VITÓRIA
Pesquisar
Close this search box.

Coluna / Opinião

Bloco de Notas – Primeira edição de novembro

Publicados

OPINIÃO

Por Paulo Roberto Borges

Ação de Governo – O governador Renato Casagrande (PSB) faz tempo, tem sido um grande parceiro da população mateense e do município. Durante o “governo” do ex-prefeito Daniel Santana (PDT), é fato que o que foi feito de relevância e importância foi executado pelo governador. Até o chamei de prefeito de São Mateus. Na atual gestão, capitaneada pelo prefeito Marcus Batista (Podemos), o seu governo e o município têm Renato Casagrande como parceiro em ações do seu governo e do município. Essa é uma parceria verdadeira, que ajuda a administração e, consequentemente, à população e o município. Na gestão anterior que nada fazia, exceto festas, pegava carona nas obras do governo estadual no município. Nesta não. A prefeitura está também trabalhando.

Pesquisa – O senador e ex-juiz da Lava a Jato, Sergio Moro, lidera todos os cenários das eleições ao governo do Paraná. Pontua na liderança com 33,8% atá mais, dependendo como é exposto o cenário e a dinâmica das pesquisas. Por outro lado, o pré-candidato que tem a simpatia do governador Ratinho Júnior, o Guto Silva, descobriu que não tem voto. Vale o registro que o Ênio Verri, do PT, só conseguiu até o momento obter o apoio de 4,8% dos eleitores paranaense. As eleições estão distantes, mas acredita-se que não será diferente que é retratado pelas pesquisas.

Senador Carlos Viana é eleito Presidente da CPMI do INSS ...

Senador Carlos Viana

Fato – Para a oposição não foi o governo Lula que interrompeu os descontos fraudulentos dos aposentados e pensionistas do INSS. Foi a Polícia Federal que deu início a Operação Desconto e por ordem judicial obrigou o governo a acabar com os descontos associativos. A turma do PT, do Lula e da esquerda continua contestando a oposição. Na CPMI parlamentares aliados do governo são acusados de blindar não aprovando os requerimentos convocando depoentes que tem algum viés de esquerda. Os maiores destaques da Comissão são o presidente e relator, senador Carlos Viana (Podemos-MG) e o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), respectivamente.

Leonardo Monjardim é empossado vereador de Vitória - CÂMARA ...

Léo Monjardim, pré-candidato ao Senado

Lançamento –  O partido Novo promoveu um grande evento dia 8, o 2° Encontro Estadual no Espírito Santo, para lançar o nome do vereador Léo Monjardim como pré-candidato ao Senado. Na oportunidade, o governador de Minas, Zema, como convidado, também lançou no Espírito Santo a sua pré-candidatura à Presidência da República.O 2° Encontro Estadual do Novo no Espírito Santo, aconteceu no Espaço Patrick Ribeiro e reuniu várias lideranças, membros do partido, apoiadores e simpatizantes. O auditório esteve lotado e com a turma animada. Foi um exemplo de organização. Além do governador de Minas Gerais, estiveram presentes Eduardo Ribeiro, presidente nacional do Partido Novo; Iuri Aguiar, presidente do Novo estadual; Anderson Goggi, presidente da Câmara Municipal de Vitória, o vereador,Armandinho Fontoura dentro outras lideranças.Municipal de Vitória, o vereador,Armandinho Fontoura dentro outras lideranças.

Leia Também:  Sugestão aos novos prefeitos de Conceição da Barra e São Mateus

COP30 no Brasil | As Nações Unidas no Brasil

Fracasso e vexame – Querem salvar o planeta e não conseguem salvar a COP30. Foi um tiro no pé e mais um desperdício de recursos. Lula e seu governo não conseguiu destaque positivo e sim atraiu uma chuva de críticas. Ele próprio contribuiu para isso, quando foi com a sua Janja se hospedar em um iate locado a peso de ouro e poluindo diariamente o rio. Foram usados óleo diesel para movimentar o iate; 200 litros diários de diesel.Os recursos financeiros que esperava obter com doações de países para os projetos ecológicos da Amazônia foram nulos.  A Noruega prometeu disponibilizar recursos, mas uma empresa daquele país é uma das maiores poluidoras.

A ausência de líderes das principais potências foi outro diagnóstico do fiasco. E as manifestações e protestos dos povos indígenas?

Dá para enumerar os absurdos que até da ONU veio reclamação oficial ao governo brasileiro. A comida acabou e os participantes se alimentaram de sorvete e doce; faltou água, goteiras por toda parte; banheiros entupidos, segurança precária; alagamentos; filas intermináveis em restaurantes; ar-condicionado com defeito provocando um calor infernal nos pavilhões.

Uma das ações mais ridículas foi o desfile de pessoas vestidas de bichos supostamente existentes na região. Tinha urso polar, girafa, tigre de bengala, o supra sumo da idiotice. Foi risível aquelas pessoas com aquelas indumentárias se prestando para aquele desfile de horrores.

Para fechar a contabilidade do desperdício, foi construído meses antes um palco em forma de Vitória Régia, no meio do rio, para shows de artistas que consumiu uma fortuna para depois ficar abandonado sem qualquer utilidade. Virou lixo, o palco e os recursos públicos.

