Campeonato Carioca
Fluminense dá show no segundo tempo e goleia Bangu na estreia do time principal na temporada
Esportes / Futebol
Arias foi o destaque da goleada por 4 a 1, com dois gols e uma assistência
Rio de Janeiro
O primeiro jogo da equipe principal do Fluminense nesta temporada terminou com uma goleada que traduziu a grande superioridade exercida sobre o Bangu. No estádio Luso-Brasileiro, o placar de 4 a 1 apresentou um primeiro tempo estranho, reflexo dos primeiros 45 minutos disputados após apenas uma semana de pré-temporada, mas terminou com uma chuva de gols protagonizada por John Arias (duas vezes), Keno e Germán Cano.

Fernando Diniz também voltou ao banco de reservas e lançou uma equipe recheada dos titulares que conquistaram a América, com a exceção do lateral direito Samuel Xavier. Ao longo do jogo, pôde lançar alguns reforços, como Renato Augusto e David Terans, e ver seu time entregando uma performance de alto nível, que deu ótimos sinais para uma primeira atuação.
Com 20 minutos de bola rolando, a equipe mostrou que não sentia os 40 dias sem entrar em campo e foi para cima com grande intensidade. Não apenas com o toque de bola característico, como também explorando bolas longas. Porém, o Flu não aproveitava a profusão de oportunidades, com jogadores como Keno e Cano perdendo finalizações logo de cara.
O castigo veio após a parada técnica, quando o Bangu ensaiou algumas chegadas, e acabou abrindo o placar em um erro de Fábio. O goleiro interceptou uma bola fora da área e tentou sair jogando, mas entregou o passe nos pés do adversário. O volante Adsson aproveitou a bola oferecida e acertou um chute quase do meio do campo.
Sem se abalar com o gol sofrido, o tricolor seguiu tentando, e Keno cabeceou uma bola no travessão. O resultado injusto do primeiro tempo acabou logo na volta do intervalo. Renato Augusto, que Diniz colocou no lugar de Felipe Melo, iniciou uma jogada pela direita, que terminou com cruzamento de Guga e cabeçada de Keno entre as pernas do goleiro.

Mantendo a grande superioridade, o tricolor teve calma para buscar os três pontos. Se Cano, até então, tinha perdido quatro oportunidades, foi perfeito na hora de servir Arias, que driblou um defensor pela direita da área e soltou uma bomba para virar o jogo.
Após a parada da segunda etapa, mais uma vez a rede balançou, mas agora com o tricolor. Arias pegou uma bola no meio de campo e retribuiu o passe para Cano, que resolveu chutar de fora da área, acertando o ângulo. O artilheiro fez o primeiro “LL” em 2024.
Ainda deu tempo de Arias aproveitar outro cruzamento rasteiro de Guga, após brigar bastante pela posse na área, e girar batendo para dar números finais ao jogo. O placar poderia sido até maior na Ilha do Governador.
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* Informações do jornal Extra – Davi Ferreira / Fotos: Marcelo Gonçalves – Fluminense
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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