Literatura / Luto
Morre o escritor Luis Fernando Verissimo, aos 88 anos
GERAL
Jornalista gaúcho ficou famoso pelo humor, sarcasmos e sinceridade nas crônicas
Porto Alegre / RS
O escritor, cronista e cartunista gaúcho Luis Fernando Verissimo morreu, no início da madrugada deste sábado (30), os 88 anos, em Porto Alegre. Ele estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Moinhos de Vento desde o dia 11 de agosto com pneumonia.
Verissimo tinha Mal de Parkinson e problemas cardíacos. Em 2021, o escritor sofreu um AVC (acidente vascular cerebral), que lhe deixou sequelas.
Nascido em 26 de setembro de 1936 em Porto Alegre, ele viveu parte da sua infância e adolescência nos Estados Unidos com a família. O gaúcho é considerado um dos principais autores da literatura contemporânea brasileira, com dezenas de obras publicadas.
Filho do também escritor Erico Verissimo – um dos maiores nomes da literatura nacional, autor de obras como O Tempo e o Vento – e de Mafalda Verissimo, seus livros apresentam ironia, humor refinado, temáticas do cotidiano, narrativas policiais e outros elementos.
Entre os personagens mais famosos criados por Verissimo, estão o Analista de Bagé, a Velhinha de Taubaté e Ed Mort. O autor vendeu mais de 5,6 milhões de livros. Apaixonado por jazz, o escritor também era saxofonista.
Algumas das obras do ícone da literatura nacional são: O Popular (1973), A Grande Mulher Nua (1975), Amor Brasileiro (1977), O Rei do Rock (1978), Ed Mort e Outras Histórias (1979), O Analista de Bagé (1981), A Mesa Voadora (1982), Sexo na Cabeça (1982), Outras do Analista de Bagé (1982), A Velhinha de Taubaté (1983), A Mulher do Silva (1984), A Mãe do Freud (1985), O Marido do Doutor Pompeu (1987), Zoeira (1987), Glauco Rodrigues (1989), Orgias (1989), Pai Não Entende Nada (1990), O Santinho (1991), Humor Nos Tempos do Collor (1992), O Suicida e o Computador (1992), Comédias da Vida Pública (1995), A Versão dos Afogados – Novas Comédias da Vida Pública (1997), A Mancha (2004), Em Algum Lugar do Paraíso (2011), Diálogos Impossíveis (2012) e Os Últimos Quartetos de Beethoven e Outros Contos (2013).
Nota do hospital
Após a morte de Verissimo, o Hospital Moinhos de Vento divulgou uma nota. “O Hospital Moinhos de Vento comunica o falecimento do escritor e cronista Luis Fernando Verissimo, à 0h40 deste sábado (30), devido a complicações decorrentes de uma pneumonia. Aos 88 anos, ele estava internado desde o dia 11 de agosto no Hospital Moinhos de Vento. Filho do consagrado escritor Erico Verissimo, Luis Fernando Verissimo é um dos autores mais populares e respeitados da literatura brasileira contemporânea. Publicou mais de 70 livros, vendeu cerca de 5,6 milhões de exemplares e conquistou leitores com crônicas, contos e romances, destacando-se pelo humor refinado e pela capacidade de transformar situações do cotidiano em reflexões inteligentes e bem-humoradas. Iniciou a carreira no jornalismo em 1966, como revisor do jornal Zero Hora, em Porto Alegre, e lançou seu primeiro livro, O Popular, em 1973. Também assinou colunas em jornais como O Estado de S. Paulo, O Globo e Zero Hora, consolidando-se como uma das vozes mais influentes da crônica brasileira”, diz o texto.
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*Da Redação / Com informações Jornal O Sul – Conteúdo / Foto/Destaque: Crédito – Bruno Veiga
GERAL
Ídolo do Vasco, Geovani morre aos 62 anos
‘Pequeno Príncipe’ também teve passagem marcante pela seleção brasileira
Ídolo do Vasco, Geovani Silva, o “Pequeno Príncipe”, faleceu nesta segunda-feira (18), aos 62 anos. Em comunicado publicado nas redes sociais do ex-jogador, a família informou que ele passou mal de forma repentina na madrugada e foi socorrido imediatamente ao hospital, mas não resistiu.
“Estamos todos muito abalados e tristes com essa partida tão inesperada. Que Deus possa confortar o coração de todos os familiares, amigos e daqueles que tiveram o privilégio de conviver com ele”, aponta o texto.
O antigo meio-campista já havia sido hospitalizado por problemas cardíacos em 2022. No ano passado, foi internado por desidratação causada por inflamação e infecção no intestino. Antes, em 2025, venceu um câncer na coluna vertebral.
O culto de despedida deve ser feito nesta terça-feira (19), seguido do sepultamento no Parque da Paz, em Vila Velha, Espírito Santo.
Passagem vitoriosa no Vasco

Geovani Silva conquistou cinco títulos cariocas e um Campeonato Brasileiro pelo Vasco | Foto: Divulgação / Instagram
Geovani Silva, nascido em 6 de abril de 1964, teve três passagens pelo Cruz-Maltino: entre 1982 e 1989; entre 1991 e 1993; e em 1995. Por lá, jogou ao lado de Romário e Roberto Dinamite, disputou 408 partidas e marcou 50 gols.
No Vasco, o ‘Pequeno Príncipe’ tornou-se ídolo graças ao talento que apresentava no meio de campo, os passes e as cobranças de falta. Ao todo, ele conquistou cinco títulos do Carioca (1982, 1987, 1988, 1992 e 1993) e o Brasileirão de 1989.

Campeão pela seleção brasileira
Ele também vestiu a camisa da seleção brasileira por 23 partidas, marcando cinco gols, e conquistou a Copa América de 1986. Ele também conquistou a medalha de prata na Olimpíada de Seul-1988, a primeira do futebol brasileiro, e, as categorias de base, foi campeão, artilheiro e eleito o melhor jogador do Mundial Sub-20, em 1983.
Foi depois deste título mundial que ele recebeu o apelido de ‘Pequeno Príncipe’, como contou ao Museu da Pelada:
“Vem da vascaína Dulce Rosalina, falecida em 2004, que foi presidente da Torcida Organizada Vascaíno (TOV) e da Pequenos Vascaínos, que ao me ver desembarcar no aeroporto do Rio, lotado de torcedores e da imprensa que aguardavam os campeões mundiais de 83, ela me abraçou, me parabenizou pelos meus seis gols marcados na competição e por ter sido escolhido o melhor jogador. A Dulce, na euforia, me chamou de ‘Meu Pequeno Príncipe’, na frente de todo mundo. Eu sorri, agradeci o carinho, abracei a causa e gostei, pois pequeno eu sei que sou, agora príncipe foi ela que me intitulou”.

Outros clubes de Geovani
Antes de chegar ao Vasco, Geovani, teve estreia precoce no futebol profissional, aos 16 anos, na Desportiva Ferroviária, do Espírito Santo. E na reta final da carreira, após última passagem pelo Cruz-Maltino, passou por XV de Jaú e ABC, antes de retornar ao seu estado natal para atuar por Serra, Linhares, Rio Branco, Tupy e Vilavelhense, onde encerrou a carreira em 2022, aos 38 anos.

Geovani Silva atuou pelo Bologna, da Itália entre 1989 e 1991 | Foto: Divulgação / Instagram
Ele também atuou por Bologna, da Itália, entre 1989 e 1991, Karlsruher, da Alemanha, até 1993, e Tigres, do México, em 1994.
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- Informações do jornal O Dia – Conteúdo
- Foto destaque: Divulgação / Instagram
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