EMOÇÃO E CONGRATULAÇÃO: CERIMÔNIA DE RECONHECIMENTO À GUARDA MUNICIPAL DE SÃO MATEUS Na manhã de quarta-feira, 30, a Prefeitura de São Mateus, em parceria com a Câmara Municipal, realizou uma cerimônia especial

Marcus Batista e Wanderlei Segantini

Parcerias – Muito se fala que a união faz a força. Quando há divisão sem qualquer propósito pelo simples fato de criar uma situação de narrativas sem fundamento qualquer, é uma forma de apostar no quanto pior melhor.

Em São Mateus, como poucas vezes se viu, o Executivo e Legislativo estão empenhados no mesmo propósito de resgatar o município do inferno em que foi entregue a nova gestão. O prefeito Marcus Batista (Podemos), tem recebido todo o apoio aos seus projetos visando a recuperação da cidade e do município de São Mateus. O presidente da Câmara, Wanderlei Segantini (MDB), vem sendo um aliado, fator importante nesse trabalho de preparar o caminho para a recuperação da municipalidade, da autoestima da população com o objetivo de construir o futuro. Ele e seus colegas vereadores tem dado o aval necessário para as políticas voltadas para organizar São Mateus implementando ações de suma importância.

Leia Também:  Pesquisa mostra que para 55% da população Lula não merece ser reeleito em 2026

__________________
Pode Isso, Arnaldo?!

Não. Não Pode.

As autoridades fecharem os olhos para a proliferação de bicicletas elétricas sem uma regulamentação que possa ordenar o seu uso, sem que as calçadas sejam usadas como via de trânsito. Vários acidentes estão acontecendo e em Vitória já houve morte de uma idosa atingida por uma dessas bicicletas. Até crianças estão “pilotando” esses “bólidos” de duas rodas.

A impunidade não deve e não pode continuar. Por isso, na Câmara de Vitória já estão levantando essa bola, exigindo ação da municipalidade para coibir esses abusos que estão lesionando e até matando pessoas.

Resumão

Ação Relevante – O prefeito de Linhares, Lucas Scaramussa (Podemos) e a secretária municipal de Assistência Social, Geovana Marinot, oficializaram o repasse de R$ 875.520,00, de recursos próprios do Município, para sete entidades. /// Ação eleitoreira – O presidente Lula demonstra em suas iniciativas que não tem interesse em resolver as questões que precisam de ações imediatas e firmes. O combate ao crime organizado é uma dessas e as relações com os Estados Unidos também. Ele está empenhado nas eleições do próximo ano e para isso lança programas eleitoreiros. Com isso faz a tal compra oficial de votos. /// “Flop30” – A COP30 foi um fracasso. Reclamação geral, até da ONU. Uma fortuna dos impostos do cidadão brasileiro jogada no lixo. /// Fechou – A cidade de São Mateus tinha duas agências da Caixa. Agora só tem uma e está em reforma. O ordem foi do governo. Dizem que é para reduzir custos. Janja continua potencializando os custos… /// Mergulhão – A Prefeitura de Vitória anunciou a segunda fase das obras do “Mergulhão de Jardim Camburi”. Haverá mudanças no trânsito e a previsão do término das obras, incluindo a terceira fase, em março de 2027.

Para Reflexão

“A dor dos outros só dói quando é na gente”.

Autor desconhecido.

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

OPINIÃO

O analfabetismo funcional não é problema só dos pobres

Publicados

em

A elite que lê e não entende, mas tem diploma

Por Fabrício Zavarise*

No imaginário brasileiro médio, o analfabetismo funcional tem endereço fixo: a periferia. E não somente. Também frequentou escola pública precária, tem renda baixa e, geralmente, não é branco. Ou seja, “é um problema daqueles que o sistema abandonou, e não meu”.

Esta narrativa é tão confortável quanto falsa. O analfabetismo funcional mora também nos escritórios de torres envidraçadas, nas salas de reunião com café gourmet em cápsula de gente que fala o dialeto farialimer nasalisado, nos currículos com MBA e em perfis do LinkedIn com mais de 5000 conexões. Só não atende por esse nome.

O que o INAF realmente diz

Durante o último governo da Ditadura Militar, quando se queria ofender alguém pelo seu baixo nível de inteligência, chamavam-no de MOBRAL. O Movimento Brasileiro pela Alfabetização visava a ensinar a população adulta a ler e escrever. Hoje, o Indicador de Alfabetismo Funcional (INAF) mede, desde 2001, não somente a capacidade de assinar o próprio nome, pois essa já não é mais a fronteira relevante, e sim a capacidade de compreender, interpretar e usar a informação escrita em situações do quotidiano.

Os dados do INAF 2024 são perturbadores não pelo que mostram sobre a base da pirâmide, mas pelo que revelam sobre os seus estratos intermediários. Apenas 12% da população brasileira atinge o nível pleno de alfabetismo. Isto é, ler textos longos, estabelecer relações entre informações implícitas, avaliar a credibilidade de uma fonte, construir argumentos a partir de dados e fatos. Os restantes 88% operam em níveis que variam entre o analfabetismo absoluto e o básico.

