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Futebol Internacional

Fluminense sofre gol no fim e perde para a LDU no jogo de ida da final da Recopa

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Esportes / Futebol

Tricolor sofre na altitude e não leva perigo aos equatorianos; equipes se enfrentam na próxima quinta-feira, às 21h30, no Maracanã

Quito – Equador

O Fluminense segurou a LDU até onde pôde, mas não conseguiu sair de Quito, a 2.850 metros acima do nível do mar, com o empate. Com um gol nos acréscimos, o Tricolor perdeu para a equipe equatoriana por 1 a 0 no Estádio Rodrigo Paz Delgado, nesta quinta-feira, 22, pelo jogo de ida da Recopa Sul-Americana. O tento da Liga foi marcado por Arce. Inicialmente, a arbitragem assinalou impedimento, mas o VAR reviu a jogada e confirmou o gol.

O Flu reclamou de um pênalti em cima de Cano ainda no primeiro tempo. O árbitro, porém, não viu infração e nem mesmo quando foi chamado para rever o lance no monitor do VAR à beira do campo.

A partida da volta entre as duas equipes acontecerá na próxima quinta-feira, 29, às 21h30, no Maracanã. Vitória por um gol de diferença do Fluminense leva a decisão para a prorrogação.

Antes disso, porém, o Tricolor tem compromisso no Campeonato Carioca. O Flu volta a campo no próximo domingo, às 16h, para enfrentar o Flamengo no Maracanã. A partida é válida pela décima rodada da Taça Guanabara.

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O Jogo

O Fluminense sofreu muito durante o primeiro tempo na altitude de Quito. A equipe de Diniz até teve mais posse de bola, mas mostrou dificuldade para impor seu estilo de jogo com boas trocas de passe e aproximação. Além disso, Marcelo se machucou com menos de 15 minutos e precisou ser substituído.

A LDU, por sua vez, levava perigo constantemente, especialmente em fortes chutes de fora da área. No entanto, faltou calibrar o pé: das 11 finalizações, apenas três tiveram direção do gol.

Uma das grandes oportunidades da Liga veio após Fábio falhar ao tentar encaixar a bola e ceder o rebote. Próximo da pequena área, González ficou com a sobra, mas mandou para fora. Na reta final de primeiro tempo, Piovi quase fez um gol olímpico, porém Guga salvou praticamente em cima da linha.

Apesar do cenário negativo, o Flu poderia ter balançado as redes no primeiro tempo em um lance que gerou reclamação por parte dos cariocas. Cano foi lançado e ficou cara a cara com o goleiro. Antes de finalizar, sofreu um empurrão e um puxão dentro da área. O árbitro, contudo, não assinalou o pênalti, nem mesmo após a recomendação do VAR.

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No retorno do intervalo, o cenário do jogo se manteve. A LDU seguiu em cima, enquanto o Fluminense apenas se defendia. Todavia, com o passar do tempo, o time equatoriano já não levava mais o mesmo perigo dos primeiros minutos.

Além disso, o Flu começou a encontrar mais espaço para respirar um pouco e também chegar ao ataque. Em um destes momentos, por volta dos 28 minutos, Lima acertou o travessão da meta defendida por Domínguez.

Nos minutos finais, a Liga voltou realmente a assustar e conseguiu furar a defesa tricolor. Após cobrança de falta, Arce apareceu livre para desviar e balançar as redes do Fluminense aos 47 minutos. Inicialmente, assistente assinalou o impedimento. No entanto, o VAR corrigiu e validou o gol.

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* Informações O Dia / Foto: Marcelo Gonçalves – Fluminense

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Esportes / Futebol

Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez

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Por André Costa*

Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.

Roteiro repetido

O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.

Adeus discreto de Messi

Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.

Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.

Como foi o jogo?

O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.

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A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.

Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.

Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.

Segundo tempo

A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.

A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!

A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.

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Prorrogação

O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.

Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.

Segundo tempo

Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.

A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.

A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.

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*Gazeta Esportiva – Conteúdo

*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP

 

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