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Estados Unidos e Israel atacam Irã; Trump anuncia operação de combate em larga escala

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INTERNACIONAL

Por Luís Kawaguti*

Os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque coordenado contra o Irã na madrugada deste sábado (28). O presidente Donald Trump afirmou que entre os objetivos da ação estão devastar a capacidade militar iraniana, eliminar o programa nuclear e mudar o governo em Teerã.

Explosões múltiplas foram registradas na capital, inclusive na região do palácio presidencial e Conselho de Segurança Nacional. O escritório do aiatolá Ali Khamenei, estaria entre os alvos. O líder supremo do Irã havia apontando uma linha de sucessão caso fosse morto em ataques. Ele determinou que todos os comandantes e lideranças políticas fizessem o mesmo. Também há registros de ataques nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj, Tabriz e Kermanshah.

Veja as principais reações internacionais ao ataque dos Estados Unidos  contra o Irã

O Irã lançou ataques retaliatórios contra Israel, onde defesas antiaéreas estão ativas. A agência de notícias estatal do Bahrain disse que uma base militar norte-americana no país foi alvo de um ataque de mísseis.

Trump anunciou o ataque em um vídeo publicado em redes sociais. “Os Estados Unidos estão realizando uma operação em grande escala e continuada para impedir que a ditadura má e radical ameace os Estados Unidos e o núcleo de nosso interesse de segurança nacional. Vamos destruir seus mísseis e enterrar sua indústria de mísseis. Será totalmente destruída. Vamos aniquilar sua Marinha”, declarou.

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“Nos certificaremos de que o Irã não obtenha uma arma nuclear. É uma mensagem muito clara”, disse o presidente americano. Ele afirmou que se trata de uma “missão nobre” e pediu à Guarda Revolucionária Iraniana que deponha as armas.

Trump disse que seu objetivo “é defender os americanos eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano”, que ele definiu como um “grupo selvagem e de gente terrível, cujas atividades ameaçadoras colocam em perigo os Estados Unidos”, assim como suas tropas, suas bases no exterior e seus aliados em todo o mundo.

“Tentaram reconstruir seu programa nuclear e continuar desenvolvendo seus mísseis de longo alcance que agora podem ameaçar nossos bons amigos e aliados da Europa, nossas tropas no exterior, e muito em breve os Estados Unidos”, acrescentou.

O Departamento de Guerra dos Estados Unidos batizou a ofensiva militar contra o Irã iniciada neste sábado como “Operação Fúria Épica”, segundo informou em sua conta na rede social X (ex-Twitter).

Irã anuncia ataque de mísseis e drones a Israel

Os ataques foram confirmados pela TV do Irã. “Colunas de fumaça subiram em alguns pontos de Teerã depois que várias explosões foram ouvidas”, informou a rede de televisão estatal iraniana antes de o seu sinal ser cortado.

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A agência de notícias Mehr, por sua vez, disse que os telefones celulares pararam de funcionar em algumas áreas da capital, e alguns cidadãos confirmaram à Agência EFE que não conseguem fazer ligações com seus aparelhos e que o serviço de internet foi cortado.

Segundo a agência de monitoramento de internet NetBlocks, o país sofre um bloqueio quase total do sinal de internet.

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou o início da primeira onda de mísseis e drones contra Israel, depois que forças israelenses e dos Estados Unidos lançaram operações aéreas neste sábado contra diversos pontos da república islâmica.

“Em resposta à agressão do inimigo hostil e criminoso contra a República Islâmica do Irã, começou a primeira onda de amplos ataques com mísseis e drones da República Islâmica do Irã em direção aos territórios ocupados”, informou a instituição em um comunicado, sem citar Israel pelo nome.

Pouco antes, sirenes antiaéreas foram ativadas em Jerusalém e em outras partes do centro de Israel.

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  • Gazeta do Povo / Com informações da agência EFE
  • Foto Destaque: Crédito – Mehrnews

 

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Hamas aceita acordo para seu desarmamento e retirada de Israel de Gaza

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O desarmamento do grupo islamista, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, era um dos principais obstáculos para encerrar a guerra com Israel

Por Agência AFP

O movimento islamista Hamas afirmou nesta sexta-feira (31) que aceitou um acordo para acabar com a guerra em Gaza, que inclui dispositivos relacionados ao seu desarmamento e à retirada gradual do Exército de Israel do território palestino.

