Libertadores da América
Flamengo cede empate ao Central Córdoba e se complica na Libertadores
Esportes / Futebol
Com atuação sofrível no segundo tempo, Rubro-Negro precisará fazer o dever de casa nas duas últimas rodadas para seguir sonhando com a classificação às oitavas
Argentina
O Flamengo complicou sua vida na busca por uma classificação às oitavas de final da Libertadores. Na noite desta quarta-feira (7), o Rubro-Negro saiu na frente, mas abusou dos erros técnicos e cedeu o empate em 1 a 1 para o Central Córdoba no Estádio Único Madre de Ciudades, em Santiago del Estero, após uma atuação desastrosa no segundo tempo. Arrascaeta abriu o placar para o time carioca e Verón fez para os argentinos.

A duas rodadas do fim da fase de grupos, o Flamengo ocupa a terceira posição, com cinco pontos, atrás de LDU e Central Córdoba, que têm oito. Uma vitória contra os equatorianos, na próxima quinta-feira (15), às 21h30 (de Brasília), no Maracanã, é fundamental para o time de Filipe Luís evitar uma eliminação precoce.
Precisando vencer para não se complicar na busca pela classificação, o Flamengo tentou ter o controle da partida desde os primeiros minutos e não demorou a abrir o placar. Com apenas nove minutos, Arrascaeta fez bonita jogada ensaiada com Gerson e De La Cruz e recebeu sozinho na área para bater na saída do goleiro Aguerre e deixar o Rubro-Negro em vantagem na Argentina.

Com mais posse de bola, o Flamengo continuou mandando no jogo e teve outras boas chances para ampliar. A melhor delas veio nos pés de Arrascaeta, que arrancou completamente sozinho após Gerson ganhar dividida de cabeça no meio-campo e saiu na cara de Aguerre, mas dessa vez acabou parando no goleiro argentino.
Nos minutos finais do primeiro tempo, o Flamengo diminuiu seu ritmo e viu o Central Córdoba assustar. Com erros bobos de passe, o time carioca só não cedeu o empate graças a Rossi, que operou um milagre em chute de Abascia na entrada da área e levou a equipe em vantagem para o vestiário.
Na volta para o segundo tempo, o Flamengo adotou uma postura extremamente acuada e chamou o Central Córdoba para o jogo. O time argentino passou a ter mais a bola e não demorou a conseguir o gol de empate: Verón, de cabeça, aos 15 minutos, aproveitando a marcação frouxa da zaga rubro-negra.
Abusando dos erros individuais, o Flamengo se manteve apático após sofrer o gol de empate e cedendo espaços aos donos. Em uma dessas oportunidades, o Córdoba chegou a ter um pênalti assinalado a seu favor após a bola bater na mão de Léo Pereira, mas o VAR salvou os cariocas, já que o zagueiro estava com ela colada ao corpo.
Com o setor ofensivo praticamente nulo e uma postura covarde no segundo tempo, o time de Filipe Luís sequer ameaçou a meta de Aguerre nos 45 minutos finais e volta para casa com o risco de ser eliminado na fase de grupos da Libertadores.
Outros Resultados
Libertadores:
Cerro Porteño 0 x 2 Palmeiras
Sporting Cristal 2 x 1 Bolivar
Copa Sul-Americana:
Puerto Cabello 4 x 1 Vasco
Mushuc Runa 1 x 1 Cruzeiro
Club Atlético Grau 0 x 0 Grêmio
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* Informações O Dia
* Fotos: Adriano Fontes / Flamengo
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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