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Competência Técnica

Arthur Jorge, técnico do Botafogo, considera a conquista da Libertadores a mais importante da sua carreira

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Esportes / Futebol

“Era o jogo mais importante da minha carreira e foi a vitória mais saborosa. Foi uma vitória épica, provavelmente a mais épica da história da Libertadores. Sabíamos das nossas possibilidades, acreditamos sempre, mesmo com um homem a menos, e eu só tenho a reverenciar esses jogadores”, comentou o técnico.

Artur Jorge comemora título do Botafogo na Libertadores ao lado de John Textor — Foto: Antonio Lacerda/EFE

Artur Jorge comemora título do Botafogo na Libertadores ao lado de John Textor — Foto: Antônio Lacerda/EFE

Após uma atuação irretocável e incontestável mesmo com um jogador a menos desde os 30 segundos de bola rolando, o treinador português não poupou elogios aos seus comandados. Ciente de que entrou para a eternidade de um clube que tem nomes como Garrincha, Didi e Nilton Santos em seu hall de ídolos, Artur Jorge deu o tom da dimensão do feito realizado na Argentina.

“Temos muito de emoção dentro de cada um de nós. Foi uma vitória épica, provavelmente a vitória mais épica de uma final de Libertadores. É um feito enorme”

Entrevista com o técnico campeão da Libertadores da América:

Artur Jorge vê “vitória épica” do Botafogo em final e elogia elenco: “Animais de competição”

– Sabíamos das nossas possibilidades desde o primeiro minuto, mesmo com um homem a menos. Eu, como técnico, só tenho que me render a todos esses atletas, a qualidade humana, futebolística de cada um deles, porque foram animais de competição. Só uma equipe com essa vontade consegue um feito deste tamanho. Estou muito, muito feliz por levar esse troféu para o Botafogo. Meus jogadores trabalharam imensos desde o Aurora com esse objetivo.

O treinador português fez questão ainda de compartilhar do momento com os torcedores alvinegros em Buenos Aires, no Rio de Janeiro e mundo afora. Com a compreensão do quanto o passado recente foi sofrido, Artur Jorge deu méritos a quem definiu como “fonte inesgotável de energia”.

Júnior Santos e Arthur em Atlético-MG x Botafogo — Foto: REUTERS/Agustin Marcarian

Júnior Santos e Arthur Jorge — Foto: Agustin Marcarian/ Reuters

“Nossa torcida é merecedora do que fizemos por eles. É por eles que lutamos, eles são uma fonte de energia inesgotável e feliz por eles por contribuir e dar uma alegria a quem tanto tem sofrido nos últimos anos”.

O seu elenco campeão da América chega ao Rio de Janeiro na tarde deste domingo e a programação prevê festa em General Severiano. A partir de segunda-feira, no entanto, é hora de já buscar a conquista do Brasileirão e o compromisso contra o Internacional, quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Beira-Rio, pode ser decisivo.

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Para ser campeão já na 37ª rodada, o Glorioso precisa vencer o Colorado em Porto Alegre e torcer por um tropeço do Palmeiras, no mesmo dia e a horário, diante do Cruzeiro, no Mineirão.

Argentinos campeões

“Esses dois grandes homens argentinos (Thiago Almada e Barboza) fazem parte de uma equipe tremenda, carregada de ambição. São dois bons exemplos da qualidade do que é o jogador argentino, também têm tido sucesso no Brasil. Foram hoje justamente coroados em sua terra natal. Fico muito feliz por eles, não consigo imaginar a alegria de estar em seu país e conquistar esse título. Barboza trouxe três ônibus da família (risos), então acredito que tenham ficado muito satisfeitos de vê-lo ganhar não só o troféu (da Libertadores), como também um troféu individual. Sem dúvidas, trabalharam muito para chegar aonde chegaram e ganhar o que ganharam”.

Maior técnico da história?

“Eu nunca fui de individualizar, nunca fui nada sozinho. O que me move é conquistar títulos coletivos. Não tenho preocupação de ser o melhor, o pior, o terceiro ou quarto técnico na história do Botafogo. Para mim, aquilo que é importante é este troféu que aqui está, que é nosso, da equipe. O que nós conseguimos hoje aqui é a minha meta. É hoje, sempre, será no futuro, onde quer que eu esteja. Meu objetivo será sempre, lado a lado com os meus jogadores, caminhar para conquistar títulos. Muito fiz hoje porque ajudei e contribuí na minha melhor parte, naquilo que eu consigo dar o meu melhor, para que eles pudessem fazer um jogo com esta dimensão. Um jogo épico, volto a dizer”.

Mundial de Clubes

“Vamos viver isso de forma muito tranquila, serena. Para poder desfrutar do que conseguimos fazer. Por mérito nosso estamos no Mundial. Que chegará a seu tempo. Porque até lá temos Internacional e São Paulo para ganhar, porque quero ganhar o título Brasileiro. Hoje vamos festejar, espero ter dormido bem ontem, porque hoje não vamos dormir. Depois vamos para o Rio, nos preparar para os jogos contra Internacional e São Paulo. Depois pensamos no que tem mais adiante”.

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Méritos compartilhados

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É justo nós podermos entregar este título a todos que amam o Botafogo. Sabemos também que este é um ano que nos faz ver quase que a história do filho bonito que todos querem ser o pai. E nós temos que poder fazer com que esse feito possa ser partilhado por muita gente, que no passado fez com que esse feito seja possível. Nesse sentido que possa ser partilhado por todos.

Atuação com um jogador a menos

“Não me recordo de nada parecido de uma equipe que disputou uma final como essa, jogando mais de 90 minutos com um jogador a menos. Obviamente que é difícil perder um jogador naquele momento. E como venho dizendo, essa equipe nunca me falha. Hoje, mais do que não me falhar, é não falhar a eles mesmos. Fizeram que perdendo um colega, se superassem para compensar. 3 a 1. Não foi 1 a 0 com bola para a frente. 3 a 1. São extraordinários. Sem títulos, são campeões”.

Jogo mais importante da carreira

“Era o jogo mais importante da minha carreira. E foi a vitória mais saborosa de toda a minha carreira”.

Orgulho do elenco

“Gosto muito deles. Fico sempre rendido porque é aquilo que nós sentimos. Não fazemos e trazemos aqui conversas para sermos simpáticos com a imprensa. Dizemos o que sentimos, o que é genuíno e verdadeiro. E isso só se consegue em um grupo, de fato, de grande nível. Sincero no dia a dia, no trabalho, naquilo que faz todos os dias para ganhar o maior número de jogos possível. Alguns jogos não ganhamos, não somos imbatíveis. Mas lutamos e trabalhamos para ganhar todos os jogos que participamos. Fico desta forma porque me vejo em todas as palavras que eles dizem. É exatamente o que prometemos e nos comprometemos uns com os outros no dia a dia do nosso trabalho”.

* Da Redação / Com informações de agências – Buenos Aires

 

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Esportes / Futebol

Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez

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Por André Costa*

Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.

Roteiro repetido

O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.

Adeus discreto de Messi

Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.

Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.

Como foi o jogo?

O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.

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A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.

Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.

Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.

Segundo tempo

A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.

A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!

A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.

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Prorrogação

O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.

Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.

Segundo tempo

Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.

A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.

A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.

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*Gazeta Esportiva – Conteúdo

*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP

 

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