Taça Libertadores da América
Fluminense dá aula de como se jogar Libertadores em vitória sobre o Olimpia
Esportes / Futebol
Rio de Janeiro
Na vitória do Fluminense sobre o Olimpia, a equipe comandada por Fernando Diniz não apenas conquistou um grande resultado em busca da classificação para a semifinal. O Tricolor provou como deve-se jogar uma Libertadores.
Ao contrário do que fez o Flamengo, o Time de Guerreiros empurrou e amassou o time dirigido por Chiqui Arce. Fez 2 a 0, mas poderia ter feito mais, como os torcedores pediram. E não sofreram sustos de um rival organizado, mas que tem um nível bem abaixo. Atuou como deveria ter atuado.
Mas não é possível tirar os méritos da grande vitória devido a fragilidade do Olimpia. Até porque estamos falando de uma equipe que eliminou o atual campeão da Libertadores. E o maior sortudo nessa história foi o Flamengo, que escapou de sofrer mais uma terrível derrota para o Fluminense em 2023.
Um dos pontos mais interessantes vistos no Maracanã foi a sinergia entre os torcedores presentes nas arquibancadas e o time em campo. Ao contrário do duelo contra o Argentinos Juniors, em que os fãs se mostraram impacientes em determinados momentos. O apoio foi imenso e os mais de 64 mil presentes foram pacientes até o gol de André.
Além da torcida, Fernando Diniz ousou e surpreendeu a todos com a entrada de John Kennedy na equipe titular e a presença de quatro atacantes de início. E a estratégia deu muito certo, uma vez que o Time de Guerreiros conseguiu segurar os paraguaios no campo de defesa e conseguiu ter espaço com jogadores, como Keno e Diogo Barbosa, que infernizaram os adversários.
Desde o fim do primeiro tempo, a sensação era de que o segundo gol seria uma questão de tempo. E foi. Germán Cano anotou seu sétimo gol na Libertadores e alcançou a artilharia da competição ao lado de Paulinho, do Atlético-MG, que já não disputa mais o torneio.
A equipe de Fernando Diniz controlou o duelo nos últimos 30 minutos e poderia ter saído com um placar elástico e praticamente classificado do Maracanã. Sem vencer fora de casa há mais de três meses, o confronto da próxima semana será mais uma provação para um elenco que vem demonstrando maturidade e sabedoria de campeão.
Nessa trajetória de nove partidas, o Fluminense superou o chamado “Grupo da Morte” com a liderança, conseguiu um grande resultado no Maracanã contra a melhor equipe da fase de grupos e tem o artilheiro da Libertadores. É preciso tratar o Tricolor como ele merece, que é como um dos favoritos dentre os oito times que disputam a competição até aqui.
Mas assim como não deu brecha para o azar no Maracanã, o Time de Guerreiros precisará suportar a grande pressão que virá das arquibancadas do Defensores del Chaco, na próxima quinta-feira (31). E confirmando o favoritismo e conquistando a classificação de forma matemática, o Flu terá todas as credenciais para seguir em busca do inédito título da Libertadores.
* Conteúdo Jornal Lance – RJ / Foto: Lance Média Group
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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