública e de projetos de se candidatar nas eleições seguintes. Quando as investigações levam a descobrir que o apadrinhado era, em tese, seu laranja, fica difícil convencer o eleitorado de que não tomam café juntos…
Mentira – Essa conversa fiada de dizer que as casas legislativas são a casa do povo caiu por terra faz muito tempo. É bacana ler nos livros e em declarações de políticos, mas isso só serve para colocar uma moldura e pregar na parede. No mundo real a resenha é outra. Muitos têm dificuldade de adentrar a tal Casa do Povo. Aliás, em muitos casos, o povo já foi despejado. É até bem recebido por funcionários, mas os que mandam temporariamente correm da presença indesejada de quem os elegeu. Isso acontece a rodo. Sempre existe a possibilidade de virar o jogo, basta retirar essas camarilhas nas eleições seguintes. Assim eles vêm para o lado de fora, lugar aonde muitos de nós estamos.
Curiosidade – Na programação de aniversário pelos 225 anos de Linhares foi realizada a abertura de uma “Cápsula do Tempo”, na Linha Verde no bairro Lagoa do Meio. A Cápsula foi lacrada em 2005. Vinte e cinco anos depois foi feita a abertura do objeto e, dentro dele, supostamente foram preservados várias cartas escritas por estudantes e pela população em geral para o planejamento estratégico para os próximos 20 anos da cidade. Chegou o dia e nada foi encontrado. Frustrou a expectativa.
Um dos idealizadores da cápsula foi o ex-vereador José Roberto Guasti, que explicou: “A finalização do Plano Estratégico de Linhares 2005-2025: Agenda 21, foi a publicação de um livro relatando a realidade da época e as estratégias que deveriam ser seguidas pelo poder público para alcançar marcos mais significativos em diversas áreas”.
Eleição – O Brasil é – talvez – o único país do mundo que tem Justiça Eleitoral. Pela atuação, seria dispensável, mas aí está e tem a função de regular as eleições e de coibir campanhas antes do prazo legal. Pelo que temos visto, parece não estar enxergando as campanhas feitas antes da hora por vários pré-candidatos. Inclusive usando cargos e órgãos governamentais.
Bocudo – O ex-assessor do ministro do STF Alexandre de Moraes, Eduardo Tagliaferro, teve que sair do Brasil com medo de ser penalizado depois que resolveu denunciar o que acontecia nos porões alexandrinos. Apesar das graves denúncias, a imprensa domesticada não dá espaço para notícia tão relevante.
Obras – A gestão da capital, capitaneada pelo prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), continua promovendo obras que impactam na qualidade de vida do cidadão. As obras do novo Canal de Camburi seguem a todo vapor. A reurbanização da região contempla um conjunto amplo de intervenções, como calçadão, ciclovia, jardins, deques, rampas para embarcações, píeres de atracação e de pesca. O projeto de requalificação urbana do Canal de Camburi integra o programa “Vitória de Frente para o Mar”, iniciativa que prevê a valorização da orla da capital, conciliando lazer, turismo, preservação ambiental e atividades náuticas tradicionais.
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Pode Isso, Arnaldo?!

Não. Não pode.
Divulgar conversas privadas visando apenas desqualificar pessoas que possam ser ameaças aos seus interesses. Pior é quando esses vazamentos são seletivos, encaminhados para a mídia domesticada, com o aval de um ministro e da polícia. A Constituição Brasileira virou ficção, letras mortas para aqueles que se intitulam donos do País e fazem suas próprias leis.
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Resumão:
Aberração – O Brasil com esse seu atual governo é criativo demais. Pagar ao estudante para estudar não parece ser pedagógico. É mais uma iniciativa populista visando as eleições de 2026. Esse governo em quase quatro anos não tem entrega. Se preocupa em perseguir adversários. O projeto é vingança. /// Festa – Linhares comemorou 225 anos de fundação. É, com certeza, uma das mais prósperas cidades do Espírito Santo. /// Assinou – O prefeito de São Mateus assinou o Piso da Enfermagem. O ato aconteceu dia 27, no seu gabinete. /// Academia – A Academia Brasileira de Letras (ABL), Casa de Machado de Assis, virou um lugar comum que não preza pela excelência em defesa da nossa Língua e literatura. Até quem tem dificuldades com a gramática virou imortal na ABL. Uma lástima! /// Corrupção – Apesar de todos os elogios que se fazia para as últimas gestão do município de Pedro Canário, a herança parece que não foi lá muito boa. Descobriu-se que lá a corrupção também esteve presente. Tem secretário e empresários presos. Curioso que lá se prende, em São Mateus se solta. O ex-prefeito mateense está livre, leve e solto e é candidatíssimo a deputado estadual no pleito do próximo ano.
