Covardia
Após erro, família da refém israelense Shiri Bibas confirma entrega do corpo
INTERNACIONAL
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu considera que falha do Hamas foi uma ‘violação cruel’
A família de Shiri Bibas confirmou neste sábado (22) a entrega ao governo de Israel do corpo da refém de origem argentina, cujo cadáver não havia sido devolvido na quinta-feira com os de seus filhos, Ariel e Kfir, também sequestrados pelo Hamas.
As autoridades israelenses denunciaram que o corpo apresentado como o de Shiri Bibas não correspondia a nenhum refém e que os milicianos do Hamas assassinaram as duas crianças “a sangue frio”.
O grupo armado islamista que governa Gaza admitiu na sexta-feira um possível “erro” e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) anunciou durante a noite o traslado de novos restos humanos de Gaza para Israel, mas sem informar a quem pertenciam.
“Após o processo de identificação no Instituto de Medicina Forense, esta manhã recebemos a notícia que mais temíamos. Nossa Shiri foi assassinada no cativeiro e agora retornou para casa com seus filhos, marido, irmã e toda sua família para descansar”, afirma a família Bibas em um comunicado.
Algumas horas mais tarde, a família explicou em outro comunicado que não recebeu “nenhum detalhe” das autoridades israelenses sobre a maneira como Shiri Bibas e seus filhos Ariel e Kfir morreram em cativeiro em Gaza.
“A família pede que não sejam adicionados mais detalhes ao fato de que Shiri e as crianças foram assassinados por seus sequestradores”, afirma a nota.
“A família Bibas quer que o mundo saiba que se tratou de um assassinato, sem mais considerações”, acrescenta o texto, que especifica que os parentes não receberam “nenhum detalhe de fontes oficiais” sobre as circunstâncias de sua morte.
A gestão do caso provocou um ambiente de tensão para o acordo de trégua em vigor desde janeiro em Gaza, que, no entanto, prosseguiu neste sábado com uma nova troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos.
Shiri Bibas e seus filhos Ariel e Kfir, de quatro anos e oito meses de idade, viraram símbolos da causa dos reféns sequestrados pelo Hamas durante o ataque contra Israel em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra.
O marido de Shiri, Yarden, também foi sequestrado, mas foi libertado no início do mês, e seus pais, o argentino Yossi Silberman e a esposa Margit, foram assassinados no kibbutz de Nir Oz, onde todos moravam.
Antes do comunicado da família, a colônia agrícola de Nir Oz anunciou que Shiri foi “assassinada no cativeiro em Gaza”.
‘Hoje, depois de 16 meses difíceis e insuportáveis, o doloroso círculo se fechou finalmente para a família’, afirma um comunicado.
O movimento islamista palestino encenou na quinta-feira a entrega dos três corpos e responsabilizou Israel pelas mortes em um bombardeio em Gaza.
Após examinar os restos mortais, o Exército israelense acusou o Hamas de ter assassinado as duas crianças “a sangue frio” e “com as próprias mãos”.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, chamou os integrantes do movimento islamista de “monstros” e prometeu que o Hamas será punido por uma “violação cruel” do acordo de cessar-fogo.
O Hamas admitiu que provavelmente misturou “por erro” o corpo “com outros encontrados sob os escombros” em Gaza, mas insistiu em seu “compromisso total” com a trégua e que não tem interesse em reter cadáveres de reféns.
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* Informações AFP
* Foto/Destaque: AFP
INTERNACIONAL
Terremoto de magnitude 7,5 atinge a Venezuela e provoca destruição em Caracas
Tremor com epicentro em Montalbán derrubou prédios na capital venezuelana; especialistas explicam o que representa um terremoto dessa intensidade e seus potenciais impactos.
Caracas (Venezuela)
Um forte terremoto de magnitude 7,5 atingiu a Venezuela na quarta-feira (24), causando grandes estragos na capital, Caracas. Imagens divulgadas nas redes sociais e por veículos de comunicação mostram prédios desabando, equipes de resgate em ação e momentos de pânico entre moradores durante o tremor.
Terremotos causam destruição na Venezuela / Foto: AFP
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), foram registrados dois abalos sísmicos com epicentros separados por cerca de cinco quilômetros. Os tremores tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5, sendo este último o mais intenso.
O epicentro do terremoto mais forte foi localizado na cidade de Montalbán, a aproximadamente 168 quilômetros de Caracas, com profundidade de 13 quilômetros. Especialistas alertam que terremotos acima de magnitude 7 são considerados de grande porte e têm potencial para causar danos severos, incluindo o colapso de edificações em áreas habitadas.
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Forte terremoto atinge Venezuela e derruba prédios na capital / Foto: AFP
O que significa um terremoto de magnitude 7,5?
Os terremotos ocorrem quando há uma liberação repentina de energia na crosta terrestre, geralmente causada pelo movimento e choque entre placas tectônicas. Essa energia se propaga em forma de ondas sísmicas, provocando os tremores sentidos pela população.
A magnitude mede a quantidade de energia liberada no local da ruptura geológica. Quanto maior a magnitude, maior o potencial destrutivo do fenômeno. O maior terremoto já registrado no mundo atingiu magnitude 9,5 e ocorreu no Chile, em 1960.
Segundo a Universidade Tecnológica de Michigan (Michigan Tech), os impactos variam conforme a magnitude:
- Até 2,5:normalmente não são sentidos pela população, mas são registrados por equipamentos.
- De 2,5 a 5,4:podem ser percebidos, causando apenas pequenos danos.
- De 5,5 a 6,0:podem provocar danos em edifícios e estruturas.
- De 6,1 a 6,9:causam prejuízos significativos em áreas densamente povoadas.
- De 7,0 a 7,9:são classificados como grandes terremotos, capazes de destruir prédios e causar danos severos.
- Acima de 8,0:podem devastar comunidades inteiras próximas ao epicentro.
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População em pânico com a destruição pela intensidade do abalo sísmico / Foto: AFP
Como os terremotos são medidos?
A medição dos terremotos é realizada por sismógrafos, equipamentos que registram informações como horário, localização e magnitude dos tremores. Atualmente, sistemas modernos permitem detectar movimentos sísmicos a milhares de quilômetros de distância.
Embora a Escala Richter seja a mais conhecida pelo público, ela é pouco utilizada atualmente em grandes eventos sísmicos. Os órgãos de monitoramento adotam métodos mais modernos e precisos para calcular a magnitude dos terremotos.
Magnitude e intensidade não são a mesma coisa
A magnitude representa a energia liberada pelo terremoto em sua origem e é única para cada evento. Já a intensidade varia de acordo com o local observado, dependendo da distância do epicentro, do tipo de solo e de outros fatores geológicos.
Por isso, um mesmo terremoto pode ser sentido de forma diferente em cidades distintas, apresentando impactos mais severos em algumas regiões e efeitos mais leves em outras.
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- Com informações de agências de notícias
- Foto destaque: Crédito – AFP
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