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Adeus ao Mundial

Botafogo faz pouco para vencer e vê Paulinho classificar Palmeiras na prorrogação

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Esportes / Futebol

Verdão se garante nas quartas de final do Mundial de Clubes com 1 a 0

Estados Unidos

Botafogo deu adeus melancolicamente ao Mundial de Clubes ao abdicar da vitória por 110 minutos, contando os acréscimos, com um futebol pobre, defensivo e incapaz de atacar. Sem nunca estar perto da vaga, acabou punido na prorrogação por um golaço de Paulinho, aos nove minutos, que garantiu o 1 a 0 para o Palmeiras e a classificação para as quartas de final, contra Chelsea ou Benfica.

Botafogo e Palmeiras jogam pelas oitavas de final do Mundial de Clubes - Vitor Silva / Botafogo

Sem uma chance clara de gol criada até ficar em desvantagem, o time de Renato Paiva só então partiu para cima do adversário. Mesmo cansado e desorganizado, pressionou, mas não teve forças para buscar o empate e se despede do torneio nos Estados Unidos com atuações pouco inspiradas ofensivamente e somente com a boa impressão deixada na vitória sobre o PSG.

Primeiro tempo de muita luta e poucas chances

O clássico no primeiro tempo teve a cara de um jogo do Brasileirão, muito truncado, com faltas desnecessárias, brigado e com poucas chances. O 0 a 0 no intervalo foi o resultado justo, apesar do amplo domínio do Palmeiras.

Botafogo e Palmeiras jogam pelas oitavas de final do Mundial de Clubes - Vitor Silva / Botafogo

Se o Botafogo teve enorme dificuldade de chegar ao ataque ou até mesmo sair sob forte pressão com Danilo Barbosa no lugar do suspenso Gregore, a opção tática de Abel Ferreira funcionou. Ao colocar Estevão na esquerda com Piquerez, contra Vitinho e um nulo Arthur, o time paulista chegou com perigo algumas vezes, apesar de não concluir as jogadas.

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Com exceção de quase abrir o placar, em cruzamento de Piquerez que tocou em Barboza e passou rente à trave. E num chute de fora da área de Richard Rios, que John salvou com a ponta dos dedos. Já o Botafogo só foi levar perigo depois dos 40, quando encaixou duas jogadas com aproximação de seus jogadores: Marlon Freitas chutou mal e Vitinho foi travado.

Botafogo segue inoperante no segundo tempo

O panorama tático não mudou após o intervalo, mas o Palmeiras transformou o domínio em chances. Logo com um minuto, após saída errada de Barboza, Estêvão obrigou John a fazer a defesa, e, minutos depois, chegou a marcar, mas estava impedido na origem do lance.

Botafogo e Palmeiras jogam pelas oitavas de final do Mundial de Clubes - Vitor Silva / Botafogo

Foram 15 minutos de domínio total dos paulistas, que pressionaram e obrigaram John a duas defesas importantes, em chutes de Vitor Roque e Mauricio. Renato Paiva tentou mudar o panorama com Cuiabano, Montoro e Joaquín Correa nos lugares de Alex Telles,  Allan e Savarino.

Mas o Botafogo  seguiu nulo ofensivamente e ainda viu John salvar em cabeçada de Mauricio. Por sorte, o Palmeiras perdeu o ímpeto com a saída de Estêvão e só chegou com perigo uma outras vez, em chute de Paulinho.

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Paulinho resolve na prorrogação

Com o 0 a 0 no tempo regulamentar, a disputa foi para a prorrogação, quando finalmente o Glorioso deu o ar da graça no campo ofensivo e tomou as ações da partida. Aparentemente menos desgastado, o time ensaiou uma pressão na primeira etapa, sem finalizar.

Foi o Palmeiras quem seguiu mais objetivo e dando trabalho a Jhon. Até chegar ao gol em uma grande jogada de Paulinho. Ele passou por dois defensores aos 9 minutos, e superou o goleiro em chute que desviou em Barboza e parou no canto. 

Torcedores do Botafogo marcaram presença na Fan Zone do Mundial, em Copacabana - Érica Martin / Agência O Dia

A primeira grande chance do Botafogo na partida só aconteceu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação, numa cabeçada para fora de Igor Jesus, em escanteio. O time pressionou na reta final, e Vitinho chutou para fora o empate. Ainda houve tempo de Gustavo Gómez ser expulso aos 11.

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*Informações de O Dia – Conteúdo

*Fotos: Vitor Silva – Botafogo FR

 

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Esportes / Futebol

Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez

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em

Por André Costa*

Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.

Roteiro repetido

O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.

Adeus discreto de Messi

Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.

Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.

Como foi o jogo?

O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.

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A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.

Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.

Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.

Segundo tempo

A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.

A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!

A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.

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Prorrogação

O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.

Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.

Segundo tempo

Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.

A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.

A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.

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*Gazeta Esportiva – Conteúdo

*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP

 

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