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Rayssa Leal, em disputa emocionante, levanta a torcida em SP e é tricampeã de liga mundial de skate

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Por Bruno Accorsi*

São Paulo / SP

Fadinha, não. Rainha do Skate. Rayssa Leal foi coroada campeã da temporada 2024 da Street League Skateboarding (SLS), a liga mundial de street, ao vencer o Super Crown neste domingo, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, que recebeu o evento pelo segundo ano consecutivo. Sentindo-se em casa em solo paulistano, onde contou com o apoio incondicional dos fãs, a maranhense de 16 anos venceu as duas edições anteriores e, portanto, é tricampeã.

A emoção de Rayssa Leal após última manobra no Ginásio do Ibirapuera. Foto: Felipe Rau/Estadão

A emoção de Rayssa Leal após última manobra no Ginásio do Ibirapuera.

Com duas notas 9.1, a última delas na manobra derradeira, Rayssa teve 35.4 como pontuação total. As japonesas Coco Yoshizawa e Yumeka Oda ficaram em segundo e terceiro lugares, com 35.2 e 33.7, respectivamente.

Com a apresentação frente a um público de mais de 9,5 mil pessoas, a skatista brasileira encerra um ano de muitas conquistas. Entre as mais importantes, está a sofrida medalha de bronze alcançada nos Jogos Olímpicos de Paris. Durante o circuito da SLS, venceu as etapas de San Diego e Tokyo, além de ter ficado em quarto lugar em Sydney e em segundo em Paris.

No atual formato da liga mundial, os skatistas somam pontos durante etapas disputadas ao longo do ano, e os melhores colocados se classificam para a etapa final. São 10 classificados entre as mulheres e 17 entre os homens.

Rayssa chegou à final como segunda colocada do ranking da SLS, atrás apenas da japonesa Liz Akama, de 15 anos, e empatada em 370 pontos com a australiana Chloe Covell, de 14. As três garantiram vaga direta na final do Super Crown e não precisaram disputar a fase preliminar, no sábado, que terminou com mais três japonesas classificadas à decisão. Avançaram a atual campeão olímpica Coco Yoshizawa e a medalhista de ouro em Tóquio, Momiji Nishiya, além de Yumeka Oda.

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Durante a prova, cada skatista apresentou duas voltas de 45 segundos pela pista e cinco manobras individuais. A nota final foi formada pela soma das quatros pontuações mais altas em ambas as seções, com apenas uma pontuação máxima de uma linha sendo contada para a pontuação final.

Rayssa Leal realiza manobra durante o Super Crown. Foto: Felipe Rau/Estadão

Rayssa Leal realiza manobra durante o Super Crown.

Em sua primeira volta, Ryassa mostrou muita classe e técnica. Escolheu bem os obstáculos, com combinações de flips e grinds nos corrimãos e caixotes para arrancar nota 8.2 dos juízes e assumir a liderança, desbancando a até então líder Coco Yoshizawa, que tinha 8.1. A primeira rodada de voltas terminou com Chloe Covell fechando o top 3.

A segunda bateria de voltas teve Covell elevando o nível da disputa com um switch flip na escada, somando 8,6. Em resposta, Rayssa abriu sua volta com duas variações de flips e fechou no corrimão para arrancar uma explosão de aplausos no Ginásio do Ibirapuera. Melhorou a própria nota, descartando o 8.2 e subindo para 8.5, mas terminou a rodada em segundo, atrás da australiana.

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Então, veio a primeira de cinco rodadas de manobras. Quando chegou a vez de Rayssa, Yoshizawa havia acabado de conseguir a nota mais alta do dia, um 8.7, para assumir a liderança com 16.8. A brasileira tentou manobra de alta dificuldade e caiu, por isso zerou e caiu para a quinta colocação. Pouco depois, Momiji Nishya arrancou um 8.9 e virou a líder, com 22.2 no total, seguida por Yoshizawa e Covell.

Assim como na rodada anterior, Rayssa foi ao chão em sua segunda tentativa de manobra. Estacionada com os 8.5 de sua melhor volta, a maranhense continuava em quinto lugar. As japonesas Akama, Nishya e Yoshizawa fechavam o top 3.

Na terceira tentativa, um frontslide bluntslide shove-it, manobra de deslizamento no corrimão encerrada com um giro do skate, rendeu uma nota 9.1 para Rayssa fazer soar a sirene do Nine Club. Notas iguais ou acima de nove são dadas apenas para as manobras de nível mais difícil. Foi a pontuação mais alta da brasileira em uma manobra na SLS. Mas o nível estava muito alto e Yumeka Oda arracnou um 9.4 dos juízes.

Como caiu duas vezes e dois zeros, Rayssa continuava em sexto lugar quando começou a quarta rodada de voltas, na qual tirou um 8.7 que a colocou na liderança provisória, com 26.3. Na última volta, ela inflamou a torcida, cravou um 9.1 e se emocionou ao garantir o primeiro lugar com 35.4 na pontuação total.

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* Informações do Estadão – Conteúdo

* Fotos: Felipe Rau / Estadão

 

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Trio capixaba conquista ouro na Copa Sul-Americana de Ginástica Rítmica

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Atletas disputaram em Assunção, no Paraguai, com nota 22,500 na prova de três bolas e garantiram o primeiro lugar pela Seleção Brasileira

Por Isadora Favoreto Braga* | Vitória (ES)

As ginastas capixabas Agatha Cuel MonteiroSophia Louback e Luiza Traspadini conquistaram a medalha de ouro para o Brasil na Copa Sul-Americana de Ginástica Rítmica 2026, disputada em Assunção, no Paraguai.

Representando a seleção brasileira na categoria trio adulto, elas somaram 22,500 pontos na série de três bolas e garantiram o primeiro lugar na competição nesta sexta-feira (3).

O Brasil terminou a disputa com vantagem sobre as demais seleções. O Chile ficou com a medalha de prata, ao alcançar 17,800 pontos, enquanto a Argentina conquistou o bronze com 16,950.

Classificação veio após seletiva nacional

As três atletas conquistaram a vaga na equipe brasileira após aprovação na seletiva promovida pela Confederação Brasileira de Ginástica (CBG).

As ginastas treinam pelo Instituto Capixaba Esportivo (Incesp) e também participam do programa Campeões de Futuro, desenvolvido pela Secretaria de Esportes e Lazer (Sesport), voltado à formação e ao alto rendimento esportivo.

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Preparação teve cerca de um mês

De acordo com a equipe, o trio realizou aproximadamente um mês de preparação conjunta antes da competição internacional.

O trabalho técnico é desenvolvido pelas treinadoras Gizela BatistaAngela Tardini Luisa Gimenes. Durante a Copa Sul-Americana, em Assunção, Luisa Gimenes acompanhou a delegação brasileira e esteve ao lado das atletas durante as apresentações.

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  • Folha Vitória – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / Assessoria
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