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Para Reflexão
“Em tempos extremados não existem crianças; existem adultos precoces”.
Autor: Gabriel Waldman, escritor sobrevivente do holocausto, que o presidente Lula disse não ter existido nas dimensões que a história revelou ao mundo.
OPINIÃO
Produtividade travada: fatores históricos que explicam o atraso do Brasil
A baixa produtividade do trabalhador brasileiro tem origem no modelo extrativista da economia que vem do colonialismo e, em muitos aspectos, permanece em vigor, mesmo tendo à frente governos liberais ou progressistas
Por Arthur Gebara Júnior*
A produtividade do trabalhador brasileiro é considerada baixa quando comparada à de países desenvolvidos e de algumas nações em desenvolvimento. O Brasil ocupa a 94ª posição no ranking global de produtividade da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ficando atrás até mesmo de vizinhos latino-americanos com graves dificuldades estruturais.
Na América Latina, por exemplo, o Brasil perde para o Uruguai, o Chile, a Argentina e Cuba – país que lida há décadas com um embargo econômico e fortes limitações sob um governo centralizado. No ranking global de produtividade por hora trabalhada, que avalia 184 países, o Brasil registra uma geração média de riqueza de US$ 21,2 por hora. No contexto regional, o Uruguai lidera com US$ 38, seguido por Chile (US$ 34,4), Argentina (US$ 33,8) e Cuba (US$ 22,6).
O indicador é calculado pela OIT ao dividir o Produto Interno Bruto (PIB) em dólares pelo total de horas trabalhadas da população ativa. Os líderes mundiais em produtividade são a Irlanda (US$ 164,7), Luxemburgo (US$ 159), Noruega (US$ 125,6) e Cingapura (US$ 100,4). Em relação aos Estados Unidos, onde o trabalhador gera US$ 81 por hora, o rendimento brasileiro representa apenas cerca de 26% da riqueza produzida por um americano.
A pesquisa da OIT (com dados do primeiro trimestre de 2026) também aborda a jornada semanal. O brasileiro trabalha, em média, 38,9 horas por semana, índice inferior ao de 97 países, incluindo nações como a China (46,1 horas), Índia (45,7 horas) e o México (42,2 horas). A possível aprovação da jornada 6×1, em andamento no Congresso Nacional, por exemplo, deve aumentar o custo para o empregador e para o consumidor, sem alterar a produtividade.
Mas, afinal, o que trava a produtividade? Por que o país permanece estagnado nesse patamar há décadas? Trata-se de uma questão complexa, na qual fatores históricos e estruturais exercem um papel decisivo.
Para ajudar a entender a baixa performance do trabalhador brasileiro, é possível recorrer ao chamado “mito da preguiça tropical”: ideias racistas e deterministas do século XIX, herdadas do período colonial, tentavam culpar o clima ou a etnia pelo atraso econômico. No entanto, a história econômica desmente esses mitos ao demonstrar a alta intensidade de esforço físico imposta aos trabalhadores sob regimes de exploração e escravidão.
Instituições determinantes
Daron Acemoglu é professor de economia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e James A. Robinson, professor de ciência política da Universidade de Chicago. Os dois receberam o Prêmio Nobel de Economia pelo conjunto de suas pesquisas acadêmicas fundamentais sobre como as instituições sociais e políticas afetam a prosperidade dos países, que servem de base para a tese apresentada na obra “Por que as Nações Fracassam”. Este livro destaca como as justificativas geográficas e culturais para decretar a riqueza ou a pobreza de um país não convencem. Os dois especialistas afirmam que o desenho de suas instituições é determinante.
Para uma análise mais precisa, eles classificaram os países em duas categorias. Os de economias inclusivas, que promovem a prosperidade ao garantir direitos de propriedade, incentivar a inovação e distribuir o poder político, com um resultado histórico que gera crescimento sustentável de longo prazo. Direitos amplos, garantia da propriedade privada com segurança jurídica e regulação clara também contribuem para a construção de um ambiente favorável aos investimentos, o que não tem ligação com fatores geográficos e culturais. A educação, a qualificação e o preparo do trabalhador afetam diretamente a sua produtividade.
