VITÓRIA
Pesquisar
Close this search box.

Cultura & Premiação

SEDH lança 3ª edição do Prêmio Benedito Meia Légua

Publicados

Educação & Cultura

Vitória / ES

Foi publicado, nesta quinta-feira (29), no Diário Oficial do Estado, o edital da terceira edição do Prêmio Benedito Meia Légua, organizado pela Secretaria de Direitos Humanos (SEDH), por meio da Gerência de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (GEPIR). As inscrições poderão ser feitas a partir da próxima segunda-feira (02) até o dia 18 de setembro. A premiação ocorre em novembro, no Mês da Consciência Negra.

O objetivo do Prêmio Benedito Meia Légua é premiar sete personalidades negras que se destacam ou se destacaram na luta quilombola e na promoção da igualdade racial. Serão premiadas três (03) personalidades capixabas atuantes na luta quilombola; duas (02) personalidades capixabas que se destacam na luta pela promoção da igualdade racial; uma homenagem in memoriam e uma personalidade nacional que se destaque na luta pela promoção da igualdade racial.

A secretária de Estado de Direitos Humanos, Nara Borgo, destacou a importância da participação social na indicação dos homenageados. “Temos muito orgulho de realizar este prêmio e contamos com o apoio da sociedade civil e das instituições que colaboram conosco na indicação para esta edição”, ressaltou.

Leia Também:  Será lançado em São Mateus livro com receitas quilombolas

As inscrições e indicações poderão ser feitas por movimentos sociais, Organizações Não Governamentais (ONG’s) ou pessoas físicas, e devem ser acompanhadas de fundamentação que justifique a outorga do Prêmio e de documentos que qualifiquem e comprovem a atuação do indicado, incluindo-se currículo, registros ou estatuto, conforme categoria.

As inscrições e/ou indicações serão analisadas pela Comissão de Seleção, sendo eleitas(os) aquelas(es) que receberem a maioria simples dos votos. Posteriormente, será publicado no Diário Oficial do Estado o resultado final. A premiação acontece em novembro.

Inscrições

Os interessados podem fazer a inscrição de forma presencial na sede da Secretaria de Direitos Humanos (SEDH), enviar para o e-mail [email protected] ou encaminhar pelo Sistema E-Docs, com o título do documento “3º Prêmio Benedito Meia Légua – Edição 2024”, para o órgão SEDHGEPIR, até o dia 18 de setembro de 2024.

Benedito Meia Légua 

O líder quilombola Benedito Caravelas, mais conhecido como Benedito Meia Légua, nasceu em 1805, onde hoje é um município de São Mateus, no norte do Espírito Santo. O apelido foi dado por causa das constantes viagens a pé que ele fazia, sobretudo para a região Nordeste do Brasil.

Leia Também:  Divulgado pela Sedu edital do processo seletivo para 170 vagas do Programa de Intercâmbio Estudantil

Benedito Caravelas invadia fazendas, quebrava senzalas, organizava fugas e ações em quilombos. Ele tinha como missão de vida libertar pessoas escravizadas. De acordo com registros históricos, um dia ele acabou aprisionado por um capitão do mato, arrastado pelas ruas de São Mateus e tão espancado que foi dado como morto. Seu corpo foi guardado dentro da igreja de São Benedito para ser sepultado, mas no dia seguinte só foram encontradas no local marcas de sangue e pegadas.

A imagem de Benedito Caravelas então passou a ser comparada a de uma figura imortal, pois fugas e rebeliões continuaram ocorrendo para a libertação de pessoas escravizadas e dados históricos dão conta de que foi nesta época que surgiu a expressão: “Mas será o Benedito?”.

Benedito Meia Légua morreu já idoso, por causa de uma traição. Seu esconderijo, dentro do tronco de uma árvore, foi denunciado e ele acabou morrendo queimado enquanto dormia.
———————————————————–

* Fonte: SEDH / Assessoria de Comunicação – Simone Diniz

* Foto/Ilustração: Divulgação / SEDH

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Educação & Cultura

Venda ilegal de documentos históricos preocupa Arquivo Nacional

Publicados

em

Recentemente, órgão recuperou documento assinado por Duque de Caxias

Agência Brasil* | Rio de Janeiro (RJ)

Nos últimos três anos, pelo menos dez casos de venda ilegal de documentos históricos brasileiros em leilões foram identificados pelo Arquivo Nacional. Segundo o órgão federal, responsável pela guarda dessa documentação, este tipo de comércio criminoso vem crescendo recentemente no país.

Por isso, o Arquivo Nacional está montando um setor específico para lidar com essas ocorrências e garantir a recuperação desses documentos.

“A gente está percebendo que há um comércio muito grande de documentação pública.  O que o Arquivo Nacional tem feito é, cada vez mais, analisar essas ofertas que estão em sites de leilões espalhados pelo Brasil inteiro e indo atrás dessa documentação”, explica o diretor de Processo Técnico, Preservação e Acesso Técnico ao Acervo do Arquivo Nacional, Thiago Vieira.

Segundo ele, o objetivo é restituir o patrimônio público para “o seu local, que é aqui no Arquivo Nacional”.

Há três anos, por exemplo, o Arquivo Nacional conseguiu recuperar cinco documentos que estavam sendo leiloados ilegalmente na internet, com a ajuda da Polícia Federal. Um deles, assinado por Duque de Caxias, registra a instalação de uma linha terrestre de telégrafo que conectaria dois estados brasileiros.

Leia Também:  Projeto “Eu Passarinho” encanta estudantes com observação de aves em Sooretama

“São documentos que são representativos de momentos emblemáticos da nossa história. Ajudam a contar nossa história, ajudam a preencher lacunas onde nossa historiografia ainda não chegou”, afirma a chefe do Serviço de Diplomática e Paleografia do Arquivo, Alícia Duhá Lose.

—————————————————————————————————————–

*Com informações de Fernanda Cruz – Repórter da TV Brasil

*Edição: Aécio Amado / *Foto destaque: Documento – Arquivo Duque de Caxias / Divulgação

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

GERAL

POLÍTICA & GOVERNO

CIDADES

TURISMO

MAIS LIDAS DA SEMANA