Libertadores da América
Palmeiras, de virada, vence o Liverpool do Uruguai pela Libertadores: 3 a 1
Esportes / Futebol
São Paulo – SP
O Palmeiras tomou um susto, mas fez bem a lição de casa e venceu o Liverpool-URU, por 3 a 1, no Allianz Parque, de virada, pela segunda rodada da Copa Libertadores. O duelo contou, especialmente, com boas atuações de duas joias da base do Verdão: Luis Guilherme e Estêvão.
Para a partida, Abel Ferreira abriu mão do esquema com três zagueiros, assim como já havia feito contra o Santos, na decisão do Paulista e surpreendeu ao escalar no time titular os dois garotos da base: Luis Guilherme e Estêvão. Precisando poupar alguns de seus atletas para evitar maiores desgastes, o treinador viu como uma oportunidade para dar chance às Crias da Academia.
De “ressaca” após a conquista do tricampeonato paulista no último domingo, o Palmeiras entrou em campo desligado, cometeu erros bobos e também teve certo azar. Na primeira finalização do jogo, o Liverpool-URU abriu o placar. Weverton espalmou para dentro da própria área uma cobrança nem tão próxima da área assim e Jean Rosso não perdoou. O time de Abel Ferreira parecia nervoso, errou passes e tomou decisões erradas.
Próximo do fim do primeiro tempo, o Palmeiras, empurrado pela torcida que entoava (de novo) os cantos de “o Palmeiras é o time da virada”, conseguiu deixar tudo igual nos acréscimos. Veiga cobrou escanteio na medida e Aníbal Moreno, decisivo, novamente, cabeceou para o gol, empatando a partida. Mesmo enquanto esteve atrás no placar, os jovens Estêvão e Luis Guilherme pareciam não sentir a pressão e funcionaram bem na frente, atormentando a defesa do Liverpool-URU.

Apesar de estar bem no jogo, Luis foi sacado no intervalo e deu lugar a Rony. O time, aliás, voltou com outra postura para o segundo tempo e fez o segundo gol aos 12 minutos. Raphael Veiga levantou a bola na área e Flaco López apenas escorou para o fundo do gol. A virada chegou, mas não estava suficiente para o time do Palmeiras, que seguiu pressionando o adversário atrás de mais um tento.
Estêvão não deu paz até marcar o dele. O jogador teve duas boas chegadas em chutes cruzados, que acabaram defendidos pelo goleiro adversário. O camisa 41 finalmente deixou o dele aos 20 minutos também aproveitando um cruzamento de Veiga.
Luis Guilherme, Estêvão e Endrick não puderam reeditar um trio formando na base do clube, pelo menos na noite desta quinta-feira. Estêvão deixou o gramado logo após balançar a rede, dando lugar a Mayke, enquanto Endrick entrou em campo apenas aos 42 minutos. Os três não terão tanto tempo juntos, já que o camisa 9, em julho, se junta ao elenco do Real Madrid.
O torcedor, porém, parece reviver o surgimento de Endrick. Às vésperas da despedida do jogador, outros dois parecem prontos para despontar. As coisas, no entanto, não devem acontecer tão depressa. O processo feito com Endrick deve ser repetido com os demais, e Abel Ferreira deve seguir dosando o uso de ambos. Mas, boas atuações em noite de Libertadores amentam as expectativas em cima dos dois jovens.
* Informações – Conteúdo Gazeta Esportiva – Victória Romanelli
* Fotos: Nelson Almeida / AFP
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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