Já as nações enquadradas como extrativistas concentram a riqueza nas mãos de poucas elites e barram o desenvolvimento. Embora a questão das instituições seja parte das regras do jogo, ela é também determinante para o desenvolvimento de um país. O modelo que os economistas classificam como extrativista não estimula o trabalhador, o que afeta de maneira decisiva a sua produtividade. Ele não tem incentivo para se educar ou investir na sua qualificação técnica, o que o impede de enxergar oportunidades, se preocupar em inovar ou empreender. Além disso, não existe a perspectiva e a garantia de que será recompensado e se apropriará dos resultados do seu esforço, já que o investimento produtivo é muito baixo, com falta de capital físico, o que compromete a produtividade.
O livro compara o sucesso de países como os Estados Unidos com a economia de nações da América Latina, África e Ásia, explicando como essas características institucionais e políticas são cruciais para o êxito ou o fracasso. No caso da América Latina, o modelo colonial de dominação e exploração gerou instituições extrativistas que concentram renda e travam a produtividade moderna.

E o Brasil?
O país ainda sofre com as sequelas desse modelo. O latifúndio colonial limitou o acesso à propriedade para a maioria da população, enquanto a escravidão prolongada atrasou a criação de um mercado consumidor livre e qualificado.
Marcel Solimeo, economista-chefe do Instituto de Economia Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), alerta que a educação e, especialmente, a qualificação dos trabalhadores ainda não são efetivas. “Existem cursos de qualificação profissional em várias entidades empresariais, escolas e institutos de formação técnica, mas o problema vem da educação básica, ainda muito deficiente e que continua produzindo um grande número de analfabetos funcionais”, diz.
O economista afirma ainda que “a falta de cultura geral e o pouco interesse de alguns setores do empresariado pela educação e pelo investimento na qualificação do trabalhador agravam o problema.”
Determinismo histórico
Historicamente, a estrutura econômica brasileira priorizou a extração de recursos de baixo valor agregado para exportação. Esses fatores afetam diretamente a produtividade do trabalhador, que recebe menos e tem menor acesso à infraestrutura e à tecnologia de ponta.
Países dominados por dinâmicas extrativistas entram em ciclos de estagnação, pobreza e disputas pelo controle do Estado. Nesse contexto, fica claro que atribuir a baixa produtividade à cultura do povo desvia o foco dos problemas reais e das falhas dos sistemas econômicos, ignorando as profundas diferenças entre modelos inclusivos e exploradores.
Para Ulisses Ruiz de Gamboa, economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal da ACSP e professor de História Econômica do Insper, trata-se de um problema crônico: “Ao longo de toda a sua história, o Brasil sofreu com essas instituições extrativistas que, infelizmente, se mantêm vivas, independentemente da linha ideológica dos sucessivos governos. Nem a ascensão de governos declaradamente progressistas foi capaz de promover mudanças“.
O professor acrescenta que, além do problema da baixa qualificação do trabalhador, o Estado muitas vezes protege interesses corporativos específicos em vez de garantir a livre concorrência, criando um ambiente de negócios que penaliza o empreendedorismo em massa, dificulta ganhos de eficiência e desincentiva os ganhos de produtividade do trabalhador.”
O mapa da baixa produtividade
A colonização estabeleceu bases estruturais que moldaram o destino econômico e social de continentes inteiros. A África teve fronteiras desenhadas arbitrariamente pelas potências europeias na Conferência de Berlim, o que fragmentou etnias, alimentou conflitos civis duradouros e estruturou economias baseadas na exportação de commodities primitivas.
A Ásia sofreu com a exploração comercial agressiva e a imposição de tratados desiguais, sendo que a desestruturação de impérios locais abriu caminho para instabilidades políticas prolongadas no século XX.
Na América Latina, o foco na extração de recursos e na monocultura para exportação deixou um legado de extrema desigualdade social, concentração de terras e dependência externa.
A Divergência Coreana
Em “Por que as Nações Fracassam”, os autores mostram o contraste entre as duas Coreias: a do Norte (comunista) e a do Sul (capitalista). O capítulo ilustra como as instituições e os modelos econômicos superam o determinismo geográfico.
A Coreia do Sul adotou o capitalismo de Estado, investiu massivamente em educação de base e promoveu indústrias voltadas à exportação – os chamados chaebols (conglomerados empresariais familiares) -, transformando-se em uma potência tecnológica global.
