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Justiça do RJ suspende Torcida Jovem do Flamengo por 2 anos

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Justiça

Decisão ocorre após tumultos no Maracanã, agressões em Copacabana e descumprimento de Termo de Ajustamento de Conduta firmado com o Ministério Público.

Por Victor Serra* – Rio de Janeiro / RJ

A Justiça do Rio determinou nesta terça-feira (16/09) a suspensão da entrada da Torcida Jovem do Flamengo em qualquer evento esportivo pelos próximos dois anos. A decisão foi tomada pelo Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos, após a não homologação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público.

Segundo a juíza Renata Guarino, pesaram contra a organizada episódios recentes de tumultos, pichações, vandalismo, danos à estação da Supervia, invasões à linha férrea, torcedores sem ingresso tentando acessar o Maracanã e relatos de ambulantes roubados no setor Norte do estádio.

A medida acontece menos de dois meses após a volta da organizada aos jogos, em 31 de julho, depois de cinco anos de afastamento. Desde então, houve registros de confusões na concentração e agressões em um bar em Copacabana. Além disso, integrantes da Torcida Jovem são investigados pela morte de um torcedor vascaíno em meio a uma briga.

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Em nota, o advogado da agremiação, Clhysthom Thayllon, disse que a decisão comprova a perseguição que a torcida sofre historicamente. Ele afirmou que a organizada cumpriu todas as exigências do TAC e colaborou com o Batalhão Especial de Policiamento em Estádios (Bepe) para identificar responsáveis por atos de violência.

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*Diário do Rio – Conteúdo

*Foto/Destaque: Reprodução / DR

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Mendonça autoriza PF a abrir inquérito para apurar tráfico de influência de Lulinha no governo

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Ministro do STF havia feito cobranças à PF nas últimas semanas sobre o andamento das investigações de Lulinha

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a abertura de um inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência no governo federal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Relator do caso, Mendonça atendeu a um pedido da Polícia Federal. Procurada, a defesa de Lulinha disse que recebeu “com tranquilidade” a informação e afirmou que o filho do presidente não obteve nenhum pagamento por negócios de empresários com o governo Lula (leia mais no fim do texto).

A informação sobre o pedido de inquérito foi divulgada inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão. A solicitação foi enviada à presidência do STF com a sugestão de distribuição livre na Corte, o que tiraria o caso das mãos do ministro André Mendonça. A presidência, porém, remeteu o caso ao ministro, por entender que havia conexão com as investigações sobre desvios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Mendonça havia feito cobranças à PF nas últimas semanas sobre o andamento das investigações de Lulinha, o que vinha gerando descontentamento na corporação. No pedido de investigação, a PF cita suspeitas de tráfico de influência de Lulinha no Palácio do Planalto e no Ministério da Saúde. O objetivo da apuração é saber se o filho do presidente vendia acesso ao governo federal, em troca de pagamentos.

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O nome do filho do presidente surgiu nas investigações sobre desvios de aposentadorias por causa de sua relação com um dos empresários investigados como líder do esquema, Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Lulinha chegou a admitir em documento protocolado no STF que viajou a Portugal com as despesas pagas pelo “Careca do INSS” para prospectar um negócio de cannabis medicinal. Esse negócio seria intermediado pela empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e responsável por apresentá-lo ao “Careca do INSS”. Ela recebeu pagamentos de R$ 1,5 milhão do empresário e afirmou que prestou serviços de consultoria para regulação do mercado de cannabis medicinal no Brasil.

Como revelou o Estadão, a PF suspeita que Lulinha seria sócio oculto do “Careca do INSS” e, por causa disso, informou no final do ano a André Mendonça que iria aprofundar as suspeitas sobre o filho do presidente. Agora, os investigadores entenderam que os fatos encontrados sobre Lulinha não têm relação direta com os desvios do INSS e, por isso, decidiram pedir um inquérito autônomo para investigar o assunto.

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O advogado Marco Aurélio Carvalho, que representa Lulinha, considerou “estranha” a instauração do novo inquérito e citou “pesca probatória”. “Importante dizer que o presidente Lula devolveu as instituições de Estado à sociedade brasileira, notadamente a Polícia Federal, que tinha sido capturada pelo governo anterior por interesses políticos e eleitorais. A PF recuperou a independência e autonomia que são determinantes para a manutenção da credibilidade da instituição, mas ela precisa usar com responsabilidade. É estranha a notícia sobre a instauração de novo inquérito, a impressão que passa é que a Polícia Federal está promovendo uma espécie de pesca probatória. ‘Não achei nada aqui e vou procurar ali. Isso é muito grave. Não acharam nada do Fábio no bojo das investigações do INSS, como não vão achar em relação a esses fatos”, afirmou.

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  • Matéria reproduzida do Estadão
  • Foto destaque: Crédito – Gustavo Moreno / STF
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