Grande Atuação
Fluminense atropela e goleia o São Paulo: 6 a 0
Esportes / Futebol
O tricolor carioca não só atropelou, como amassou o tricolor paulista e ainda perdeu dois gols feitos.
Rio de Janeiro / RJ
Ficou barato para o São Paulo. O Fluminense, em grande estilo venceu pelo placar de trê a zero e poderia ter sido de mais. Foi grande atuação e o tricolor consegue um resultado histórico no Brasileirão.

O Fluminense carimbou a vaga na Libertadores de 2026 em grande estilo, com uma atuação para encher o torcedor de esperança na fácil goleada por 6 a 0 sobre o São Paulo, no Maracanã. Com gols de Canobbio (dois), Martinelli, Nonato, John Kennedy e Serna, o Tricolor das Laranjeiras pulou provisoriamente para o quinto lugar do Brasileirão e agora terá de torcer contra Botafogo e Bahia, que ainda jogam na 36ª rodada.
O placar ainda foi histórico, já que é o maior que o Fluminense impôs sobre o adversário no Brasileirão e igualou a maior do confronto, que pertencia ao São Paulo, em 2002.
Fluminense poderia ter feito goleada histórica

Imbatível jogando em casa sob o comando de Zubeldía, o Fluminense teve uma atuação tática quase perfeita na primeira etapa e resolveu a partida em 23 minutos. E ainda contou com um São Paulo desfigurado e completamente mal tecnicamente, além de muito mal armado defensivamente.
O Tricolor das Laranjeiras teve sua vida facilitada logo aos seis minutos, com um pênalti bobo marcado com o auxílio do VAR. Em cruzamento de Samuel Xavier, a bola bateu no braço aberto de Alan Franco. Canobbio bateu e abriu o placar.
Aí bastou ao Fluminense aproveitar os muitos erros e espaços deixados pelo adversário no meio de campo e na defesa. Foi assim que surgiu o contra-ataque para o segundo gol, de Martinelli, aos 15. E também o terceiro, aos 23, de Nonato, que acabara de entrar no lugar de Hércules, que sentiu dor muscular.
E a goleada poderia ter sido ainda maior no primeiro tempo, caso Serna e Canobbio, ambos cara a cara com o goleiro Young, não tivessem perdido. O primeiro chutou em cima do adversário, e o segundo acertou o travessão. Já o São Paulo, só finalizou a primeira vez aos 41, sem perigo.

John Kennedy desencanta e Ganso volta
Após o intervalo, como esperado, o Fluminense reduziu um pouco o ritmo, mas seguiu com vontade de fazer gols, apostando nos contra-ataques. Apesar de o São Paulo ter voltado melhor, com três substituições, os espaços seguiram à disposição dos donos da casa.
Foi assim que saíram os outros gols, novamente com enorme facilidade e campo livre para jogar. Antes, Serna quase ampliou, parando em boa defesa de Young. Mas depois John Kennedy desencantou aos 24 do segundo tempo. O atacante não marcava desde 1º de outubro, no 2 a 2 com o lanterna Sport, no seu único gol até então.
E aos 31, Canobbio fez o quinto em mais um contra-ataque perfeito. Estava tão fácil que foi a partida ideal para marcar o retorno de Ganso, que não jogava desde 13 de setembro, por causa de uma lesão grau 2 na panturrilha esquerda.
Até o muito criticado Soteldo finalmente participou de um gol pelo Fluminense. Foi dele a assistência para Serna marcar o sexto, aos 41.
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- Da Redação / Com informações de O Dia
- Foto/Destaque: Crédito – Lucas Merçon / Fluminense FC
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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