Por outro lado, a Coreia do Norte seguiu o modelo de economia planejada e fechada do sistema comunista (Juche), priorizando o setor militar e sofrendo com o isolamento internacional, a estagnação econômica e as crises de abastecimento.
A retomada de Singapura e da China
A ascensão do Sudeste Asiático e da China redefiniu o equilíbrio de poder econômico mundial por meio do pragmatismo estratégico. Singapura transformou-se de uma ilha portuária vulnerável e sem recursos naturais em um centro financeiro global, com um sucesso baseado em forte controle estatal, combate rigoroso à corrupção, abertura ao capital estrangeiro e foco absoluto em logística e educação.
A China recuperou-se de um século de submissão colonial, conflitos e graves convulsões internas. Sob o governo comunista a partir de 1949, passou por grandes dificuldades econômicas decorrentes das tentativas de Mao Tsetung – como o plano “O Grande Salto Adiante”. Foi com as reformas de abertura econômica iniciadas em 1978 que conseguiu combinar o controle político do Partido Comunista com zonas econômicas especiais de livre mercado, tornando-se uma potência militar e industrial e a segunda maior economia do mundo.
Defasagem
No Brasil, a imensa defasagem no ensino básico e técnico, que reduz a capacidade de inovação e a eficiência nas funções, representa um grande desafio. A infraestrutura insuficiente e pouco eficiente, associada ao chamado “Custo Brasil”, constitui outro fator determinante: logísticas precárias e transportes deficientes geram perdas diárias de tempo e recursos. A baixa incorporação de equipamentos modernos nas empresas também deprime o rendimento por hora trabalhada, ao passo que falhas na gestão de processos produtivos e a baixa valorização do capital humano prejudicam o desempenho geral.
Reformas
As reformas estruturais voltadas à produtividade no Brasil estão no radar dos especialistas. É cada vez mais urgente iniciar mudanças profundas capazes de retirar o país da armadilha da baixa produtividade e conduzi-lo a um modelo econômico inclusivo, o que exige a remoção de privilégios corporativistas e a valorização do potencial da força de trabalho. A produtividade do trabalhador brasileiro segue estagnada desde 1950, acumulando avanço de apenas 0,4% em 2025 e desaceleração contínua em 2026. Esse cenário reflete o peso do ecossistema estrutural e da burocracia, distanciando o país da média global de produtividade no trabalho.
Radiografia da Estagnação Produtiva
A eficiência do trabalho no Brasil patina em meio a desajustes setoriais e à reversão de ganhos pontuais do passado. Dados do Observatório da Produtividade Regis Bonelli, gerido pelo FGV-IBRE, mostram que o salto temporário de produtividade registrado em 2020, devido à pandemia, foi totalmente revertido, retornando à trajetória de queda iniciada em 2017.
Após alta de 2,3% em 2023, impulsionada pela agropecuária, o indicador avançou apenas 0,1% em 2024 e fechou 2025 com alta modesta de 0,4%. O setor de serviços, que concentra a maior parte da mão de obra, mantém ganhos de produtividade próximos a zero, na casa de 0,2% ao ano.
Para a Virada Estrutural
A reversão desse quadro depende de reformas profundas, divididas em quatro frentes prioritárias:
– Consolidação e Simplificação Tributária: Fim do Custo Brasil, redução da burocracia fiscal e estímulo direto ao investimento produtivo em inovação, superando o planejamento tributário defensivo.
– Reforma Educacional e Técnica: Alinhamento curricular voltado para ciências, engenharia e ensino técnico, além de requalificação contínua de adultos frente à automação.
– Modernização Administrativa: Corte de privilégios e supersalários no funcionalismo, atrelando a máquina pública à meritocracia e à entrega de serviços eficientes.
– Abertura Comercial e Infraestrutura: Redução de barreiras tarifárias para elevar a competitividade externa e ampliação de concessões em portos, ferrovias e saneamento por meio de segurança jurídica.
Em um momento em que as atenções se voltam para as eleições de outubro, existe a expectativa de que surja um projeto inovador para a próxima gestão. Nesse sentido, refletir sobre a baixa produtividade do trabalhador brasileiro é fundamental para confrontar os resquícios de um passado extrativista que continua a limitar o desenvolvimento nacional.
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- Artigo publicado no Diário do Comércio – Conteúdo
- Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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