Israel ainda não reagiu oficialmente ao acordo, anunciado na noite de quinta-feira (30) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o definiu em sua rede Truth Social como “um acordo HISTÓRICO” e “um passo monumental rumo a uma PAZ e SEGURANÇA duradouras”.

O desarmamento do grupo islamista, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, era um dos principais obstáculos para encerrar a guerra com Israel após o cessar-fogo assinado em outubro.

Uma fonte política israelense disse à AFP que o acordo proposto não soluciona “de forma satisfatória” as demandas do país por uma desmilitarização completa de Gaza.

Também indicou que a questão não foi abordada durante a reunião desta semana na Casa Branca entre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente americano.

Segundo Trump, o desarmamento é uma fase crucial para avançar em direção à instalação de um novo governo palestino no território.

Fontes do Hamas confirmam acordo 

Duas fontes do alto escalão do Hamas, que falaram sob a condição de anonimato, confirmaram à AFP um acordo com o Estado hebreu para o desarmamento do grupo e a retirada do Exército israelense de Gaza.

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As fontes afirmaram que esperam que os mediadores e o Conselho da Paz garantam que os israelenses cumpram o que foi estabelecido e supervisionem o processo de desarmamento do grupo.

O Hamas está fazendo “concessões pelo bem do nosso povo na Faixa de Gaza, para salvá-lo da morte e do deslocamento”, declarou Ghazi Hamad, um dos negociadores do movimento.

“Israel não vai interferir na questão do desarmamento”, disse Hamad. Segundo ele, a tarefa será responsabilidade do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG).

Segundo uma fonte diplomática que acompanha as negociações, as armas serão entregues a este órgão de tecnocratas palestinos, que deverá administrar, durante o período de transição, a vida cotidiana em Gaza.

Negociações aconteciam há semanas no Egito para implementar a segunda fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que tem como objetivo pôr fim de forma definitiva à guerra.

O conflito começou com o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que deixou um balanço de 1.221 mortos, segundo números oficiais israelenses, e 251 pessoas sequestradas. 

A retaliação israelense contra Gaza deixou mais de 73.000 mortos, segundo os  dados do Ministério da Saúde do governo liderado pelo Hamas.

Apesar da trégua, a violência continua na Faixa. Na quinta-feira, bombardeios israelenses mataram ao menos quatro pessoas, incluindo duas crianças, segundo autoridades de saúde da região.

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 “Implementação” 

O Conselho da Paz confirmou em uma publicação no X que o Hamas havia “aceitado um mapa do caminho detalhado para implementar as próximas fases do cessar-fogo em Gaza”.

“Agora, nossa atenção está voltada para a implementação”, escreveu a organização, acrescentando que o NCAG “começará em breve uma transição gradual rumo à plena autoridade”.

Trump, em uma publicação anterior, afirmou que, uma vez que o Hamas estiver desarmado, “as forças israelenses vão se retirar e a Força Internacional de Estabilização trabalhará com uma nova força policial palestina para assumir a responsabilidade sobre Gaza”.

A Força Internacional de Estabilização é uma estrutura em processo de criação que reunirá tropas de vários países sob a direção do Conselho da Paz.

Uma fonte diplomática afirmou à AFP que o desarmamento será supervisionado de forma coordenada entre esta força e o governo interino do NCAG. Este órgão, no entanto, trabalha atualmente no Egito porque Israel não permite que seus membros tenham acesso a Gaza, segundo a imprensa egípcia e palestina.

Israel controla mais de 60% desse território e exigia o desarmamento completo do Hamas e dos demais grupos palestinos antes de qualquer avanço no plano.

O Hamas anunciou no início de julho a dissolução do comitê que administrava os assuntos civis da Faixa de Gaza desde 2007 e declarou querer transferir estas responsabilidades ao NCAG.

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  • Foto destaque: Crédito – Eyad Baba / AFP
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