Libertadores
Fluminense sofre na altitude e é derrotado pelo The Strongest em grande noite de Fábio
ESPORTES
Goleiro faz brilhantes defesas para ajudar a não transformar o revés em desastre acima de 3.625 m
Por Marcello Neves
Faltou muita coisa para o Fluminense em La Paz. Das presenças dos titulares aos uniformes lançados para a atual temporada. Mas a maior ausência, sem a menor sombra de dúvidas, foi a do oxigênio. Jogar na altitude boliviana de 3.625 m não é fácil e é impossível não associá-la a vitória do The Strongest-BOL por 1 a 0, no Estádio Hernando Siles. Para o tricolor, dos males o menor por ter construído uma importante gordura nas rodadas anteriores, capaz de manter a liderança isolada do Grupo D mesmo com o resultado adverso.

Quando falamos sobre a ausência de uniformes, não é força de expressão. O Fluminense teve que utilizar a camisa branca da linha de 2022/2023 na partida porque os de 2023/2024 não chegaram a tempo em La Paz. Em nota oficial, o tricolor explicou que houve um problema durante o embarque. Mas manteve o mistério sobre como o da temporada anterior chegou ao local.
Já sabendo que sofreria com o desgaste físico devido a altitude, o técnico Fernando Diniz optou por levar quase todos os reservas a campo. Custou caro. No primeiro lance de perigo do The Strongest, escanteio cobrado, desvio na primeira trave e gol marcado por Triverio. Além de escalar a montanha para chegar em La Paz, o tricolor precisou se esforçar em dobro para tentar reagir dentro da partida — dentro de suas limitações físicas.
No entanto, não dá para culpar em Fábio. O melhor comentário sobre o goleiro é que sem ele o resultado seria muito pior. As defesas na altitude foram absolutamente impressionantes. Foram inúmeras que impediram um desastre em La Paz.
Diniz até tentou. No segundo tempo, Arias e André foram para campo. Mas quanto mais o tempo passava, mais o cansaço aumentava e as jogadas ficavam mais difíceis. Sotomayor acertou a trave após perder um gol inacreditável.
No fim, tendo em vista que o River Plate sofreu três gols na altitude, levar apenas se mostrou aceitável pensando no saldo de gols do grupo.
Fernando Diniz lamenta derrota do Fluminense e fica na bronca com jogo na altitude na Libertadores: ‘É uma coisa quase criminosa’
O técnico Fernando Diniz não escondeu sua frustração com a derrota por 1 a 0 do Fluminense para o The Strongest, nesta quinta-feira (25). Em entrevista coletiva após a partida no Estádio Hernando Siles, o comandante tricolor direcionou suas críticas ao fato das equipes terem de atuar em La Paz, a 3.625 metros acima do nível do mar.
Aos seus olhos, nenhum clube está em condições de encarar um desafio de tamanha proporção como o que a equipe das Laranjeiras enfrentou na quarta rodada da Libertadores.

– Jogar nesse tipo de altitude é sempre uma coisa quase criminosa. Ninguém está preparado para isso. Os times estão no nível do mar e quando você vem pra cá, é outro esporte. Por isso que os times daqui, em casa, fazem o tanto de pontos que eles fazem historicamente – disse, frisando em seguida:
– O River veio jogar aqui na estreia, com o time titular, tomou três e poderia ter tomado mais porque é muito diferente o jogo. E não é só o desgaste físico, o jogo muda completamente. Todo mundo erra passe que não erra no nível do mar. Cai, de maneira drástica, a qualidade do jogo – completou.
Segundo Diniz, a altitude foi fundamental para poupar jogadores da sequência forte de jogos.
– Como é esse tipo de jogo e, com a maratona de jogos que temos, a sequência que vamos ter com Corinthians e Flamengo, a gente tinha que poupar em algum momento. O melhor momento para poupar era esse, porque o desgaste aqui é desumano. Trazer jogadores aqui como Marcelo, Felipe Melo, Ganso, que têm mais dificuldade de recuperar por causa da idade e estão vindo em uma sequência… Não teríamos os caras da maneira adequada no domingo e na quinta provavelmente, não – e destacou a perspectiva para os próximos jogos:
– O planejamento foi pensando na sequência e trazer um time com saúde que conseguiu competir. Erramos muita coisa técnica, acho que suportamos vem os efeitos da altitude. É difícil, os jogadores se desgastaram. Acho que conseguimos desempenhar o máximo e não conseguimos o resultado que queríamos. Agora é olhar para o Corinthians e nas próximas competições – explicou.
O treinador reconheceu que o gol no início de partida custou caro.
– O gol no começo é algo que ninguém gosta porque modifica o aspecto do jogo. Tomamos um gol que fazia 27 partidas que o Fluminense não tomava, que é gol de boal parada. Perdeu do Botafogo com gol de bola parada e hoje perdeu de novo da mesma forma, que estava sendo um dos pontos fortes da equipe nessa temporada – disse.
Fernando Diniz também valorizou a presença de Fábio, que evitou uma goleada.
– É um prazer sempre poder contar com o Fábio. É um dos melhores goleiros que o Brasil produziu nos últimos vinte anos. Um tipo de jogador que merecia ter disputado, no mínimo, uma Copa do Mundo. Infelizmente teve pouca chance na Seleção Brasileira. É um craque, é um gênio. Só consegue jogar nessa idade porque não faz força para ser goleiro. Um cara que nasceu de fato para ser goleiro – concluiu.
O Fluminense encara o Corinthians no domingo (28), pelo Brasileirão, diante do Corinthians, na NeoQuímica Arena, às 16.
- Com informações jornal Extra e Lance / Foto: Reprodução – AFP
ESPORTES
Trio capixaba conquista ouro na Copa Sul-Americana de Ginástica Rítmica
Atletas disputaram em Assunção, no Paraguai, com nota 22,500 na prova de três bolas e garantiram o primeiro lugar pela Seleção Brasileira
Por Isadora Favoreto Braga* | Vitória (ES)
As ginastas capixabas Agatha Cuel Monteiro, Sophia Louback e Luiza Traspadini conquistaram a medalha de ouro para o Brasil na Copa Sul-Americana de Ginástica Rítmica 2026, disputada em Assunção, no Paraguai.
Representando a seleção brasileira na categoria trio adulto, elas somaram 22,500 pontos na série de três bolas e garantiram o primeiro lugar na competição nesta sexta-feira (3).
O Brasil terminou a disputa com vantagem sobre as demais seleções. O Chile ficou com a medalha de prata, ao alcançar 17,800 pontos, enquanto a Argentina conquistou o bronze com 16,950.
Classificação veio após seletiva nacional
As três atletas conquistaram a vaga na equipe brasileira após aprovação na seletiva promovida pela Confederação Brasileira de Ginástica (CBG).
As ginastas treinam pelo Instituto Capixaba Esportivo (Incesp) e também participam do programa Campeões de Futuro, desenvolvido pela Secretaria de Esportes e Lazer (Sesport), voltado à formação e ao alto rendimento esportivo.
Preparação teve cerca de um mês
De acordo com a equipe, o trio realizou aproximadamente um mês de preparação conjunta antes da competição internacional.
O trabalho técnico é desenvolvido pelas treinadoras Gizela Batista, Angela Tardini e Luisa Gimenes. Durante a Copa Sul-Americana, em Assunção, Luisa Gimenes acompanhou a delegação brasileira e esteve ao lado das atletas durante as apresentações.
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- Folha Vitória – Conteúdo
- Foto destaque: Divulgação / Assessoria
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