Champions League
Manchester City atropela o Real Madrid e decide com a Inter
ESPORTES
Em jogo em que alinhou proposta e execução no mais alto nível, ingleses dominam e massacram o Real Madrid: 4 a 0
Por Vitor Seta

Nem mesmo a mística que envolve o Real Madrid e a Champions League foi capaz de segurar uma atuação avassaladora do Manchester City, agora dono da segunda vaga na final da competição após vencer os espanhóis por 4 a 0, nesta quarta-feira, pela semifinal, no Etihad. No próximo dia 10, quando entrar em campo contra a Inter de Milão, em Istambul, a equipe montada e comandada por Pep Guardiola à imagem de seu perfeccionismo tem a oportunidade mais clara em sua história de atingir a conquista que é a grande obsessão do clube há quase 15 anos.
Os citizens já estiveram lá uma vez, mas numa ocasião mais complicada, quando ficaram de frente a um rival inglês que já tinha conquistado a taça uma vez, naquela ocasião. Desta vez, o adversário é uma Inter de Milão efetiva e competente, mas que precisará escrever uma das grandes histórias do torneio para tentar ficar com seu quarto título e evitar o sonho em Manchester.
De qualquer forma, esse cenário se dá muito mais pelo que é o Manchester City hoje do que por qualquer demérito do time de Milão. Costurado ponto a ponto por Pep nos últimos anos, os citizens atingiram o nível que o comandante espanhol sempre sonhou. Defensor da ideia de que o rendimento, a inventividade e a tomada de decisão dos jogadores em campo valem mais do que qualquer intervenção tática de sua parte, o treinador estava claramente maravilhado ao ver isso ser atingido com louvor no primeiro tempo: o time não só espantou o fantasma da eliminação dolorosa para o mesmo Madrid na última edição. Se vingou e mostrou que hoje é a grande força do futebol europeu.
Goleada sem chances
Nos 45 minutos que terminaram com a vitória parcial 2 a 0, o City dispôs de todas as armas possíveis. Posicional como sempre, alternava entre ataques por dentro e por fora, abria os espaços para infiltração de seus meias, acionava Haaland pelo jogo aéreo de forma muito inteligente e quando precisava recuperar a bola, fazia quase sempre com muita facilidade, fechando as linhas de passe e roubando antes mesmo de deixar o ataque espanhol chegar ao último terço do campo. Os gols marcados evitaram que o Real Madrid encontrasse e uma situação que sempre o deixa confortável — quando resiste a uma pressão inicial e fica confortável para apresentar seu jogo.

Haaland só não marcou o seu porque parou em dois milagres de Courtois, um em cada tempo. Mas Bernardo Silva, um dos jogadores mais versáteis e úteis ao longo dos anos na construção desse City, fez o que foi preciso, finalizando ao receber de frente para o goleiro belga e aproveitando sobra de bola de cabeça antes do intervalo. Akanji fez o terceiro no jogo aéreo. No golpe de misericórdia, já nos minutos finais, Álvarez recebeu passe milimétrico de Foden para fechar o placar no melhor estilo dessa equipe.
Nas poucas chances em que teve de levar perigo, quando os ingleses assumiram uma postura de controle do jogo, um Real Madrid atordoado pouco conseguia fazer. Vinícius Júnior não conseguiu superar nem na velocidade pura uma defesa sempre bem posicionada e uma marcação muito bem feita por Kyle Walker. Modric, Rodrygo e Benzema também estiveram longe das melhores noites. Kroos foi quem levou mais perigo ao acertar o travessão no primeiro tempo. Os ingleses terminaram o jogo com 60% da posse de bola e 16 finalizações (7 no gol) contra 7 dos espanhóis (3 no gol).

Uma atuação tão dominante do City recompensa não só a execução certeira dos jogadores, como os métodos de um treinador que mesmo já eternizado na história, temporada a temporada faz ajustes, renova núcleos dentro de seu elenco, reavalia ideias, constrói e reaprende a construir o time (quem diria que um centroavante clássico seria uma ferramenta fundamental ao pai do “falso 9”?) em busca de se aproximar da perfeição. Sob as mãos de Pep, esse time foi quatro vezes campeão inglês (segue rumo ao quinto), fez 100 pontos, a maior campanha do campeonato que é considerado o mais difícil do mundo, e agora está próximo de uma tríplice coroa. É seu produto perfeito.
• Jornal Extra / Fotos: Oli Scarff – AFP
ESPORTES
Atleta de Vila Velha representará o País no Sul-Americano de Ginástica Rítmica
Por Rodrigo Elias* | Vila Velha (ES)
A ginasta de Vila Velha Lays Machado Jorge, de 13 anos, foi convocada para representar o Brasil no Campeonato Sul-Americano de Ginástica Rítmica, que será realizado em Medellín, na Colômbia, em novembro. Beneficiária do Bolsa Atleta da Prefeitura de Vila Velha, Lays também foi selecionada para participar, ao lado de sua técnica, Simone Luiz, de um treinamento intensivo da União Pan-Americana de Ginástica (UPAG), que vai acontecer em El Salvador, no final de setembro.
As convocações são resultado do desempenho de Lays no Campeonato Brasileiro de Ginástica Rítmica, realizado em Fortaleza, entre os dias 22 e 26 de julho. Na categoria juvenil nível 1, a atleta conquistou o primeiro lugar no aparelho maças, o terceiro lugar no arco e a segunda colocação por equipes.
Na disputa por equipes, Lays competiu ao lado de Melissa Varejão e Helena Balarini. Os resultados obtidos na competição nacional contribuíram para a convocação da atleta para representar o país na competição continental.
O desempenho também abriu uma oportunidade de formação internacional para Lays e sua técnica. As duas foram selecionadas para o acampamento de treinamento da UPAG, em El Salvador. O Brasil tem direito a duas vagas para atletas na atividade, e Lays está entre as brasileiras convocadas.
Para a atleta, os próximos meses serão marcados por uma nova etapa de preparação. Além da experiência em um ambiente internacional de treinamento, Lays terá pela frente a competição em Medellín, onde defenderá o Brasil no Campeonato Sul-Americano.
O apoio da Prefeitura de Vila Velha, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer, integra essa trajetória. Lays é contemplada pelo programa municipal Bolsa Atleta, que contribui para a preparação e participação de atletas do município em competições.
“O resultado da Lays é também resultado de uma política pública que estamos fortalecendo em Vila Velha. O Bolsa Atleta ajuda a garantir condições para que nossos atletas treinem, compitam e alcancem novos níveis. Quando uma atleta do município chega à seleção brasileira, mostramos que investir no esporte é investir em oportunidades”, afirma o secretário de Esporte e Lazer, George Alves.
O Bolsa Atleta Vila Velha instituído pelo Lei 6.463, de 12 de julho de 2021, é o maior programa de apoio financeiro individual a atletas no Município de Vila Velha. O público beneficiário é composto por atletas e paratletas de alto rendimento que obtiveram 1ª, 2ª ou 3ª colocação em competições estaduais, nacionais e internacionais de sua modalidade. O Programa garante condições básicas para que se dediquem ao treinamento e às competições estaduais nacionais, sul-americanas, pan-americanas, mundiais, olímpicas e paraolímpicas.
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- Prefeitura de Vila Velha / Secretaria de Esporte e Lazer / Comunicação – Conteúdo
- Foto Destaque: Divulgação / PMVV
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