O Time da Virada!
Vasco vira novamente sobre o Athletico-PR e abre vantagem nas quartas da Copa do Brasil
Esportes / Futebol
Cruz-Maltino viveu o mesmo roteiro contra os paranaenses na última partida pelo Brasileirão
Rio de Janeiro / RJ
Mais uma vez o Vasco mostrou que é o time da virada, assim como fez na última rodada disputada no Brasileirão. Na noite desta quinta-feira (29), pela ida das quartas de final da Copa do Brasil, em São Januário, a equipe comandada por Rafael Paiva saiu novamente atrás do marcador, conseguiu a virada sobre o Athletico-PR no segundo tempo e conquistou a vitória pelo placar de 2 a 1. Roteiros muito parecidos e que premiam confrontos grandes entre as equipes.

Com o resultado, o Cruz-Maltino joga por um empate a volta, na Ligga Arena. A partida valendo vaga na semifinal da Copa do Brasil será disputada no dia 11 de setembro, às 21h30.
O jogo
Assim como no primeiro encontro da sequência entre as equipes, na última segunda-feira, pelo Brasileirão, o primeiro tempo foi equilibrado do tamanho do confronto: um grande choque de ideias envolvendo posse de bola e velocidade pelos lados. O Vasco, por sua vez, sentiu um pouco mais o peso dos desfalques em relação ao último jogo – sem Adson e Paulo Henrique, e novamente sem Coutinho e David.
Para repetir o roteiro da partida em São Januário, o Athletico soube aproveitar bem os espaços dados para construir o jogo. O Cruz-Maltino, por sua vez, apostou muito no lado esquerdo com Emerson Rodríguez e Lucas Piton, mas sem êxito. Quem deu as cartas foi o Furacão.
O placar foi aberto aos 31 minutos de partida na Colina Histórica. Canobbio cruzou da esquerda, Mastriani subiu sozinho e ajeitou de cabeça para Christian, que dominou livre frente a frente com Léo Jardim e encheu o pé para estufar a rede. Merecimento do time paranaense na primeira etapa.
O time da virada
Na volta do intervalo, a partida ganhou em emoção na casa do Cruz-Maltino. Rafael Paiva viu sua equipe passar maus bocados logo nas primeiras movimentações – uma com finalização de Mastriani para fora e outra chegada de Canobbio – e considerável queda de desempenho nas disputas por primeira e segunda bola.
Era preciso algo diferente para buscar o resultado. Pensando nisso, o técnico cruz-maltino promoveu entradas de Sforza e Leandrinho para dar dinâmica, além da estreia de Jean David, chileno recém-contratado. Ele entrou no lugar de Payet, que, com um jogo abaixo, recebeu algumas vaias da torcida. E deu resultado.
O Vasco foi para a pressão após as trocas e chegou ao empate aos 34 minutos. O estreante Jean David cruzou pela faixa central do gramado, Rayan ajeitou de peito, e Puma Rodríguez acertou uma bomba no ângulo para marcar um golaço e deixar tudo igual. O time da virada acordou e repetiu a dose para levar vantagem.
Já nos apagar das luzes, aos 47 minutos da segunda etapa, veio a famosa “lei do ex” para dar a vitória ao Gigante da Colina e a vantagem no mata-mata. Lucas Piton cobrou escanteio da esquerda, João Victor escorou e Hugo Moura completou para o gol, de cabeça. 2 a 1 Vasco em São Januário – ele já havia marcado no duelo pelo Brasileirão, mas que foi anulado por posição irregular.
Com a bola rolando, foi o último ato do jogo. Teve tempo apenas para as expulsões de João Victor, do Vasco, e Di Yorio, do Athletico-PR, por confusão no meio do gramado. Confronto aberto, vantagem do Cruz-Maltino e decisão no dia 11 de setembro.
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* Fonte: O Dia
* Fotos: Matheus Lima – Vasco / Jorge Rodrigues – Estadão
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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