Capixabão 2025
Porto Vitória vai fazer a final do Capixabão contra o Rio Branco
Esportes / Futebol
Porto Vitória elimina o Vitória dentro do estádio Salvador Costa e vai disputar pela primeira vez a final do Capixabão; decisão será contra o Rio Branco que venceu a Desportiva, no sábado por 1 a 0.
Por Flávio Dias*
O Porto Vitória vai disputar pela primeira vez a final do Capixabão. A classificação veio com o triunfo por 2 a 0 sobre o Vitória, no final da tarde deste domingo (23), no estádio Salvador Costa, em Vitória.
Porto Vitória enfrenta na decisão o Rio Branco, que eliminou a Desportiva na outra semifinal.
Final do Capixabão será decidida em dois jogos
A final do Capixabão será decidida em jogos de ida e volta. O primeiro jogo está marcado para sábado (29) e a partida de volta será no dia 5 de abril. As duas partidas serão disputadas no Kleber Andrade, em Cariacica.
Final do Capixabão:
Rio Branco x Porto Vitória
- Jogo de ida: sábado (29)
- Jogo de volta: 5 de abril
É a primeira final do Porto Vitória no Capixabão. O clube, que estreou no futebol profissional em 2021, foi vice-campeão da Segundinha Capixaba em 2022 e disputou o Capixabão pela primeira vez em 2023.
No ano passado, conquistou o seu primeiro título profissional, a Copa Espírito Santo, conquista que o classificou para a Série D do Brasileiro deste ano.
Como foi o jogo
Mesmo com a vantagem do empate, o Vitória foi pra cima e teve a primeira boa chance de partida. Aos cinco minutos, Tony roubou a bola no campo de ataque e avançou até ficar cara a cara com o goleiro Aydhan, mas finalizou em cima do goleiro do Porto. Aos nove, Wedson foi lançado e caiu na área após dividida com William Simões. O Vitória pediu pênalti, mas o árbitro nada marcou.

Thainler comemora após abrir o placar para o Porto Vitória / Foto: Alef Jordan/Capixaba Esporte
O Porto também pediu pênalti, aos 12, quando o zagueiro Alex acertou o meia Willyan Sotto em disputa pela bola dentro da área alvianil. Mais uma vez, o árbitro mandou o jogo seguir.
Aos 20, o Porto Vitória abriu o placar. Thalysson, que havia acabado de substituir William Simões, que saiu lesionado, cortou para o meio e chutou de direita. O goleiro Paulo Henrique fez a defesa, mas a bola bateu no volante Gualberto e caiu nos pés de Thainler, que pegou o rebote e fez 1 a 0.
Uma vitória do Verdão da Capital por um gol de diferença levaria a decisão para os pênaltis. Mas o Porto foi além e fez 2 a 0 aos 46. Após cobrança de falta pelo lado esquerdo do ataque, Elton Martins, de cabeça, balançou as redes.
Logo no início do segundo tempo, o Porto Vitória quase ampliou com Xavier, que chegou a fazer o terceiro gol, mas o lance foi anulado por impedimento.
Sem conseguir criar lances de perigo, o técnico Rafael Soriano fez três mexidas de uma só vez no Vitória, colocando Edinho, Pedro Pires e Tiago Moura nos lugares de Carlos Vitor, Gualberto e Tonoli. O time melhorou, mas ainda assim não ameaçou o gol do goleiro Aydhan.
Já o Porto pediu pênalti de Abuda em Marquinhos aos 31, quando o meia foi derrubado na risca da área. Depois de quatro minutos de paralisação para revisão do VAR, o árbitro manteve a marcação de falta fora da área.
Vitória pede pênalti nos minutos finais
Nos minutos finais, o Vitória foi com tudo para o ataque e Pedro Pires quase fez o gol, aos 41, em chute cruzado pelo lado esquerdo do ataque. Wendson ainda tentou de carrinho, mas não alcançou a bola. Aos 46, Thiago Ramos parou no goleiro Aydhan, quase na pequena área.
Aos 52, Tiago Moura caiu na área do Porto Vitória, em disputa com Lessinho. O árbitro marcou simulação e puniu o atacante alvianil com cartão amarelo. Após três minutos de paralisação para revisão do VAR, ele manteve a marcação.
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* Folha Vitória – Conteúdo
* Foto/destaque: Thiago Félix
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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