Esses mesmos 88% não respeitam o nível de escolaridade. Há analfabetos funcionais com diploma universitário. Pessoas que concluíram cursos de pós-graduação e não conseguem ler e compreender um contrato, interpretar gráficos ou detectar um argumento falso quando vem aparentemente bem construído. Os diplomas foram distribuídos a esmo, só não ensinaram compreensão de texto nem português.

A métrica que o Brasil varre para debaixo do tapete

A IEA (International Association for the Evaluation of Educational Achievement) é uma organização independente que coordena avaliações comparativas internacionais sobre aprendizagem. Ela aplica, a cada 5 anos, o PIRLS (Progress in International Reading Literacy Study) a alunos do 4.º ano do ensino fundamental em mais de 50 países, com foco exclusivo em compreensão leitora.

Leia Também:  Bloco de Notas / 1ª edição de agosto

Na edição de 2021, apenas 13% dos alunos brasileiros atingiram nível alto ou avançado de compreensão leitora. Cerca de 24% dominam somente habilidades básicas. A pontuação média do Brasil foi de 419 pontos, equiparável à do Kosovo e à do Irã.

O dado mais revelador, porém, está na discrepância entre o que esse estudo internacional vê e o que o nosso SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica) registra. Especialistas apontam que a avaliação nacional não inclui textos tão longos nem exigências comparáveis às da avaliação internacional.

Assim, o Brasil vai mal segundo a régua de fora. Segundo a sua própria, está tudo bem. O sistema de avaliação nacional está calibrado para não enxergar o próprio déficit.

Analfabetos com diploma universitário

As consequências da educação básica deficitária revelam-se nas várias camadas de analfabetismo funcional. Alguns exemplos: o executivo que não consegue interpretar um relatório completo, o gestor que decide com base num PowerPoint de 10 slides porque não sustenta a atenção além disso, o jornalista que reproduz o comunicado de imprensa sem verificar fatos e omissões de informação, o professor que publica artigos, mas não consegue escrever um texto de opinião coerentemente.

Teoricamente, nenhum destes é analfabeto no sentido convencional. Todos têm escolaridade, leem tecnicamente, uns até falam inglês e têm MBA. O que não fazem é compreender com a profundidade que o seu cargo ou a sua responsabilidade exigiria.

Não é falta de vocabulário, mas de processamento. A leitura superficial, que extrai a informação imediata sem construir relação entre ela e o contexto, sem avaliar a qualidade da fonte, sem detectar o que está implícito ou ausente, não é leitura funcional. É apenas um reconhecimento de palavras com ilusão de compreensão.

E esta ilusão é particularmente perigosa em quem tem o poder de decisão nas mãos. Quem decide mal com base numa leitura deficiente não sofre, em geral, as consequências imediatas. Já os que executam as suas decisões erráticas pagam um alto preço.

Leia Também:  Bloco de Notas - 1ª edição de dezembro

O que a escola fez com isso

O ensino da leitura no Brasil foi historicamente reduzido à decodificação. Aprender a ler significava aprender a transformar símbolos gráficos em sons. Compreender o que esses sons significam em contexto, em relação com outros textos e com o mundo foi considerado uma consequência natural. Porém, não o é.

A compreensão leitora é uma competência que se ensina, que se pratica repetidas vezes e que se desenvolve com textos progressivamente mais exigentes, com perguntas mais complexas. E, principalmente, com um professor que sabe distinguir bem o aluno que compreendeu daquele que apenas reproduziu. Esta distinção exige tempo, critério e uma concepção de ensino que vai muito além de cumprir o currículo.

Hoje temos uma população que completou anos de escolaridade sem nunca ter sido confrontada com um texto que exigisse dela mais do que a localização de informações explícitas. O resultado é o que o INAF documenta e que aparece até mesmo nos níveis superiores da pirâmide social. Temos, sim, uma elite de analfabetos funcionais.

O analfabetismo funcional pode até mudar de endereço, de roupa, de cifras no IR, de escola ou faculdade. O que não muda é a incapacidade da esmagadora maioria dos brasileiros, de todas as castas, ler com profundidade, de argumentar com coerência e coesão e de pensar com o texto.

A única diferença é que o analfabeto funcional da periferia tem ciência de que não sabe. Já o que tem um diploma na mão vive a ilusão de que sabe, e ainda desdenha dos outros.

E é este o mais difícil de se ajudar.

____________________________________________________________________

  • O autor é mestre em Educação Linguística (University of Chichester), especialista em Educaçao Bilíngue e licenciado em Letras. MBA em Gestão Estratégica & IA (UFJF), certificado em Liderança do International Baccalaureate® e Cambridge CELTA. Trilíngue, escritor e consultor, discorre sobre linguagem, educação, IA aplicada, / Coluna do portal Folha Vitória
  • Foto destaque: Imagem gerada por IA
COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

GERAL

POLÍTICA & GOVERNO

CIDADES

TURISMO

MAIS LIDAS DA SEMANA