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Bombeiros do Chile retiram corpos de escombros e número de mortos em incêndio aumenta

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Helicópteros jogavam toneladas de água em incêndios florestais que consomem a região central do Chile nesta segunda-feira, e equipes de emergência disseram à Reuters que ainda estão encontrando cadáveres nos destroços, três dias após o início dos incêndios. 

A contagem oficial de mortos do maior desastre natural do Chile em anos estava em 112 pessoas na noite de domingo e deve aumentar. Moradores, bombeiros e militares trabalham para retirar os escombros rapidamente. 

Os incêndios florestais ganharam força na sexta-feira e espalharam-se para áreas residenciais em cidades costeiras como Valparaiso e Viña Del Mar, enviando faíscas e bolas de fogo que consumiram casas em questão de minutos. 

O Chile começou um período oficial de dois dias de luto nesta segunda-feira. Centenas de pessoas ainda estão desaparecidas e cerca de 14.000 casas foram danificadas, disseram as autoridades. 

Na noite de domingo, o vice-ministro do Interior, Manuel Monsalve, afirmou que ainda havia 165 incêndios ativos. No sábado, eram 154. Um toque de recolher foi imposto nas regiões mais afetadas e o Exército foi enviado para ajudar os bombeiros para interromper a propagação. 

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A força policial investigativa do Chile (PDI) disse que estava investigando regiões onde os incêndios podem ter sido iniciados intencionalmente. 

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* Informações da Reuters – Alexandres Villegas e Jorge Vega

* Foto: Rodrigo Garrido – Reuters

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“Terra, vocês são uma tripulação”, diz astronauta da Artemis II

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Os quatro tripulantes da missão Artemis II falam pela primeira vez sobre a jornada, depois de nove dias no espaço. Primeira mulher a participar de uma viagem ao satélite natural, Cristina Koch interrompeu o discurso para segurar o choro

Por Rodrigo Craveiro*

Às 15h48 deste sábado (11/4) pelo horário local (17h48 em Brasília) e menos de 24 horas após o retorno à Terra, os quatro tripulantes da missão Artemis II foram recebidos com aplausos, e de pé, pela plateia — formada por familiares, políticos e executivos da indústria aeroespacial — reunida no Centro Espacial Jonhnson da Nasa (agência espacial dos EUA), em Houston (Texas). Vestidos com macacão azul e usando boné, o comandante Reid Wiseman; a especialista de missão Christina Koch; o astronauta canadense e especialista de missão Jeremy Hansen; e o piloto Victor Glover estavam emocionados. Ainda tentavam processar a façanha nos últimos 9 dias, 1 hora e 32 minutos, quando fizeram um sobrevoo na Lua. Foi a primeira viagem ao satélite natural da Terra desde 1972. Os quatro astronautas quebraram o recorde de maior distância percorrida no espaço: 406.773km.

“Victor, Christina e Jeremy, nós estamos ligados para todo o sempre. Ninguém aqui embaixo vai saber o que passamos. Foi a coisa mais especial de toda a minha vida”, declarou Wiseman. “Antes do lançamento, parece que é o maior sonho do mundo. E quando você está lá fora, tudo o que você quer é voltar para sua família e seus amigos. Ser humano é algo especial, e estar no planeta Terra é algo especial”, acrescentou o astronauta. Na sexta-feira, a cápsula Órion pousou no Oceano Pacífico, perto da costa de San Diego (Califórnia), depois de enfrentar temperaturas de quase 3.800 graus Celsius, a uma velocidade de 39.693km/h, durante a entrada na atmosfera.

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Victor Glover disse não ter processado o que ele e os três colegas tinham acabado de fazer. “Quando isso começou, em 3 de abril, eu quis agradecer a Deus em público, e quero agradecer a Deus novamente. A gratidão de ver o que vimos, fazer o que fizemos e estar com quem eu estava, é grande demais para caber em um só corpo”, reconheceu. Christina Koch precisou interromper sua fala por cerca de 10 segundos para segurar o choro. Foi abraçada pelos outros três tripulantes da sonda Orion. “Quando vimos a Terra, minúscula, (…) o que me arrebatou foi toda a escuridão em torno dela. A Terra é um bote salva-vidas pendurado inabalavelmente no Universo”, descreveu, ao parar o discurso momentaneamente. “Tudo nessa jornada tem a me ensinar. Mas, há uma coisa que eu sei. Planeta Terra, vocês são uma tripulação”, concluiu Cristina, de forma pausada, como se quisesse destacar cada palavra. 

Jeremy Hansen parecia emocionado com o discurso da colega. “Quando você vê um grupo que se ama e dá uma contribuição significativa, e extrai alegria disso, isso é algo especial a testemunhar”, declarou. “Nós ouvimos muito falarem sobre a ciência e sobre as coisas que aprendemos. Mas, a experiência humana é extraordinária para nós”, lembrou, ao ressaltar a “coragem” e a “bravura” da tripulação.

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Ex-astronauta da Nasa, Clayton C. Anderson esteve em duas expedições à Estação Espacial Internacional — em 2007, permaneceu 152 dias a bordo. “A missão Artemis II foi um imenso sucesso para toda a humanidade! Os testes bem-sucedidos de todos os sistemas da espaçonave nos prepararam para a Artemis 3 e a Artemis 4 nos próximos anos. Provamos que temos conhecimento e tecnologia para retornar em segurança à Lua. Aghora, estamos nos preparando para construir uma base lunar”, afirmou ao Correio, por e-mail.

Segundo Anderson, a Lua é um “trampolim”. “É um lugar próximo da Terra (três dias de viagem), onde podemos testar as tecnologias e construir a infraestrutura necessária para extrair água e gelo das crateras lunares. Todo esse conhecimento adquirido nos ajudará a planejar o envio seguro de humanos a Marte para atingir objetivos semelhantes”, explicou.

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  • Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto Destaque: crédito – Ronaldo Schemidt / AFP
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