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Campeonato Brasileiro

Flamengo joga mal e vence o Criciúma em lance pouco comum

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Esportes / Futebol

Rubro-Negro jogou mal em Brasília, mas conseguiu buscar o resultado de 2 a 1 no segundo tempo em lance inusitado

Brasília / DF

Após dois tropeços seguidos em casa, o Flamengo voltou a vencer no Campeonato Brasileiro. Na tarde deste sábado (20), o Rubro-Negro não jogou bem, mas superou o Criciúma por 2 a 1, de virada, jogando no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, e segue embolado na tabela com os líderes. Pedro e Gabigol, com um pênalti marcado em lance inusitado, fizeram para time da Gávea. Do lado catarinense, Rodrigo foi o responsável por balançar as redes.

Com o resultado, o Flamengo chegou a 34 pontos e assumiu, momentaneamente, a vice-liderança do Brasileirão. O time do técnico Tite volta a campo na quarta-feira (24), às 20h (de Brasília), contra o Vitória, no Barradão.

Apesar do ambiente favorável com os rubro-negros na arquibancada em Brasília, o Flamengo teve dificuldades para se encontrar em campo no primeiro tempo. Pouco inspirado e sofrendo com o gramado ruim, o time carioca pecou nas melhores chances que criou, com Pedro e Fabrício Bruno chutando para fora, e terminou os primeiros 45 minutos sem conseguir chutar no gol dos catarinenses.

Ao longo da primeira etapa, o Criciúma não se intimidou e foi melhor do que o Flamengo. Com uma linha defensiva bem postada, o time de Cláudio Tencati foi pouco ameaçado e levou perigo ao gol rubro-negro em jogadas de bola parada. Em uma delas, aos 34, Trauco cobrou falta na área e a bola sobrou para Rodrigo, que chutou e obrigou Rossi a fazer grande defesa. No rebote, o próprio zagueiro finalizou novamente para deixar sua equipe em vantagem no placar.

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Na volta dos vestiários, o Flamengo conseguiu ficar mais com a bola, mas esbarrava no dia pouco inspirado de seus homens de frente. O time de Tite teve sua grande chance de empatar aos 17 minutos, após o pênalti marcado em cima de Arrascaeta com o auxílio do VAR. No entanto, Pedro cobrou mal e parou nas mãos do goleiro Gustavo. No lance seguinte, Erick Pulgar subiu bem de cabeça após cobrança de escanteio, mas viu a bola explodir na trave.

Com as mudanças de Tite, o Flamengo conseguiu ter mais mobilidade no campo ofensivo e encontrar alguns espaços na defesa do Criciúma. Em uma dessas brechas, Arrascaeta apareceu bem pela primeira vez no jogo e conseguiu enfiar uma linda bola entre os zagueiros para Pedro, que bateu de primeira para deixar tudo igual e se redimir do pênalti perdido minutos antes.

Já no fim, um lance bizarro acabou decidindo a partida. O Flamengo chegava bem pelo lado esquerdo e Cebolinha ficaria em boas condições para finalizar, mas o volante Barreto, do Criciúma, chutou outra bola que estava em campo para atrapalhar o camisa 11. Imediatamente, o árbitro Maguielson Lima Barbosa apontou outro pênalti para o time carioca. Na cobrança, Gabigol deslocou o goleiro Gustavo e garantiu os três pontos para o Rubro-Negro.

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Vale ressaltar que duas bolas em campo lançado pela torcida do Flamengo, o que normalmente o juiz pararia o jogo, o que não aconteceu. Mais uma vez o rubro-negro carioca joga mal e é salvo no final e em lance, no mínimo, inusitado. O juiz não consultou o VAR e marcou pênalti para o Flamengo vencer uma partida em que jogou um futebol abaixo do razoável. Salvo pelo gongo e, para alguns, pelo juiz.

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* Informações de agências

* Foto: Celso da Luz / Criciúma

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Esportes / Futebol

Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez

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em

Por André Costa*

Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.

Roteiro repetido

O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.

Adeus discreto de Messi

Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.

Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.

Como foi o jogo?

O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.

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A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.

Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.

Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.

Segundo tempo

A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.

A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!

A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.

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Prorrogação

O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.

Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.

Segundo tempo

Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.

A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.

A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.

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*Gazeta Esportiva – Conteúdo

*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP

 

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